Ministro das Finanças confiante num crescimento de 2,5% em 2025

A mais recente estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, mas o ministro destacou que "o último trimestre foi excepcionalmente bom". 

Ministro das Finanças confiante num crescimento de 2,5% em 2025
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, à chegada para a sua audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública sobre a cobrança de impostos relativos às barragens, na Assembleia da República, em Lisboa, 26 de junho de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A economia portuguesa deverá crescer 2,5% em 2025 “se não sofrer nenhum choque económico externo”, revelou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, num evento na terça-feira à noite em Londres.

“O crescimento económico desde a pandemia foi um dos mais elevados da zona euro a nível europeu”, afirmou o governante durante um jantar promovido pelo Centro Português de Estudos (CPE).

A mais recente estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, mas o ministro destacou que “o último trimestre foi excepcionalmente bom”.

“A nossa previsão oficial continua a ser de 2,1%. No entanto, com o crescimento que esperávamos em outubro, quando apresentámos o orçamento no Parlamento, e agora com este ‘carry over’ de 1,3% (do PIB), teremos 2,5% de crescimento real (do PIB). É essa a nossa expetativa, se nenhum choque económico externo nos afetar”, explicou.

Joaquim Miranda Sarmento falava durante um jantar onde foi o convidado de um grupo maioritariamente de portugueses que constituem o CPE, vários dos quais trabalham em instituições financeiras, como o presidente da seguradora Legal & General, António Simões.

Segundo o ministro português, “os resultados superaram as expectativas em 2024: mais crescimento do que o inicialmente previsto, menos emprego, um excedente orçamental mais elevado, menos dívida e menos inflação do que o previsto”.

“Olhando para a economia portuguesa, mesmo que haja uma recessão no próximo ano, ficaremos abaixo dos 3% de défice (orçamental) em termos de PIB”, garantiu.

Miranda Sarmento congratulou-se por as principais agências de ‘rating’ fazerem atualmente uma avaliação positiva da dívida pública portuguesa, o que reduziu as taxas de juro sobre as obrigações de tesouro.

Esta situação contrasta com a classificação de ‘lixo’, ou seja, de risco elevado, durante a crise da dívida soberana durante grande parte dos anos 2010.

Em janeiro, a agência de notação financeira DBRS decidiu subir o ‘rating’ de Portugal para ‘A’ (elevado).

Na sexta-feira, será a vez da S&P pronunciar-se, seguindo-se a Fitch a 14 de março e a Moody’s a 16 de maio, se acordo com os calendários publicados pelas agências.

“Não me surpreenderia que a S&P também aumentasse o ‘nosso rating’ na sexta-feira”, afirmou o ministro.

Apesar das “boas notícias neste ambiente internacional incerto”, o ministro reconheceu que Portugal continua a enfrentar “problemas e dificuldades”, referindo, entre outras questões, a baixa produtividade e a necessidade de modernização da administração pública.

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