Últimas Notícias
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) apresentou no Colégio Valsassina, em Lisboa, a sua mais recente publicação infantojuvenil, intulada “Quem poupa para o futuro vive mais seguro”, da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
A obra integra a coleção “Seguros & Cidadania”, lançada em 2012 com o intuito de promover a literacia financeira e seguradora junto dos mais jovens, sendo este o 13.º título publicado no âmbito do projeto.
A sessão de lançamento teve lugar na véspera do Dia Mundial da Poupança, celebrado a 31 de outubro, reunindo cerca de 80 alunos do 3.º ciclo do ensino básico numa conversa com as autoras e com o professor e criador de conteúdos Daniel Rey, conhecido como “Rey da Matemática”. Durante a iniciativa, os estudantes participaram em desafios práticos sobre gestão orçamental, poupança e tomada de decisões financeiras.
Destinada sobretudo ao público infantojuvenil, mas com mensagens extensíveis a todas as idades, a obra aborda temas do quotidiano e apresenta sugestões práticas para gerir as finanças pessoais e familiares, enfatizando o planeamento e a prevenção de riscos através dos seguros.
Durante a apresentação, a coautora Ana Maria Magalhães sublinhou que, independentemente do perfil individual, “é importante passar a mensagem de que poupar é essencial para vivermos mais tranquilos”. Por seu turno, Isabel Alçada reforçou que o objetivo passa por ensinar que a poupança realiza projetos, enquanto os seguros “ajudam-nos a enfrentar, com mais tranquilidade, os imprevistos que ninguém consegue prever”.
A um dia das eleições intercalares nos Estados Unidos, a Coface antecipa um cenário de bloqueio político em Washington, com os Democratas favoritos para reconquistar o controlo da Câmara dos Representantes. No Senado, onde estão em jogo 35 lugares, a disputa deverá ser mais renhida, embora uma maioria democrata tangencial seja agora vista como o cenário mais provável pela Coface.
De acordo com a análise da seguradora de crédito, que prevê um crescimento de 2,1% para a economia norte-americana em 2026 e de 1,9% em 2027, uma mudança no controlo do Congresso, mesmo que apenas na Câmara, onde estão em disputa os 435 lugares, limitaria fortemente a capacidade de Donald Trump para avançar com grandes reformas nos dois últimos anos do mandato. Ainda assim, o controlo do Congresso não permitiria aos Democratas legislar sozinhos, uma vez que qualquer proposta continuaria sujeita a veto presidencial, a menos que reúna uma maioria de dois terços em ambas as câmaras, um cenário considerado improvável.
Este impasse poderá ter consequências económicas diretas. A Coface recorda que o teto da dívida norte-americana, elevado para cerca de 41,1 mil milhões de dólares em julho de 2025, deverá ser atingido em 2027 e vai exigir nova votação no Congresso. Um bloqueio prolongado em torno deste limite, ainda que improvável dado o interesse de ambos os partidos em evitá-lo, poderá desencadear um incumprimento técnico acidental, com impacto nas taxas de juro da dívida pública, já próximas dos 5% nas obrigações a 10 anos, e no custo do crédito para empresas e famílias.
Para a Coface, o bloqueio interno não significa, no entanto, uma presidência neutralizada. A Casa Branca manterá uma ampla margem de manobra em matéria de comércio e política externa, mesmo num cenário de Congresso totalmente controlado pelos Democratas. A maior preocupação prende-se com a política tarifária, área em que Trump dispõe atualmente de poderes substanciais. Está em curso uma investigação ao abrigo da Secção 301 que visa 16 grandes parceiros comerciais acusados de manterem capacidade industrial excedentária, cujo âmbito e produtos afetados ainda não são conhecidos.
As relações com a China estarão também no centro das atenções, com o fim da trégua tarifária acordada em outubro de 2025 marcado para 10 de janeiro de 2027. Já no caso da União Europeia, os diferendos recorrentes em dossiers como a Ucrânia, os serviços digitais e a Gronelândia sugerem que Bruxelas poderá estar entre os principais alvos. O Presidente chegou mesmo a ameaçar abrir uma investigação em resposta à coima de 890 milhões de euros aplicada pela UE à Google.
Como explica Marcos Carias, economista da Coface para a América do Norte, as eleições intercalares poderão produzir um paradoxo: limitar Donald Trump na política interna sem reduzir, na mesma medida, a sua capacidade de ação internacional. O risco não é, por isso, tanto o de um Trump paralisado, mas sim o de um presidente que concentra os seus esforços nas áreas onde o Congresso tem menos influência, o comércio e a política externa, com risco de novas escaladas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que gostaria de voltar a candidatar-se à Casa Branca em 2028, mas reconheceu que a Constituição impede um terceiro mandato presidencial.
“Adoraria voltar a candidatar-me se tivesse oportunidade, mas a redação [da Constituição] é muito rigorosa”, afirmou Trump numa entrevista ao podcast Pod Force One, do jornal “The New York Post”, cuja divulgação está prevista para esta segunda-feira, 2 de novembro.
Na conversa com a jornalista Miranda Devine, gravada na passada sexta-feira, o Presidente voltou a manifestar interesse em disputar as próximas eleições presidenciais, apesar das limitações constitucionais.
“Adoraria candidatar-me, mas não há problema. Sabe, ainda nos restam mais de dois anos. É muito tempo. Podemos fazer muitas coisas durante esse período”, declarou Trump, que já tinha admitido anteriormente a possibilidade de procurar um terceiro mandato, chegando a sugerir que existiriam formas de contornar as restrições legais.
Numa entrevista telefónica à NBC News, em 30 de março de 2025, Trump afirmou que “não estava a brincar” quando abordava a hipótese de voltar a candidatar-se e acrescentou que existiam “métodos para o fazer”.
A 22.ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelece, contudo, que nenhuma pessoa pode ser eleita Presidente mais de duas vezes.
A disposição aplica-se independentemente de os mandatos serem consecutivos, pelo que Trump, eleito em 2016 e novamente em 2024, não poderá candidatar-se a um terceiro mandato ao abrigo das regras constitucionais em vigor.
As declarações surgem na véspera das eleições intercalares norte-americanas, que determinarão a composição do Congresso durante os últimos dois anos do atual mandato presidencial.
Na terça-feira, os eleitores escolherão os 435 membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos 100 senadores, além de governadores em 36 estados e numerosos responsáveis locais.
As últimas sondagens apontam para uma vantagem dos democratas na disputa pelo controlo do Congresso, incluindo em vários estados tradicionalmente favoráveis ao Partido Republicano.
Os resultados poderão determinar se Trump continuará a governar com maiorias republicanas nas duas câmaras ou se terá de enfrentar um Congresso parcial ou totalmente controlado pela oposição democrata.
O CEO do Bison Bank, António Henriques, foi distinguido com o Prémio Anual de Pagamentos Interpares – 2026, atribuído pela Associação Nacional de Instituições de Pagamento e Moeda Eletrónica (ANIPE) durante a 4.ª Conferência Anual de Pagamentos, realizada a 30 de outubro no Palácio Sotto Mayor, em Lisboa.
O prémio, decidido pelo mercado, reconhece personalidades que contribuem de forma significativa para o crescimento do setor dos pagamentos, valorizando o carácter disruptivo e inovador do percurso dos galardoados.
A ANIPE distinguiu António Henriques pelo papel na promoção da inovação financeira e dos ativos digitais em Portugal, com destaque para a transição do Bison Bank para prestador de serviços de criptoativos (CASP) ao abrigo do regulamento europeu MiCA e para o lançamento da primeira stablecoin portuguesa.
“Este é um prémio decidido e entregue por pares do mercado a personalidades disruptivas e inovadoras que contribuam de forma significativa para o crescimento do nosso setor. Há quem fale do futuro dos pagamentos e depois há quem o construa. António Henriques e a sua equipa poderiam ter garantido a transição para CASP e ter ficado por aí, mas a inquietação própria do seu impulso criativo fê-los ir mais longe e lançar a primeira stablecoin em Portugal”, afirmou o presidente da ANIPE, João Câmara.
A distinção foi entregue no âmbito da conferência anual da associação, que reuniu reguladores, instituições de pagamento, empresas de moeda eletrónica, fintechs e outros representantes do setor. Foram debatidos temas como o investimento no mercado português, o novo pacote europeu de combate ao branqueamento de capitais, a inteligência artificial agêntica e as melhores práticas de mercado.
O reconhecimento destaca o percurso do Bison Bank nos ativos digitais, na inovação financeira e nos pagamentos internacionais. Entre os principais marcos contam-se a criação, em 2022, da Bison Digital Assets, o primeiro prestador de serviços de ativos virtuais registado no Banco de Portugal totalmente detido por um banco português; o lançamento do Bison Bank Electronic Money Token (versões EUB e USB), a primeira stablecoin portuguesa em conformidade com o MiCA; e a transição para o estatuto de CASP, que tornou o banco a primeira instituição bancária portuguesa a operar diretamente ao abrigo deste enquadramento europeu.
“Receber esta distinção representa um reconhecimento muito relevante do trabalho que temos vindo a desenvolver e reforça a nossa responsabilidade de continuar a contribuir para um setor financeiro mais inovador e preparado para responder às novas exigências do mercado. No Bison Bank, acreditamos que a colaboração entre instituições, reguladores e diferentes participantes do ecossistema é essencial para promover a evolução sustentável dos pagamentos e dos serviços financeiros”, declarou António Henriques.
O Bison Bank foca-se em serviços de Private Banking, Banco Depositário, Assessoria Corporativa e Ativos Digitais, com sede em Lisboa e atividade de alcance global.
A polícia sérvia deteve nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026) o empresário Davor Macura, proprietário e responsável do Alta Banka, juntamente com dois colaboradores da instituição, por suspeita de abuso de posição e de ter retirado ilegalmente do cofre (trezor/Depo) da banca o equivalente a cerca de 45 mil milhões de dinares sérvios — aproximadamente 380 a 385 milhões de euros.
O Ministério Público sérvio para o Crime Organizado (JTOK / Tužilaštvo za organizovani kriminal) confirmou, em comunicado, a detenção de três pessoas: D.M. (identificado pela imprensa local e por fontes oficiais como Davor Macura, responsável da Alta Banka a.d. Belgrado), G.M. (diretor do Departamento de Tesouraria e Gestão de Numerário) e I.P. (colaborador de operações de tesouraria). Todos ficaram sob custódia policial por até 48 horas e deverão ser ouvidos pelo Ministério Público.
Segundo as suspeitas do Ministério Público, Macura terá ultrapassado os limites das suas competências até 31 de outubro de 2026. Os dois funcionários, responsáveis pelo manuseamento direto dos valores no cofre, terão facilitado entradas não autorizadas, entregando-lhe cartões de acesso ou usando os próprios cartões e a sua presença física. Durante essas entradas, Macura terá retirado numerário, obtendo assim um benefício patrimonial ilícito estimado em cerca de 45 mil milhões de dinares.
As detenções ocorreram após buscas realizadas, por ordem do Ministério Público, nas instalações do Alta Banka e na residência de Macura, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Durante as buscas na banca — que, segundo relatos, se prolongaram por mais de 30 horas — foi feito o inventário do numerário existente no cofre
Vasco Lopes, cofundador e CEO da DeepNeuronic, foi distinguido com o Prémio Empreendedor do Ano na edição de 2026 dos prémios da Unicorn Factory Lisboa, anunciada esta segunda-feira.
A iniciativa, organizada pela Unicorn Factory Lisboa e que decorreu no Técnico Innovation Center, distinguiu fundadores, empresas e líderes que se destacaram na inovação e no crescimento económico a nível nacional e internacional.
O Prémio Empreendedor do Ano — criado em memória de João Vasconcelos — distinguiu o percurso da DeepNeuronic, uma startup de tecnologia nascida em 2021 na Covilhã e focada na deteção de atividades perigosas em tempo real através de Machine Learning, recentemente adquirida pela multinacional Motorola Solutions com o objetivo de expandir-se globalmente. Citado em comunicado, Vasco Lopes sublinhou que o prémio coroa um percurso iniciado no interior do país, demonstrando «o que é possível alcançar quando a ambição global se alia ao talento, à persistência e à capacidade de aprender com os desafios».
No âmbito dos galardões atribuídos, o Prémio Ecossistema — em parceria com o Banco Português de Fomento — distinguiu Ricardo Marvão, cofundador da Beta-i, pelo seu contributo de longa data para a promoção do empreendedorismo e da inovação em Portugal.
Nas restantes categorias, o Prémio Personalidade Feminina Emergente foi atribuído a Rita Barbosa, da Guardian Labs EU, reconhecida pelo trabalho em soluções de inteligência artificial para prevenção de fraudes digitais e premiada com uma bolsa de 5.000 euros para um curso executivo na Universidade Católica Portuguesa.
O Prémio Personalidade Internacional distinguiu Fernando Nahat Jardim, da 351 Associação Portuguesa de Startups, pelo crescimento da inovação e projetos comunitários em Portugal.
O Prémio Startup de Impacto foi entregue à knokcare, plataforma integrada de telemedicina com inteligência artificial, galardoada com 2.500 euros pela Casa Impacto e com planos de expansão para a Europa e Estados Unidos.
O Prémio Startup Jovem distinguiu a RT BeamTech, empresa de instrumentos de monitorização de feixes de radiação fundada por universitários, premiada com bilhetes para a Web Summit e oportunidade de apresentação a investidores.
Por fim, o Prémio Startup Mais Promissora foi atribuído à Bloodflow, dedicada a soluções de inteligência clínica baseada em IA, que assegurará presença na feira tecnológica Slush, na Finlândia, perspetivando fechar uma ronda de investimento de 12 milhões de euros até ao final do ano.
Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, salientou a importância de apoiar projetos inovadores num contexto global em transformação com a inteligência artificial, destacando o papel das startups na criação de emprego qualificado, retenção de talento jovem e atração de investimento.
O evento contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, do Instituto Superior Técnico e da Web Summit como parceiros institucionais. Desde 2023, a Unicorn Factory Lisboa já apoiou mais de 900 startups e ajudou a atrair mais de 120 empresas tecnológicas internacionais e 18 unicórnios para a capital.