“Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos”, acusou José Luís Carneiro, numa intervenção no arranque da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa.
Francisco Gomes e Ana Martins, eleitos do Chega pelos Açores e Madeira, respetivamente, discursavam hoje na sessão plenária comemorativa dos 50 anos da autonomia das Regiões Autónomas.
Nem Reforma Laboral nem consenso político à direita e à esquerda, com a rejeição do pacote a afastar o Chega como parceiro preferencial do Governo. O mesmo aconteceu com a Prestação Social Única.
Às vezes há situações que, tendo pouco em comum em termos de materialidade, se assemelham em termos de processo. Caso da negociação do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão e a discussão do pacote laboral.
Tal como o Chega, a IL considera que a privatização da RTP pode ser o caminho: "Impõe-se reavaliar se faz sentido que o Estado continue a ser proprietário, financiador e gestor direto de um grupo de comunicação social".
O suspense adensou-se antes da votação programada, com o Chega a pedir a suspensão temporária dos trabalhos, mas nem assim o Governo chegou a entendimento com o partido de André Ventura para aprovar a reforma laboral. Montenegro acusou o Chega de se aliar à esquerda, enquanto Ventura rejeita ser muleta do Executivo.
O chumbo da proposta do Governo de revisão do Código Laboral, na sexta-feira, através de uma conjugação de votos do Chega com a esquerda parlamentar, nada mudou na estratégia que Luís Montenegro tinha traçada na sua moção e que acabou aprovada por unanimidade no sábado, mas teve impacto no tom da reunião magna.
Em declarações aos jornalistas, em representação do Chega, no fim do 43.º Congresso Nacional do PSD, no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro, Rita Matias considerou que Luís Montenegro fez um discurso de encerramento "pouco animado, para quem diz que quer fazer Portugal melhor", sem "propostas estruturais".
José Luís Carneiro diz que as declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo da revisão laboral não fazem sentido, tendo em conta o "processo de namoro, que quase que foi casamento, entre a AD e o Chega".
A proposta de lei de alterações ao Código do Trabalho foi chumbada esta sexta-feira, 19 de junho, na generalidade com os votos contra da esquerda e do Chega. Só PSD, CDS e IL votaram a favor. Saiba quais são as medidas polémicas que caem com a rejeição da proposta pelo Parlamento.
Eurico Brilhante Dias falava durante a sessão plenária de hoje, no Parlamento, numa declaração de voto oral, minutos depois de ter sido rejeitada a proposta do Governo para alterar a legislação laboral.
Durante uma intervenção de voto oral, ainda no hemiciclo, o social-democrata salientou que para a sua bancada as pensões “não são motivo de brincadeira nem de precipitações de última hora”.
A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi hoje chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.
O pedido foi feito pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, quando o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, se preparava para iniciar o período de votações regimentais.
Em Portugal ainda há quem proponha a redução da idade da reforma, o Chega. É um imposto sobre as novas gerações em formação, sob a capa de uma benesse aos votantes, cada vez mais velhos. É uma fraude.
A dois dias da discussão da reforma laboral no Parlamento ainda não havia acordo entre o Chega e o Governo, com André Ventura a insistir na redução da idade de reforma, 15 dias de férias e no fim das subvenções vitalícias dos políticos. Montenegro afasta mexidas na idade de reforma, mas abre porta a mais férias, amamentação e regime para avós . Sem um entendimento, a lei laboral arrisca a ser chumbada nesta sexta-feira.
O primeiro-ministro esteve reunido esta terça-feira, em São Bento, com o líder do Chega durante quase duas horas. Em cima da mesa estiveram, nomeadamente, as regras laborais que o Governo quer aprovar no Parlamento. André Ventura garante que contactos técnicos e diálogo político vão continuar, mas que não foi possível ainda um acordo.
O primeiro-ministro e o líder do Chega voltam a encontrar-se esta terça-feira, com a legislação laboral no centro das atenções. Ventura pede compromisso por escrito para redução da idade da reforma. Agenda da reunião pode ser mais complexa do que parece, avisa politólogo.
Após uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, André Ventura adiantou que o Grupo Parlamentar do PSD terá aceitado seis das sete exigências do seu partido sobre a criação da Prestação Social Única.