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A Fortinet, empresa norte-americana de cibersegurança, divulgou esta segunda-feira os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, encerrado a 30 de setembro, com crescimento de dois dígitos em receitas, faturação e lucro.
A companhia reportou receitas totais de 2,08 mil milhões de dólares, um aumento de 20% face ao período homólogo. As receitas de produto atingiram 765 milhões de dólares, alta de 37% em relação ao ano anterior.
A faturação totalizou 2,34 mil milhões de dólares, um crescimento de 29% ano a ano, levando a empresa a rever em alta, pela terceira vez este ano, a previsão para o exercício de 2026.
Em comunicado, a Fortinet registou margem operacional GAAP de 34% e não-GAAP de 38%. O lucro por ação foi de 0,86 dólares em base GAAP e de 0,91 dólares em base não-GAAP.
Generally Accepted Accounting Principles são as regras contabilísticas oficiais nos EUA.
O fluxo de caixa das operações foi de 946 milhões de dólares, com fluxo de caixa livre de 865 milhões de dólares.
O conselho de administração aumentou a autorização para recompra de ações em 1,2 mil milhões de dólares, elevando o montante total disponível para 2 mil milhões de dólares.
“Estamos muito satisfeitos com os excelentes resultados alcançados no terceiro trimestre, que refletem a capacidade de execução da empresa e a forte procura por soluções de todo o nosso portefólio”, afirmou Ken Xie, fundador, presidente do Conselho de Administração e diretor executivo da Fortinet.
Segundo o executivo, o dinamismo resulta da liderança da empresa na era da inteligência artificial. “À medida que a IA introduz novas superfícies de ataque, a segurança de redes continua a ser a base fundamental da segurança da IA. Assente num único sistema operativo, o FortiOS, e na tecnologia proprietária FortiASIC, a nossa abordagem de plataforma unificada protege infraestruturas críticas de IA”, acrescentou.
A Fortinet, está cotada no Nasdaq e é uma fornecedora global de soluções de cibersegurança com um portfólio de mais de 50 produtos de nível empresarial focado na convergência entre rede e segurança.
A Fortinet está presente em Portugal há mais de 15 anos com equipa própria e liderança nacional (com Marcelo Carvalheira como Country Manager em Portugal).
A AHDPP — Associação Habitação e Desenvolvimento por Portugal foi hoje recebida na Presidência da República, onde apresentou um modelo para lançar concursos públicos de habitação acessível em vários municípios, de forma coordenada, já no primeiro trimestre de 2027.
A proposta prevê a articulação entre câmaras municipais, promotores privados e investidores para aumentar a oferta de casas a preços acessíveis, sobretudo para a classe média, e inclui a criação de um Fundo Soberano Nacional de Investimento em Habitação Acessível (FNIHA).
Segundo a associação, os municípios cederiam terreno público em direito de superfície, os promotores construiriam os edifícios e os investidores adquiri-los-iam, com os municípios a pagar pela disponibilidade das habitações, que seriam depois subarrendadas a famílias com uma renda até 35% do seu rendimento. No final de contratos de 40 a 60 anos, os edifícios regressariam à posse dos municípios sem custos adicionais.
A AHDPP sustenta que o modelo pode ser posto em prática com os instrumentos já previstos na lei, nomeadamente o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível e os tetos de renda em vigor desde 14 de outubro, pelo que não seria necessária legislação nova para lançar os concursos.
No memorando entregue em Belém, a associação pede ao Presidente da República o Alto Patrocínio ao lançamento coordenado dos concursos municipais, bem como a promoção, junto do Governo e dos partidos, da criação do fundo público e de um pedido de pronúncia do INE e do Eurostat sobre o enquadramento estatístico do modelo.
A AHDPP propõe ainda que a Presidência da República acolha um encontro com os municípios aderentes, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, o Banco Português de Fomento e investidores institucionais, para dar escala nacional à iniciativa.
A associação defende que cada 1.000 casas lançadas ao abrigo do modelo poderiam financiar mais de 800 habitações adicionais ao longo do contrato, sem novo esforço orçamental, referindo que mecanismos semelhantes já são utilizados na Dinamarca e na Áustria.
“Acreditamos que a resposta à crise da habitação exige diálogo, cooperação institucional e a capacidade de transformar ideias em soluções concretas. Apresentámos à Presidência da República a nossa visão, o nosso modelo e o trabalho que estamos a fazer para envolver os municípios num dos desafios mais importantes da história de Portugal. É tempo de executar”, afirmou Rui Miguel Braga, presidente da direção da AHDPP, citado em comunicado.
A proposta é apresentada num contexto de agravamento dos preços da habitação: no segundo trimestre de 2026, Portugal registou uma subida homóloga de 16,5%, a maior da União Europeia, face a 1,2% no conjunto dos Estados-membros, segundo dados do Eurostat citados pela associação. No concelho de Lisboa, arrendar um apartamento de 50 metros quadrados representaria 69% do salário médio líquido, quase o dobro do limiar de acessibilidade de 35%.
A empresa portuguesa de transporte de mercadorias e logística Torrestir registou em 2025 uma poupança estimada de 693,5 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e de 204,4 toneladas de matérias-primas através da gestão sustentável dos pneus da sua frota.
Segundo uma nota de imprensa enviada à comunicação social, os dados constam de uma declaração emitida pela Michelin, que atribuiu à empresa o Certificado de Gestão Sustentável de Pneus.
A estimativa resulta do recurso a práticas de prolongamento do ciclo de vida dos pneus, designadamente através do reesculturado e da utilização de pneus recauchutados na sua frota de transporte.
“Numa empresa de transporte e logística, a sustentabilidade tem de estar presente nas decisões concretas da operação. A gestão dos pneus é um bom exemplo. Prolongar a sua vida útil e reutilizar recursos sempre que existem condições para o fazer permite-nos conjugar eficiência operacional com uma redução do impacto ambiental”, sublinha no comunicado o fundador e presidente do Grupo Torrestir, Fernando Torres.
A empresa refere que a gestão sustentável dos componentes integra uma estratégia operacional mais vasta, que abrange a renovação da frota, a eficiência energética dos veículos, a produção de energia renovável e a formação em condução ecológica (eco-driving).
Fundado em 1962, o Grupo Torrestir é uma empresa familiar de transporte e logística que conta atualmente com mais de 3.000 colaboradores e uma frota superior a 2.000 viaturas, operando em Portugal, Espanha e Alemanha.
A Alemanha não reúne ainda as condições necessárias para tirar pleno partido do potencial económico da inteligência artificial (IA), conclui uma análise do instituto alemão Ifo, realizada para a Câmara da Indústria e Comércio de Munique e da Alta Baviera. O estudo, que será publicado no final de novembro, alerta para fragilidades na indústria tecnológica, na digitalização da administração pública e no sistema educativo.
“O setor de alta tecnologia continua a ser demasiado pequeno, a digitalização da administração pública progrediu muito pouco e o sistema educativo não se está a adaptar com rapidez suficiente às mudanças trazidas pela IA”, afirmou Oliver Falck, diretor do Centro para a Economia da Inovação e Transformação Digital do Ifo.
Segundo a análise, o setor das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) representa apenas 4,6% do valor acrescentado bruto da economia alemã, uma proporção que coloca o país na metade inferior da tabela entre os Estados-membros da União Europeia. Em 2025, a Alemanha importou mais 11 mil milhões de dólares em serviços TIC do que exportou.
“Não existe outro país da União Europeia tão dependente do exterior na área das tecnologias da informação e comunicação como a Alemanha”, sublinhou Christian Pfaffl, investigador do Ifo.
O estudo identifica também atrasos significativos na digitalização da administração pública. Apesar do potencial da IA para melhorar os serviços prestados a cidadãos e empresas através da utilização dos extensos dados administrativos já disponíveis, o país continua numa fase experimental em áreas básicas. Um dos exemplos apontados é o preenchimento automático de formulários, uma funcionalidade que já está amplamente implementada em países vizinhos como os Países Baixos, Dinamarca, Polónia e Áustria.
Outra das preocupações dos investigadores prende-se com as competências digitais da população. A Alemanha encontra-se abaixo da média europeia em competências informáticas acima do nível básico. Cerca de 40% dos alunos do oitavo ano não atingem o nível 2 de literacia informática e de informação.
Para Oliver Falck, esta situação pode comprometer a adoção da inteligência artificial pelas empresas. “As aplicações de IA estão a espalhar-se rapidamente, mas demasiadas pessoas não possuem os conhecimentos necessários para as utilizar de forma produtiva”, afirmou. A falta de especialistas e de competências adequadas é, segundo o estudo, a principal razão para muitas empresas alemãs não conseguirem implementar projetos de IA previamente planeados.
As conclusões detalhadas serão divulgadas na publicação “Benchmarking Digitalization 2026”, elaborada pelo instituto Ifo para a Câmara da Indústria e Comércio de Munique e da Alta Baviera. O relatório pretende avaliar o grau de preparação da Alemanha para competir numa economia cada vez mais impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização.
O consumo de energia elétrica aumentou 3% até outubro e as fontes renováveis abasteceram 62% do consumo nacional de eletricidade, segundo dados da REN hoje divulgados.
Entre janeiro e outubro, “o consumo registou um aumento de 3% (2,5% com correção da temperatura e dias úteis)” indicou a REN – Redes Energéticas Nacionais, em comunicado hoje divulgado.
No mês de outubro, o consumo de energia elétrica registou uma quebra de 0,2%, “valor que não se altera com correção da temperatura e número de dias úteis”, acrescenta.
No acumulado dos primeiros dez meses do ano, 62% da energia elétrica consumida veio de fontes renováveis, destacando-se as hidroelétricas e as eólicas, que foram responsáveis por 22% do abastecimento.
As centrais solares foram responsáveis por 13% do fornecimento, enquanto as centrais a biomassa abasteceram 5%.
“A produção a gás natural representou 14% do consumo, enquanto o saldo importador, com os restantes 24%, registou, para este período a quota mais elevada de sempre no sistema nacional”, salienta a REN.
De acordo com os dados da empresa, as hidroelétricas tiveram um índice de produtibilidade de 0,58 e a eólica atingiu 0,61 (média histórica de 1).
“Nas fotovoltaicas o regime foi mais favorável, com o índice de produtibilidade a registar 1,05”, acrescenta.
De acordo com a REN, no seu conjunto a produção renovável abasteceu 47% do consumo e a produção não renovável 13%, sendo que “o saldo de trocas com o estrangeiro manteve a tendência importadora que se tem registado, representando os restantes 40% do consumo”.
Já o consumo no mercado do gás natural caiu 20,5%, em termos homólogos, “com os segmentos de produção de energia elétrica e convencional a apresentarem reduções, respetivamente, de 27% e de 17%”.
“Ao fim de dez meses, o consumo de gás natural registou uma quebra de 1,8%, enquanto no segmento convencional se registou uma redução de 2,8%”, sublinha a mesma nota.
No mês em análise, o aprovisionamento do sistema nacional foi efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, sendo que, através da interligação com Espanha, o sistema exportou o equivalente a dois terços do consumo nacional.
De acordo com a empresa, até ao final de outubro o sistema nacional foi assegurado quase integralmente através do terminal de Sines, com origem sobretudo na Nigéria (54%), seguida pelos Estados Unidos (39%) e Rússia (7%).
“O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre registado no sistema nacional”, remata.
As cerca de 28 mil famílias economicamente vulneráveis que não puderam usufruir do Vale Eficiência começaram a ser contactadas em 30 de outubro para atribuição dos ‘vouchers’, anunciou hoje a ministra do Ambiente e Energia.
Num encontro com jornalistas, Maria da Graça Carvalho adiantou que “o processo foi simplificado” de maneira a dispensar a intervenção do facilitador técnico, uma figura criada para a execução daquele programa financiado pelo Fundo Ambiental.
De acordo com a ministra, a nova plataforma do Vale Eficiência será aberta no final de novembro para que as 28 mil famílias com as candidaturas aprovadas possam confirmar o interesse, receber os respetivos ‘vouchers’ e proceder à sua troca junto dos fornecedores que aderiram ao programa.
A verificação de que as regras do programa foram cumpridas será “feita por amostragem”, disse ainda Graça Carvalho.
O Programa Vale Eficiência (PVE) foi desenhado para apoiar as famílias economicamente vulneráveis no combate à pobreza energética através da substituição de janelas de classe energética A e de sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento como bombas de calor, sistemas solares térmicos, caldeiras e sistemas solares fotovoltaicos, entre outros.
Cada vale atribuído aos beneficiários tem o valor de 1.300 euros, acrescido de IVA. Na primeira fase do programa cada família teve direito a apenas um vale, mas na segunda fase foram atribuídos até três vales por agregado familiar.
No total das duas fases, há registo de 48.131 candidaturas elegíveis, num total de 28 milhões de euros pagos, segundo dados divulgados pela ministra do Ambiente relativos a 26 de junho.
Financiado pelo PRR, o PVE II foi objeto de reprogramação em 2025 e teve a sua meta inicial de 80 mil vales revista em baixa.
Em fevereiro, a Associação das Agências de Energia e Ambiente (RNAE) determinou, num ‘email’ dirigido aos facilitadores técnicos do programa, o encerramento antecipado e imediato da atribuição de novos vales, com os apoios às famílias a serem remetidos para 2027, conforme a Lusa noticiou.
Parte da dotação inicial, de 104 milhões de euros, foi realocada ao programa E-Lar, também dirigido a famílias vulneráveis que pretendam trocar equipamentos a gás por versões elétricas mais eficientes.