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A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) declarou, em Caracas, o compromisso de apoiar empresários portugueses no relançamento das relações económicas com a Venezuela, garantindo uma análise transparente dos riscos para potenciar as exportações nacionais.

“Vamos trabalhar para ter todas as condições de vos apoiar no caminho que quiserem fazer aqui neste país [Venezuela], que consideramos que é de facto uma oportunidade”, disse no domingo a presidente da AICEP.

Ana Casaca falava na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas, durante o ato de boas-vindas aos representantes de cerca de 30 empresas portuguesas que integram uma delegação empresarial portuguesa que viajou à Venezuela para participar, em 03 de novembro, no Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela AICEP.

“Trabalharemos para analisar todos os riscos e, de uma forma transparente e clara, trabalharemos convosco no sentido de fazermos o caminho o mais tranquilo possível, para uma vez mais continuarmos esta relação que temos tão próxima no país e continuarmos a trazer, naturalmente, mais exportações para Portugal e, portanto, aumentarmos as vossas exportações”, disse.

Ana Casaca iniciou a intervenção a explicar que a AICEP espera proporcionar, nos próximos dias, “um primeiro momento de um regresso, ou de uma continuidade e de um regresso, de uma parte económica muito forte para além da relacional e humana” que os portugueses têm com a Venezuela.

“A vossa presença aqui é um sinal claro, tanto da ambição portuguesa, como também da oportunidade que nós de facto temos enquanto país de construir, reconstruir, as ligações económicas que existiam no passado e que, no futuro, consideramos também que vão, de facto, ter ainda um maior impacto e, esperamos nós, que tenham ainda uma maior escala”, disse.

E explicou que a missão empresarial foi preparada essencialmente com o claro objetivo de aproximar as empresas portuguesas do mercado venezuelano, proporcionar um melhor conhecimento da realidade ou reconhecimento da realidade local.

“Sei que muitas das empresas estão hoje connosco, já tiveram [cá] presentes ou continuam a estar presentes, e [temos o objetivo de] de uma forma muito próxima, dar-vos a conhecer a realidade local de hoje e identificarmos todos juntos as oportunidades concretas de negócio, sustentáveis, para o futuro da relação entre os dois países”, disse.

A responsável recordou, além disso, que Portugal e a Venezuela têm uma ligação histórica especial, marcada pela comunidade lusa local.

Ana Casaca disse esperar que os empresários aproveitem a missão para tirar todas as dúvidas que existem, sublinhando que foram programados momentos com entidades que trabalham na Venezuela, que conhecem o mercado atual.

“Também vão estar com a diáspora, com a nossa comunidade e, portanto, dar continuidade ao que nós acreditamos, na AICEP, que é de facto uma das nossas grandes missões, que é transformar os contactos locais que temos, as oportunidades que temos, em projetos reais, em projetos concretos”, disse.

Ana Casaca integra a comitiva oficial do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que iniciou domingo uma visita de três dias à Venezuela destinada a reforçar os laços políticos e económicos entre os dois países.

A acompanhar a visita estão também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e o Chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu.

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou este domingo, em Caracas, que os empresários portugueses no estrangeiro são um “ativo estratégico” fundamental para impulsionar a cooperação económica e participar no desenvolvimento e recuperação da Venezuela.

“Vejo a nossa comunidade no estrangeiro, a comunidade empresarial, como um ativo estratégico para o país”, afirmou o governante português, sublinhando que Portugal dispõe de empresários de sucesso na diáspora cujo potencial deve ser plenamente aproveitado em articulação com o setor económico.

Emídio Sousa falava na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas, durante a receção de boas-vindas aos representantes de cerca de 30 empresas portuguesas que integram a delegação empresarial que participa no Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) .

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas destacou o trabalho conjunto e coordenado entre a diplomacia, a AICEP e o Ministério da Economia na aproximação ao mercado venezuelano: “Eu chego às comunidades e vocês chegam com as empresas, porque eu acho que isto é que é aquilo que Portugal pode aproveitar”.

Na intervenção, o responsável relembrou ainda o apoio humanitário prestado por Portugal na sequência do terramoto de 24 de junho, que provocou cerca de 6.400 mortos — entre os quais 150 portugueses e luso-venezuelanos —, sublinhando o envio imediato de 64 profissionais de emergência, aviões com medicamentos, ambulâncias e toneladas de equipamento de socorro.

Emídio Sousa recordou a audiência mantida na altura com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, que agradeceu a ajuda prestada e afirmou ter “a comunidade portuguesa em muito boa consideração e estima”, manifestando vontade de “contar com os portugueses e com Portugal para a recuperação do país e para o ciclo de desenvolvimento”.

“Eu disse que, com certeza, iria falar com os meus colegas da economia e que vínhamos para cá, porque entendemos que este é um país cheio de oportunidades”, explicou o secretário de Estado, enaltecendo a rapidez com que a missão empresarial foi organizada em poucos meses, em parceria com o Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

O governante manifestou a expectativa de que os contactos iniciados em Caracas permitam às empresas nacionais avaliar as oportunidades no terreno e estabelecer parcerias sólidas de negócio.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, acompanha o ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, que iniciou no domingo uma visita oficial de três dias à Venezuela com o objetivo de reforçar as relações políticas e económicas entre os dois países.

A acompanhar a visita oficial estão também uma delegação de representantes de quase 30 empresas de Portugal, a presidente da AICEP, Ana Casaca, e o Chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu.

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, destacou este domingo, em Caracas, a recuperação do setor energético e a reconstrução de infraestruturas como áreas prioritárias para a participação das empresas portuguesas no mercado venezuelano.

“Sabemos que existem oportunidades relevantes e capacidades portuguesas que podem dar resposta às necessidades deste mercado. A recuperação do setor energético, em particular dos hidrocarbonetos, gera novas necessidades de equipamentos, tecnologia, infraestruturas e serviços especializados”, disse.

Manuel Castro Almeida falava na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas, durante o ato de boas-vindas aos representantes de cerca de 30 empresas portuguesas que integram uma delegação empresarial portuguesa que viajou à Venezuela para participar, em 03 de novembro, no Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

“A modernização e reconstrução do país abre igualmente espaço à participação de empresas portuguesas em áreas como a construção, a metalomecânica, a indústria, a indústria agroalimentar, a saúde, os transportes e os serviços conexos”, disse.

O ministro explicou que “Portugal dispõe de empresas competitivas, internacionalizadas e reconhecidas pela sua capacidade técnica, de flexibilidade e fiabilidade” e que a missão empresarial “pretende dar visibilidade a essas competências e facilitar o encontro entre a oferta portuguesa e as necessidades concretas da economia venezuelana”.

“Queremos afirmar Portugal como um parceiro económico presente, credível e disponível para contribuir com conhecimento, tecnologia, investimento e capacidade de execução”, disse.

O governante sublinhou que o propósito da missão “não é promover contactos pontuais”, mas sim “criar bases para relações empresariais consistentes, identificar projetos viáveis e desenvolver parcerias capazes de gerar valor, emprego e oportunidades em ambos os países”.

Neste contexto, Manuel Castro Almeida destacou que a reabertura da delegação da AICEP em Caracas constitui “um passo particularmente importante”, representando o compromisso do Governo português de reforçar a presença económica no país, acompanhar as empresas com maior proximidade e transformar oportunidades em projetos concretos.

Ainda assim, o ministro reconheceu que a Venezuela atravessa uma etapa exigente e que persistem “obstáculos importantes ao comércio e ao investimento”, nomeadamente ao nível das operações bancárias internacionais, das condições aduaneiras e dos procedimentos administrativos.

“A confiança empresarial exige segurança jurídica, previsibilidade e condições favoráveis ao desenvolvimento da atividade económica”, frisou, sublinhando que estas matérias devem ser abordadas com clareza no diálogo com as autoridades venezuelanas.

Segundo o responsável, a missão ministerial conta com a participação de cerca de 30 empresas e junta duas dimensões consideradas inseparáveis pelo Executivo: a força da comunidade portuguesa na Venezuela e a ambição de aprofundar a cooperação económica bilateral.

A acompanhar a visita oficial de três dias estão também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, e o Chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu.

Portugal e a Grécia assinam hoje um acordo para a venda de três aeronaves Embraer KC-390 num negócio de cerca de 590 milhões de euros que deverá gerar 33 milhões de euros de retorno para o Estado português.

O acordo entre os dois Estados será celebrado numa cerimónia no Ministério da Defesa grego, em Atenas, marcada para as 11:45 locais (09:45 em Lisboa), depois de uma reunião entre o ministro da Defesa Nacional português, Nuno Melo, e o seu homólogo grego, Nikos Dendias, seguida de um encontro entre as delegações dos dois países.

À Lusa, fonte oficial do Ministério da Defesa adiantou que a Grécia pagará cerca de 590 milhões de euros pelos três KC-390, fabricados pela brasileira Embraer, e equipamentos e serviços associados, prevendo-se um retorno de 11 milhões de euros para o Estado por cada aeronave vendida. O valor, acrescenta o ministério, será canalizado para a indústria nacional.

O retorno financeiro para Portugal resulta da participação portuguesa no desenvolvimento e produção do KC-390 e na adaptação e certificação das aeronaves aos requisitos da NATO, que permitem a sua comercialização junto de outros países aliados.

O contrato vai ser assinado pelo diretor-geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, António José Baptista, e pelo diretor-geral da Direção de Investimentos e Armamento de Defesa da Grécia, major-general Ioannis Bouras, na presença dos dois ministros e do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira.

O acordo prevê a entrega da primeira aeronave em 2027 e “entregas faseadas subsequentes” em 2029 e 2031, todas na configuração desenvolvida por Portugal que adequa os KC-390 aos requisitos estabelecidos pela NATO.

Em setembro de 2025, Portugal e a fabricante brasileira Embraer assinaram um aditamento ao contrato de aquisição de aeronaves KC-390, que estabeleceu o direito de opção para adquirir até dez unidades adicionais, destinadas à venda a países aliados, como a que será formalizada hoje. Na ocasião, Nuno Melo estimou um lucro de cerca de 11,3 milhões de euros para o Estado português por cada avião vendido.

O KC-390 é um avião de transporte militar multifacetado, com valências que vão desde o combate a incêndios florestais, a realização de operações de busca e salvamento, evacuações médicas e missões de ajuda humanitária.

O contrato inclui, além dos três aviões, equipamentos de missão, apoio à entrada em serviço e assistência posterior à Força Aérea grega.

De acordo com fonte oficial, Portugal ficará responsável pela supervisão da produção, pelo acompanhamento dos processos de aceitação e entrega das aeronaves, pela transição operacional e pela formação inicial de tripulações e mecânicos gregos, que decorrerá na Base Aérea de Beja.

Numa resolução do Conselho de Ministros publicada em 22 de outubro, o Governo português tinha autorizado uma despesa de 589,98 milhões de euros, acrescida de IVA, a distribuir entre 2026 e 2031, integralmente financiada pelas receitas provenientes do contrato com Atenas.

Deste valor, cerca de 532,9 milhões de euros terão como destino a compra das aeronaves e de um “pacote de apoio logístico para entrada em serviço”, enquanto os restantes 57,1 milhões de euros abrangem a aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica (EW Suite), formação, apoio logístico e sustentação de equipas de apoio técnico na Grécia, gestão do programa e atividades conexas.

Em maio deste ano, o ministro da Defesa da Grécia esteve em Portugal, onde se reuniu com Nuno Melo, para discutir uma “cooperação mais próxima” entre os dois países, bem como o contrato que será hoje assinado.

Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve de 24 horas, num protesto convocado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).

A greve começa pelas 00:00 de hoje e prolonga-se até às 23:59, abrangendo a administração central, regional e local.

Entre as principais reivindicações deste sindicato está “a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto”.

Defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), “para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria”, um subsídio de risco para a carreira de Técnico Auxiliar de Saúde, bem como a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

Numa nota divulgada no seu site, o STTS garante que os serviços mínimos decretados serão assegurados e salienta que serão “assegurados os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue”.