O indicador de preços ficou abaixo do objetivo de 2% do BCE, pela primeira vez desde junho de 2021, à boleia de nova descida do lado da energia. Combinado com os riscos claros sobre o crescimento na zona euro, tal deve assegurar nova descida das taxas diretoras na próxima reunião de política monetária, em outubro.
A taxa de inflação foi inferior a 2% em setembro, na Alemanha, França, Espanha e Itália. Uma tendência das maiores economias da zona euro que dá força a um corte dos juros na próxima reunião do BCE.
“Em termos prospetivos, a inflação poderá aumentar temporariamente no quarto trimestre deste ano, à medida que as anteriores quedas acentuadas dos preços dos produtos energéticos deixarem de ser registadas nas taxas anuais, mas os últimos desenvolvimentos reforçam a nossa confiança de que a inflação regressará atempadamente ao objetivo”, declarou Christine Lagarde.
Os dados dos PMI de setembro não são animadores para a economia europeia e podem mesmo ser o fator decisivo a assegurar novo corte de juros pelo BCE já em outubro, escrevem os analistas, dadas as preocupações com a falta de vitalidade na moeda única.
A política monetária da Reserva Federal continua a ditar o ritmo nas bolsas e os mercados aguardam para conhecerem a amplitude do corte nas taxas de juro de referência do outro lado do Atlântico.
A bolsa de Lisboa e as principais praças europeias valorizaram na sexta-feira, a beneficiar do sentimento positivo causado pelo corte do BCE nas taxas de juro. Esta semana, a Fed deverá fazer o mesmo.
Apesar de as descidas de juros contribuírem para aliviar a prestação dos créditos à habitação com taxa variável, as prestações dificilmente voltarão aos valores registados até final de 2021, dado o ambiente de taxas de referência negativas.
As principais praças europeias registaram na quarta-feira um sentimento misto, sendo que sobressaiu o disparo superior a 16% nas ações do Commerzbank. Por cá, o PSI terminou o dia com ganhos.
As ações da BMW marcaram o dia pelos piores motivos, não apenas na bolsa alemã, como no índice agregado Euro Stoxx 50, ao caírem mais de 11%. Por cá, o PSI registou uma descida, alinhada com as praças europeias.
As principais praças europeias encerraram a semana passada no 'vermelho' e Lisboa seguiu pelo mesmo caminho. Para tal contribuíram os sinais de desaceleração da economia norte-americana, ligados ao enfraquecimento da criação de emprego. Esta semana fica marcada pela reunião de política monetária do BCE.
O PSI avançou na sessão desta quinta-feira e os títulos da Ibersol estiveram em destaque, ao registarem a subida mais intensa. Lá fora, os índices europeus encerraram com sentimento misto, depois da conformação de que as taxas de juro do BCE não se alteram.
As duas cotadas registaram quedas fortes e sobressaíram em Lisboa, numa Europa mista marcada pelas quedas fortes no sector dos chips semicondutores. Esta quinta-feira, destaque para a reunião do BCE.
Os analistas da DBRS escrevem, numa nota publicada esta segunda-feira, que assim como o BCE já sinalizou que pode vir a aplicar coimas aos bancos que não cumpram os critérios em torno dos riscos climáticos e ambientais, também os reguladores podem fazer mais exigências.
A presidente do BCE frisou a importância destes debates, sobretudo numa altura de incerteza elevada e inflação que ainda não está sob controlo, elogiando a "relação bonita" entre o mundo académico e os decisores de política monetária.
A tendência de alívio da inflação parece ser para continuar, embora com muitos pontos de interrogação no horizonte, tanto fruto das tensões bélicas, possibilidade de novas barreiras ao comércio ou situações políticas internas, reconheceram os vários oradores no Fórum do BCE realizado em Sintra.
O presidente da Fed destacou que a maior economia do mundo regista "um défice muito grande numa altura em que está em pleno emprego", algo que "não é sustentável". Este deve ser um tópico urgente na discussão interna norte-americana, apela.
O corte de 25 pontos era quase certo, tal como a comunicação do BCE a afastar qualquer caminho pré-definido para os juros. Apesar de inflação e salários de maio, os analistas continuam à espera de novas descidas em outubro e dezembro.
“Vamos continuar dependentes dos dados”, reforçou Lagarde, embora admitindo uma "elevada probabilidade" de que este seja o arranque da normalização da política monetária na zona euro, sobretudo dada a recuperação da confiança nas suas projeções.
A reunião do Banco Central Europeu vai marcar esta quinta-feira, com a maioria dos previsões a apontarem para um recuo dos juros. Os ganhos registados nas bolsas europeias indicam boas expetativas mas, por cá, o PSI registou uma descida.