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O ministro das Infraestruturas assumiu hoje a “ambição” de construir o novo aeroporto mais depressa do que o previsto pela concessionária Vinci, a dona da ANA – Aeroportos de Portugal.

“O novo aeroporto segue a calendarização definida, existindo sempre a ambição de encurtar prazos”, disse Miguel Pinto Luz esta segunda-feira, 2 de novembro, no Parlamento.

Na ferrovia, o ministro disse dar “seguimento ao plano ferroviário nacional, com destaque para as linhas de Alta Velocidade, em que a PP1 da ligação Lisboa Porto já entrou em obra, estando igualmente previsto o avanço da PPP2, com a assinatura do respetivo contrato, e o lançamento do concurso público internacional da PPP3”.

Na ligação de alta velocidade Lisboa–Madrid, “prevê-se a conclusão dos processos de avaliação de impacte ambiental associados à segunda fase, incluindo a Terceira Travessia do Tejo e a ligação Barreiro – Aeroporto Luís de Camões – Évora, bem como o início dos procedimentos pré-contratuais tendentes ao lançamento dos concursos de concessão em regime de PPP”.

Na linha ferroviária convencional, destaque para a entrada em serviço da nova linha entre Évora e Caia, a modernização das linhas do Oeste e de Cascais e a “melhoria” dos acessos ferroviários aos terminais dos portos de Setúbal e Leixões.

Na rodovia, o ministro sublinhou a conclusão do troço entre Santa Comba Dão e Viseu no IP3 prevista para o final de 2027 e o início dos trabalhos do troço Lagoa Azul–Santa Comba Dão.

Abordando o investimento em material circulante para a CP, o investimento nesta rubrica é superior a 1,8 mil milhões de euros, com 584 milhões dedicados à Alta Velocidade.

“Um investimento importantíssimo. Todos sabemos a necessidade que a CP tem de comboios novos e o Governo continua a investir para que cada vez mais esta empresa secular ofereça um melhor serviço aos seus clientes”, segundo Miguel Pinto Luz.

A greve de hoje dos trabalhadores da administração pública estava às 09:00 a registar uma adesão de cerca de 60% na educação e saúde no continente e regiões autónomas, disse à agência Lusa fonte sindical.

“A adesão à greve é de 60%. A esta hora [09:00] está afetar sobretudo a saúde e a educação, com muitas escolas e alguns centros de saúde fechados e consultas adiadas por todo o país, incluindo as ilhas”, disse à Lusa o presidente Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).

De acordo com Mário Rui, na Unidades Locais de Saúde (ULS) estão a ser cumpridos os serviços mínimos bem como os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue”.

Mário Rui disse que ainda estão a receber dados sobre os vários setores e remeteu para mais tarde dados mais concretos sobre a greve.

Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve de 24 horas, num protesto convocado pelo STTS.

A greve começa pelas 00:00 de hoje e prolonga-se até às 23:59, abrangendo a administração central, regional e local.

Entre as principais reivindicações deste sindicato está “a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto”.

O STTS defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), “para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria”, um subsídio de risco para a carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

O Sindicato defende igualmente a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

A AEP – Associação Empresarial de Portugal organiza a participação nacional nas feiras GulfHost e Gulfood Manufacturing, que decorrem de 3 a 5 de novembro, no Dubai, Emirados Árabes Unidos. A iniciativa, que se realiza no âmbito do projeto Business on the Way (BOW), reúne seis empresas portuguesas e visa promover a internacionalização, estimular o desenvolvimento de parcerias comerciais e reforçar a capacidade exportadora nacional numa região com elevado potencial de crescimento.

A GulfHost, explica a AEP em comunicado, dedicada aos equipamentos para hotelaria e restauração, e a Gulfood Manufacturing, centrada nos equipamentos e tecnologias para processamento, embalagem e logística alimentar, constituem importantes plataformas internacionais de contacto com compradores, distribuidores, investidores e decisores de diferentes mercados.

Nas últimas edições, os dois certames reuniram mais de 2.500 expositores de mais de 70 países e receberam mais de 60 mil visitantes profissionais de cerca de 100 mercados, proporcionando oportunidades de negócio e de expansão internacional às empresas participantes.

Para o presidente do conselho de administração da AEP, citado pelo comunicado, “a participação nestas feiras é uma oportunidade para as empresas portuguesas contactarem diretamente com compradores e distribuidores internacionais, apresentarem as suas competências e soluções e identificarem novos parceiros comerciais. A presença em mercados exigentes e competitivos é fundamental para diversificar destinos de exportação e criar condições para um crescimento sustentado dos negócios”.

A relevância desta presença é reforçada pela dimensão e pelo dinamismo dos mercados do Conselho de Cooperação do Golfo. O mercado alimentar e de consumo da região ultrapassa os 80 mil milhões de dólares anuais, enquanto o mercado de foodservice deverá superar os 87 mil milhões de dólares até 2030, impulsionado, entre outros fatores, pelo turismo, pelo desenvolvimento de projetos hoteleiros e pela expansão dos espaços de restauração.

O Dubai assume igualmente um papel estratégico enquanto plataforma logística e comercial para o acesso a mercados do Golfo, Norte de África, Cáucaso, subcontinente indiano e África Oriental.

“O Médio Oriente representa uma oportunidade relevante para as empresas portuguesas dos setores alimentar, da hotelaria e da restauração, tanto pelo potencial de consumo como pela capacidade de ligação a outros mercados internacionais. A AEP continuará a apoiar as empresas na identificação destas oportunidades, criando condições para que possam transformar contactos em parcerias e negócios concretos”, acrescenta Luís Miguel Ribeiro.

A participação nacional integra seis empresas, com competências nas áreas dos equipamentos de refrigeração, máquinas para a indústria alimentar, cutelaria, expositores e equipamentos e acessórios para hotelaria e distribuição alimentar.

A presença portuguesa na Gulfood Manufacturing insere-se numa estratégia que a AEP desenvolve desde 2015, correspondendo, em 2026, à sua 10.ª participação no certame. Na GulfHost, a associação organiza a participação nacional desde 2017, sendo esta a sexta edição em que assegura essa presença.

A avaliação das participações anteriores tem sido positiva, com destaque para a qualidade dos contactos estabelecidos com visitantes profissionais, importadores e distribuidores. As empresas têm identificado potenciais parceiros sobretudo nos Emirados Árabes Unidos, mas também noutros países da região do Golfo, de África e da Ásia.

O projeto BOW – Business on the Way concluiu em 2025 um total de 22 ações de apoio à internacionalização empresarial, entre 14 participações em feiras internacionais e 8 missões empresariais, abrangendo 21 mercados e envolvendo 150 empresas nacionais. A aposta em feiras e missões empresariais integra a estratégia de internacionalização desenvolvida pela AEP desde 1990.

O presidente do Parlamento pediu hoje aos partidos que esclareçam no prazo de 24 horas se dão consenso para a marcação do debate sobre habitação requerido pelo PCP, aceitando uma alteração do calendário de discussão do Orçamento.

No seu despacho, ao qual a agência Lusa teve acesso, José Pedro Aguiar-Branco salienta que esse debate sobre habitação só poderá ser marcado se nenhuma força política manifestar oposição à alteração da agenda parlamentar.

“A alteração excecional pretendida pressupõe a obtenção de consenso de todas as forças políticas representadas na conferência de líderes”, indica o presidente da Assembleia da República.

Esta decisão de José Pedro Aguiar-Branco de determinar “a consulta urgente, por escrito, dos membros da conferência de líderes, para que, no prazo de 24 horas, se pronunciem sobre a possibilidade de alteração do calendário de apreciação do Orçamento do Estado para 2027 surgiu na sequência de um requerimento do PCP para a realização de um debate de urgência sobre a atuação policial na madrugada de 01 de domingo em Lisboa e no Porto.

“Não obstante o decurso do processo de especialidade do Orçamento do Estado, a Assembleia da República deve assumir as suas responsabilidades de fiscalização da atividade do Governo, em particular, face a uma situação que está a gerar uma enorme indignação na sociedade portuguesa”, justificou o PCP, numa nota divulgada à imprensa.

No seu despacho, o presidente da Assembleia da República refere que o Regimento “estabelece que a ordem do dia não pode ser preterida nem interrompida, salvo nos casos expressamente previstos ou mediante deliberação sem votos contra”.

“Neste contexto, os antecedentes parlamentares identificados, em especial o entendimento firmado na conferência de líderes extraordinária de 25 de outubro de 2022, confirmam a exigência de consenso entre as forças políticas representadas na conferência de líderes para qualquer alteração excecional do calendário de apreciação do Orçamento do Estado”, alega.

Nesse caso, segundo o presidente da Assembleia da República, verifica-se “um segundo fundamento regimental, autónomo da exigência de consenso para a alteração do calendário, relacionado com a inexistência de uma reunião plenária previamente agendada para o período em causa”.

“Com efeito, na semana de 2 a 6 de novembro de 2026 não se encontram previstas reuniões plenárias, estando os trabalhos parlamentares organizados em função da apreciação do Orçamento do Estado para 2027”, aponta-se no despacho.

A ExxonMobil acordou duplicar para 50% a participação no projeto de gás natural liquefeito (GNL) Rovuma LNG, norte de Moçambique, reforçando a aposta naquele que é considerado um dos maiores empreendimentos energéticos em África.

O anúncio, sem mais detalhes, consta dos resultados do terceiro trimestre de 2026 da petrolífera norte-americana, divulgados na sexta-feira, nos quais a petrolífera norte-americana refere ter “alcançado acordo para aumentar a participação” no projeto de LNG em Moçambique para 50%, onde já é operadora.

A empresa acrescenta que este e outros desenvolvimentos internacionais contribuíram para solidificar a sua posição como operadora de referência em grandes projetos de exploração e produção de hidrocarbonetos.

A operação será concretizada através de uma troca de ativos com a italiana Eni, que receberá outras propriedades na região, mas nenhuma das petrolíferas, que operam no ‘onshore’ (Exxonmobil) e ‘offshore’ (Eni) na bacia do Rovuma, Cabo Delgado, divulgaram os termos financeiros do acordo.

O reforço da participação coloca metade do projeto sob controlo económico da ExxonMobil, aumentando simultaneamente a influência da empresa sobre a futura decisão final de investimento (FID) e a parcela dos custos que terá de suportar no desenvolvimento do empreendimento.

A operação surge numa fase decisiva para o Rovuma LNG, quando a ExxonMobil, enquanto operadora, tem vindo a anunciar desde agosto a adjudicação de vários contratos para a primeira fase do projeto, antes ainda da decisão final de investimento.

O Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil enquanto operadora delegada da Área 4 da Bacia do Rovuma e prevê a construção de instalações de liquefação em terra na península de Afungi, em Cabo Delgado, com capacidade para produzir 18,6 milhões de toneladas de GNL por ano.

O arranque operacional está projetado para 2031.

A Área 4 já produz gás natural através do projeto Coral Sul FLNG, operado pela Eni, que entrou em funcionamento em 2022 e foi o primeiro empreendimento a exportar GNL de Moçambique. O Coral Sul explora reservas offshore através de uma unidade flutuante de liquefação, enquanto o Rovuma LNG constitui o principal desenvolvimento em terra previsto para a concessão.

A decisão da ExxonMobil de duplicar a sua participação acontece quando os parceiros do projeto – além da Eni também a CNPC (20%), XRG (10%), KOGAS (10%) Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10%) – apontam ainda para 2026 a tomada da decisão final de investimento e aguardam a aprovação governamental do plano de desenvolvimento, processo que a ExxonMobil também assume estar a evoluir favoravelmente.

Em entrevista à Lusa em julho, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, classificou o Rovuma LNG como “o maior projeto de investimento privado do continente africano”, estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros).

Segundo projeções anteriormente divulgadas pelos promotores, o empreendimento poderá gerar cerca de 150 mil milhões de dólares (131 mil milhões de euros) em receitas para o Estado moçambicano ao longo de três décadas de operação, além de contribuir com milhares de postos de trabalho e um impacto significativo na economia nacional.

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, e com da Alemanha no prazo mais longo.

Às 08:30 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,786%, contra 3,785% na sexta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,368%, contra 3,364%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,108%, contra 3,096% no final da semana.

Os juros da Grécia subiam a dois e a cinco anos e desciam a 10 anos, enquanto os de Itália avançavam no prazo mais curto e recuavam nos dois mais longos.

No mesmo sentido, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam, para 3,332%, contra 3,322%.

Já os juros a 10 anos da dívida de França recuavam para 4,951%, contra 4,970% na sexta-feira, bem como os dos EUA, que baixavam para 4,928%, contra 4,930%,

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:30:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

02/11…….3,108…3,368…..3,786

30/10…….3,096…3,364…..3,785

Espanha

02/11…….3,184…3,451…..3,947

30/10…….3,166…3,445…..3,946

Grécia

02/11…….3,184…3,699…..4,286

30/10…….3,174…3,698…..4,299

Itália

02/11…….3,526….4,003…..4,496

30/10…….3,515….4,008…..4,511

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.