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O Prémio Literário Fernando Namora vai ser retomado e as candidaturas para a edição de 2026 estão abertas de 2 a 23 de novembro. É já no dia 6 de novembro que Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) vai assinar um protocolo de colaboração com as entidades que compõem o júri do prémio, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins, na Biblioteca da Imprensa Nacional.

Nesse protocolo será definida a forma como a INCM e o júri se irão articular, atualizando o regulamento do concurso. Mas já foi anunciado que o vencedor da 29.ª edição será divulgado em janeiro de 2027, no âmbito da apresentação do Plano Cultural da INCM para esse ano.

O período em que decorrem as candidaturas foi definido para minimizar o atraso com que esta 29ª edição vai ser lançada. E também para criar condições para que a obra vencedora de 2026 possa ser anunciada no início do próximo ano, dando espaço para lançar o concurso do prémio de 2027 meses mais tarde.

“Ao viabilizar a continuação do Prémio Literário Fernando Namora, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda acrescenta mais um compromisso à sua missão centenária de valorizar a língua e a cultura portuguesas”, afirma Nuno Sampaio, presidente do Conselho de Administração do INCM.

Estimular os hábitos de leitura é outro dos objetivos subjacentes à continuação do Prémio Literário Fernando Namora, que o INCM abraçou como missão, patrocinando o Prémio em substituição da Sociedade Estoril Sol como entidade instituidora. “Valorizar os escritores e divulgar e dar destaque às suas melhores obras pretende, não só fazer justiça ao seu talento, mas também estimular hábitos de leitura nas gerações mais novas e promover a Lusofonia como plataforma cultural particularmente rica e inspiradora”.

O Prémio Literário INCM Fernando Namora manterá o valor pecuniário de 15 mil euros da sua versão anterior e irá distinguir uma obra de ficção (romance ou novela), escrita em língua portuguesa por autor português e editada, pela primeira vez, em 2025. A última edição do Prémio Literário Fernando Namora realizou-se no ano passado e distinguiu o romance Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida, que aborda a violência colonial em Angola e o racismo em Portugal.

O Prémio Literário Fernando Namora foi instituído em 1987 e atribuído pela primeira vez em 1989. Ao longo de 28 edições, agraciou escritores como Lídia Jorge, António Lobo Antunes, Teolinda Gersão, João de Melo, Maria Isabel Barreno, João Tordo, Urbano Tavares Rodrigues, Mário de Carvalho, Afonso Cruz, José Eduardo Agualusa, Mário Cláudio, Gonçalo M. Tavares ou Manuel Alegre.

O júri do prémio, para além de Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, integra atualmente José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, José Manuel Cortês, pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e Ana Paula Laborinho e José Carlos de Vasconcelos.

No dia 6 de novembro, a Imprensa Nacional Casa da Moeda irá assinar um protocolo com o júri do prémio e apresentar o novo regulamento na Biblioteca da Imprensa Nacional, na Rua da Escola Politécnica, nº 135.

Portugal e o Peru reforçaram a cooperação na luta contra redes criminosas internacionais com a assinatura de um acordo portuário estratégico, anunciaram hoje os respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros depois de uma reunião bilateral sobre questões de atualidade.

O acordo, assinado entre a Autoridade Portuária Nacional do Peru e o Porto de Sines antes do início da reunião oficial em Lisboa, visa blindar as infraestruturas marítimas de ambos os países contra o narcotráfico, o contrabando e a lavagem de ativos.

“Vamos reforçar a segurança marítima e a luta contra o crime internacional e os crimes transnacionais, que são, obviamente, preocupações de Estados marítimos, de Estados que têm costa, que são portas de entrada no continente sul-americano e no continente europeu”, afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiro nove meses que ascendeu a 363 milhões de euros, a administração do BPI detalhou que já utilizou 354 milhões de euros do total de 500 milhões da garantia pública para o crédito à habitação jovem que lhe foi atribuído pelo Estado.

O administrador Francisco Matos indicou que o BPI tem um limite aprovado de 500 milhões de euros, dos quais 354 milhões já foram utilizados. O banco diz ter sido “o maior utilizador” e que, havendo mais capacidade de absorção, continuará disponível para dar crédito a jovens até aos 35 anos com garantia pública. O saldo de crédito habitação jovem com garantia pública chegou aos 2,1 mil milhões de euros, em cerca de 9,7 mil contratos, segundo o banco.

“Desde o início do ano, ajudámos milhares de jovens a ter casa própria, financiámos mais empresas nos seus projetos de crescimento e registámos uma evolução positiva na captação de poupanças e investimentos das famílias”, disse o CEO na apresentação de resultados.

O crédito à habitação aumentou 12% num ano (9% desde o início do ano), para 18,6 mil milhões, e a contratação de novo crédito para compra de casa atingiu 2,9 mil milhões de euros entre janeiro e setembro, com uma quota de 13,1% na produção até agosto.

O CEO considerou que a eventual prorrogação do mecanismo é “um bom sinal”, sobretudo pela atenção aos jovens, que classificou como “a nossa esperança do futuro”. Notou que a medida “não tem aumentado o risco dos bancos”, mas que, com medidas apenas do lado da procura, “o tema não melhora significativamente”, porque a população cresceu sem reação equivalente da oferta.

“Há algumas soluções que são mais de curto prazo, como eu considero que o sistema da garantia pública é uma solução, diria, mais de curto prazo e depois uma solução mais de fundo, como eu tenho defendido, com a construção de mais habitação”, sublinhou.

Contratações, comissões e digital

Quanto ao aumento de 10% dos custos com pessoal, João Pedro Oliveira e Costa explicou que o aumento de 220 trabalhadores é líquido e que as saídas foram “muito pequenas”. Disse ter anunciado há ano e meio que o banco deixaria de fazer reformas antecipadas, com no máximo “um ou dois” casos pontuais. Justificou as contratações com a necessidade de renovar o quadro: “Durante muitos anos os bancos não contrataram praticamente ninguém”, e as saídas significativas têm agora de ser repostas.

O impacto previsto da nova estrutura de planos de conta nas comissões é “neutral”. O gestor disse que não haverá aumento de comissionamento para os clientes atuais, que terão “mais benefícios pelo mesmo valor”, e que o plano de conta zero se destina a quem queira “experimentar o banco”.

Sobre o crédito digital, indicou que o crédito pessoal já pode ser contratado na app e que parte do processo do crédito à habitação também, e que o banco vai caminhar para uma contratação “cada vez mais digital”.

Garantiu, porém, o reforço das equipas comerciais, que vê como fator distintivo face aos neobancos.

“No entanto, também queremos e gostaríamos de manter aquilo que o meu colega referiu, que é o contacto humano, e isso vai ser um aspecto fundamental. Nós também estamos a reforçar as nossas equipas comerciais, entendemos que esse é um aspecto distintivo em relação a alguns concorrentes, nomeadamente os neobancos, é a capacidade de ter humanos a falar connosco e a resolver os nossos problemas. Eu sei que muitas vezes pode parecer menos eficiente, mas a verdade é que a eficiência não é tudo na vida. Nós não comemos cost-to-income”, ironizou.

Em matéria de poupança, o CEO mostrou-se “muito favorável” a incentivos à poupança de médio e longo prazo e considerou que a conta poupança e investimento pode ser uma das soluções, a par de alternativas aos depósitos.

Moçambique sem evolução

Sobre o BCI, em Moçambique, onde o BPI é acionista minoritário, Oliveira e Costa afirmou que o banco não sente pressão para sair, tem “um relacionamento extraordinário com as autoridades” e “um ótimo parceiro” na Caixa Geral de Depósitos, maior acionista do BCI. A intenção, tal como aconteceu em Angola, é “resolver de uma vez” a saída, mas notou que estes mercados “não têm a profundidade nem a capacidade de absorção” para uma participação desta dimensão de uma só vez.

Quanto ao calendário, será “o que as autoridades moçambicanas definirem”, embora preferisse um prazo mais curto, que “cria menos incerteza”. Não há, disse, “nenhuma novidade” nem contactos para vender o BCI onde o banco tem 35,7%.

“Relativamente ao BCI, não tenho nenhuma novidade, já disse tudo o que tinha para dizer, por isso não há nenhuma novidade, não tivemos nenhum contacto, nada, por isso nada de especial”, disse.

Recorde-se que até setembro, o BFA e o BCI contribuíram com 20 milhões de euros, face a 28 milhões há um ano. O BFA somou 46 milhões (+7%) e o BCI teve um contributo negativo de 26 milhões, contra -15 milhões em 2025.

No fim de junho de 2026 a participação do BPI no moçambicano BPI (35,7%) foi reclassificada, passando de “empresa associada”, reconhecida assim por equivalência patrimonial, para “ações ao justo valor através de outro rendimento integral”. Esta reclassificação gerou um impacto negativo de 35 milhões de euros no contributo da participação. O BCI teve lucros de 19 milhões de euros (acima dos 17 milhões um ano antes).

França e supervisão

A CFO, Susana Trigo Cabral, indicou que o BPI tem 500 milhões de euros de dívida pública francesa em valor nominal, com maturidade inferior a três anos e meio, no âmbito da gestão de liquidez, e está contabilizada “Hold to Maturity”.

Sobre o risco de austeridade em França, o CEO recusou fazer prognósticos, mas admitiu que um problema num país com a importância da França seria “um grande desafio para a Europa” e exigirá “muita cautela” na gestão das empresas e d

as finanças pessoais. “Eu não vou resolver o problema da França. Vou resolver o problema português”, afirmou.

“Relativamente ao futuro da União Europeia, eu não faço prognósticos, diria que haver um tema complicado [resgate] com um país com importância da França, seria claramente um grande desafio nos próximos tempos, a juntar a outros como as eleições que vamos ter nos vários países. Por outro lado aquilo que estamos a assistir relativamente à contestação também não é positivo, e por isso eu penso que realmente, temos um grande desafio pela frente, e temos de aprender a viver com ele. Mas nós já vivemos outras crises e temos a tendência de pensar que o problema que vivemos agora é o mais complexo, mas tivemos uma pandemia onde o mundo teve parado durante vários meses”, disse.

O CEO do BPI, detido pelo CaixaBank reconheceu que há vários desafios e que isso vai exigir inclusive, da parte de todos, um grande espírito de cautela,  não só na parte da gestão das próprias empresas, mas também na própria gestão das finanças particulares, por isso que tudo o cenário que nós temos à nossa volta não é realmente um cenário muito animador. Mas temos de nos concentrar naquilo que está ao nosso alcance de fazer, e no caso de Portugal, eu não vou resolver o problema da França, vou resolver o problema português, por isso eu devia me concentrar em Portugal e com os problemas portugueses, e eu penso que os problemas portugueses estão ao alcance dos portugueses resolverem”.

Questionado sobre a saída antecipada de Christine Lagarde da presidência do BCE, disse não conhecer as motivações e aproveitou para criticar a supervisão europeia, que “poderia evoluir mais” e que tem “muita sobreposição” entre autoridades locais e europeias. “Os sinais que eu tenho não apontam no sentido da simplificação, apontam exatamente ao contrário”, disse.

Apontou a cibersegurança como a principal preocupação atual do setor e afirmou que as equipas dedicadas a responder a pedidos dos supervisores têm hoje “um peso muito significativo” nas organizações, “com um nível de produtividade e de ganho muitíssimo reduzido”.

“Bala de prata” para crescer em Portugal?

Quanto à “bala de prata” para crescer em Portugal, o gestor respondeu que não acredita nelas, mas “em muito trabalho”: procurar as melhores soluções para os clientes, imitar o que os outros fazem melhor e depois superá-los, inovando “aqui e ali”, como com os novos planos de conta e a nova app que o BPI anunciou. Lembrou que o percurso positivo do banco “vem dos últimos 40 anos” e que não houve “situações de enorme dificuldade”.

Confrontado com a hipótese de, aos 20 anos, participar nas manifestações pela habitação, falou “como cidadão” e não em nome do banco. Disse que “os nossos jovens” devem ter voz, votar e participar, mas que as regras devem ser cumpridas e que valoriza “pensar pela própria cabeça”. Defendeu que “a minha liberdade termina na fronteira da liberdade do outro”.

Num comunicado enviado às redações, o  Ministério da Administração Interna indica que “tendo em atenção o conteúdo da decisão  judicial em causa, considera que da mesma resulta claro que esta se circunscreve a  uma situação individual e concreta, delimitada ao pedido da requerente,  estabelecendo, assim, as condições de compatibilização dos diferentes direitos e  interesses em presença”.

“A decisão não aprecia a legalidade de intervenções policiais, nem reconhece um direito geral à instalação de acampamentos permanentes em espaço público, e fixa condições específicas para a permanência da manifestante”, indica o MAI em comunicado em reação à  sentença proferida pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, em 1 de novembro de 2026.

Entre as condições, o ministério liderado por Luís Neves indica que devem estar salvaguardadas a “compatibilização com eventos públicos”, “a eventual deslocalização do protesto”, “a proibição de ruído entre as 00h00 e as 06h30”, e o “cumprimento das disposições legais relativas à ocultação do rosto e a proibição  de utilização de materiais perigosos, incluindo engenhos pirotécnicos”.

“A decisão salvaguarda, igualmente, a possibilidade de intervenção das autoridades  perante situações de perigo objetivo ou incumprimento das condições estabelecidas”. O Governo acrescenta ainda que  “respeita integralmente o exercício do direito de reunião e manifestação,  reconhece as preocupações expressas pelos cidadãos e mantém o seu esforço na  concretização de soluções para os problemas que afetam a vida dos portugueses, em particular no acesso à habitação”.

A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em setembro pelo oitavo mês consecutivo, para 1,82%, contra 1,63% em agosto, mantendo-se abaixo da média da zona euro, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Segundo os dados do banco central, com a subida de 0,19 pontos percentuais entre agosto e setembro, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares atingiu o valor mais alto desde março de 2025 (1,69%).

Face ao mês homólogo de 2025, em que registava uma taxa média de 1,34%, este valor subiu 0,48 pontos percentuais.

Já o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 13.415 milhões de euros em setembro, mais 688 milhões do que em agosto, atingindo o segundo valor mais elevado da série.

A remuneração dos novos depósitos a prazo caiu de forma consecutiva desde janeiro de 2024 (2,91%) até agosto de 2025 (1,39%), tendo registado ligeiras variações nos meses seguintes e vindo a subir consecutivamente desde janeiro passado.

Em setembro, os novos depósitos com prazo até um ano representaram 95% do total de novos depósitos efetuados por particulares.

Na área do euro, a taxa de juro média dos novos depósitos cresceu 0,19 pontos percentuais para 2,37%, tendo Portugal mantido a posição no conjunto de países da área do euro, apresentando a sexta taxa de juro média mais baixa.

Quanto à taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de empresas, fixou-se em 2,24% em setembro, com uma subida em cadeia de 0,27 pontos percentuais.

O montante das novas operações de depósitos totalizou 11.396 milhões de euros, mais 2.157 milhões do que em agosto, tendo os depósitos a prazo até um ano representado 99,6% dos novos depósitos a prazo de empresas.

O Presidente da República considerou hoje que a estabilidade económica mundial depende do acesso mútuo a mercados e defendeu também alianças entre a Europa e as Américas para a regulação da inteligência artificial (IA).

António José Seguro discursava no 3.º Fórum Euro-Américas, uma iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, no município de Cascais, distrito de Lisboa.

No início da sua intervenção, o chefe de Estado referiu-se aos Estados Unidos da América como “um importante parceiro” no quadro da NATO e a nível bilateral, “numa relação que tem vindo a aprofundar-se, não apenas ao nível económico, mas também ao nível académico, artístico, cultural, científico e tecnológico”.

“Mas olhar para o Atlântico é olhar também para o Canadá, para as Caraíbas e para esse imenso espaço da América Latina, do qual nos sentimos tão próximos e no qual naturalmente sobressai o Brasil, que é o nosso país irmão”, acrescentou.

O Presidente da República descreveu o atual contexto global como “um mundo em rápida e profunda transformação”, com “águas turvas de incerteza, com vagas de divisão e marés de instabilidade”, em que “a ordem mundial sofre tensões geopolíticas que se refletem na ressurgência de tendências protecionistas, na fragmentação das cadeias de abastecimento globais e ainda em conflitos que testam os limites do direito internacional”.

Segundo o chefe de Estado, neste contexto é preciso, “mais do que nunca, o reforço da cooperação entre a Europa e as Américas”, através de “entendimentos consensuais, parcerias concretas e alianças duradouras” para “responder às tendências de divisão, incerteza e instabilidade”.

No seu discurso, focou-se na segurança económica, segurança energética e segurança tecnológica.

Sobre este último ponto, apontou “a concentração num reduzido número de atores do controle de produção e do uso de tecnologia” como um fator que coloca “riscos para a liberdade, para o pluralismo e para a própria soberania dos Estados” e que recomenda “cautelas em matéria de segurança e autonomia”.

No plano económico, António José Seguro afirmou: “A estabilidade económica mundial depende da nossa capacidade de manter mercados abertos, mas também resistentes, porque a fragmentação do comércio global não penaliza apenas as grandes economias, ela inibe a inovação, encarece os bens essenciais e mina a confiança dos investidores”.

“Precisamos de acordo para garantir o acesso mútuo aos mercados, mas também para fixar padrões exigentes de desenvolvimento económico e social, de sustentabilidade ambiental, que sirvam de referência global”, defendeu.

O chefe de Estado salientou o acordo União Europeia/Mercosul quanto ao qual, disse, “Portugal tem sido uma das vozes mais empenhadas na defesa da conclusão deste processo histórico”, que vê “como uma aliança política estruturante, capaz de criar um mercado de milhões de consumidores fundados em valores comuns”.

“É no atual contexto de reconfiguração global que a relação entre a Europa e as Américas assume uma urgência geoestratégica, porque nesta nova era das relações transatlânticas, a segurança económica constrói-se cada vez mais através de redes de proximidade”, acrescentou.

Quanto à energia, defendeu que a “complementaridade entre a Europa e a América oferece oportunidades de parceria em áreas como os biocombustíveis e o combustível sustentável de aviação, a gestão de redes e armazenamento, os minerais críticos e os mercados de carbono”.

Dois dias antes do início da 30.º Cimeira Ibero-Americana, em Madrid, em que vai participar juntamente com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o Presidente da República realçou que Portugal “manifestou já a sua disponibilidade de liderar a Secretaria ‘pro tempore’ desta comunidade no biénio 2029-2030”.

Esse anúncio foi feito pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, no fim de setembro.

“É nosso desejo contribuir, quer para uma maior união interna da comunidade, quer para uma maior projeção externa da mesma. Com a sua vocação atlântica universalista, Portugal continua a querer ser uma ponte entre a Europa e as Américas”, afirmou António José Seguro.