Poder de compra em Portugal recua 0,3% e Lisboa lidera ranking nacional

Portugal desceu duas posições no ranking europeu, ocupando agora o 24.º lugar entre 42 países analisados, de acordo com o estudo Purchasing Power Europe 2026.

Poder de compra em Portugal recua 0,3% e Lisboa lidera ranking nacional
Cushman & Wakefield

O poder de compra em Portugal fixou-se em 16.892 euros por habitante em 2026, menos 0,3% do que no ano anterior e cerca de 20% abaixo da média europeia, de 21.153 euros, segundo um estudo da GfK/NielsenIQ (NIQ) divulgado esta segunda-feira.

Portugal desceu duas posições no ranking europeu, ocupando agora o 24.º lugar entre 42 países analisados, de acordo com o estudo Purchasing Power Europe 2026.

A nível nacional, Lisboa lidera o ranking dos municípios, com um poder de compra de 28.391 euros por habitante, 68% acima da média portuguesa e 34% superior à média europeia.

Oeiras, com 25.825 euros por habitante, e Porto, com 24.694 euros, ocupam os lugares seguintes. Cascais, com 21.536 euros, e Alcochete, com 21.294 euros, completam a lista dos cinco municípios portugueses cujo poder de compra supera a média europeia.

No total, apenas cinco dos municípios nacionais analisados ultrapassam aquele valor de referência, com os níveis mais elevados concentrados nos principais centros urbanos e no litoral. Quatro dos dez municípios com maior poder de compra pertencem à Área Metropolitana de Lisboa, enquanto Coimbra, Sines, Aveiro, Matosinhos e Mafra também integram os dez primeiros lugares, todos acima da média nacional.

No extremo oposto, Vinhais apresenta o valor mais baixo do país, com 10.121 euros por habitante. A diferença para Lisboa é de 18.270 euros, sendo o poder de compra médio na capital quase três vezes superior ao do município transmontano.

“Estes resultados revelam diferenças significativas na capacidade económica das famílias portuguesas, particularmente relevantes num momento em que a inflação volta a acelerar e os custos da habitação, alimentação e energia continuam a pressionar os orçamentos”, afirmou António Salvador, diretor-geral da GfK/NIQ em Portugal.

O responsável sublinhou ainda a importância de avaliar a margem financeira que resta às famílias depois de suportadas as despesas essenciais, para compreender a evolução das prioridades de consumo e dos hábitos de compra.

Na Europa, o poder de compra médio aumentou 4,4% em termos nominais face ao valor revisto do ano anterior, para 21.153 euros por habitante, num total de cerca de 14,5 biliões de euros.

O Liechtenstein, com 78.520 euros por habitante, lidera o ranking europeu, seguido da Suíça, com 54.730 euros, e da Islândia, com 44.692 euros. A Ucrânia, o Kosovo e a Moldávia registam os valores mais baixos. Dos 42 países analisados, 17 apresentam um poder de compra superior à média europeia.

O estudo mede o rendimento disponível nominal por habitante, após impostos e incluindo prestações sociais, com base em dados estatísticos e previsões económicas. Os valores não estão ajustados à inflação nem às diferenças no custo de vida entre países.

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