Subida face ao primeiro trimestre é quase totalmente explicada pelo comportamento da procura externa. Em termos homólogos, confirma-se o crescimento de 2,5%, com a procura externa a apresentar um contributo menos negativo.
O dado foi avançado pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manel Castro Almeida, numa audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial. O governo definiu pilares e medidas para aproximar Portugal da média europeia. Uma delas passa pela criação, no outono, de um 'fundo de fundos' para reforçar a capacidade de investimento das empresas.
Trata-se de um crescimento mais rápido face à subida de 4,5% alcançada no quarto trimestre e fica acima das expetativas dos economistas consultados pela Reuters que anteviam um crescimento de 4,8%.
Impacto no PIB continua a crescer, assim como o pagamento de impostos e as receitas com transferências. não é só uma questão de crescimento, mas também sobretudo de consolidação", destacou o presidente da Liga.
A situação é catastrófica e regiões mais afetadas pesam 20% do PIB nacional, mas, em termos de PIB, a destruição não entra no cálculo, ao contrário da reconstrução. Aumento da procura por trabalho será uma dificuldade.
Os mesmos dados referem que os particulares, o setor financeiro e as administrações públicas tiveram capacidades de financiamento respetivas de 4,2%, 1,3% e 0,4% do PIB.
"A procura doméstica contribuiu com 3,8 pontos percentuais, enquanto que a procura externa teve um contributo negativo de um ponto percentual", salientou o Instituto Nacional de Estatística de Espanha.
Nas previsões económicas de outono, hoje publicadas, o executivo comunitário refere que o Produto Interno Bruto (PIB) da área da moeda única deverá avançar 1,3% este ano, mais 0,4 pontos percentuais do que previsto nas projeções de primavera divulgadas em maio passado.
"As políticas comerciais altamente imprevisíveis da administração norte-americana representam um risco significativo para o comércio e para a economia mundiais. Embora as tarifas recíprocas tenham sido suspensas e se tenham reduzido os impostos iniciais à China, espera-se um impacto da guerra tarifária no PIB global, na inflação e no comércio", alerta a Crédito y Caución.
O recuo do PIB no primeiro trimestre, o apagão do dia 28 de fevereiro e a enorme incerteza internacional levam o Fórum a rever em baixa a previsão de crescimento este ano "para valores inferiores a 2%", uma barreira vista como fácil de ultrapassar no início deste ano, dado o forte carryover do ano passado.
"O poder de compra dos lares franceses relativo ao rendimento bruto disponível, por unidade de consumo, abrandou e estabilizou [no quarto trimestre] (após +0,9% no trimestre anterior). A taxa de poupança das famílias teve uma descida ligeira no quarto trimestre situando-se em 18,4% do PIB, depois de 18,5% no trimestre anterior", referiu o instituto francês.
A mais recente estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, mas o ministro destacou que "o último trimestre foi excepcionalmente bom".
Os fluxos financeiros aumentaram para os 3,3 mil milhões de libras (3,9 mil milhões de euros), face ao trimestre, anterior, com o Reino Unido a registar um fluxo líquido de 19,1 mil milhões de libras (23 mil milhões de euros).
O crescimento da economia britânica está a perder fôlego, embora continue a apresentar subidas. No segundo trimestre do ano, o PIB do Reino Unido subiu 0,5%, um valor que fica aquém do trimestre anterior e do homólogo.
O bloco da moeda única cresceu 0,3% no segundo trimestre, tal como no trimestre anterior, o que representa um avanço homólogo de 0,6%. Portugal registou dos maiores crescimentos homólogos, mas desiludiu em cadeia.
A produção de serviços aumentou 0,3%, em maio, depois do crescimento de 0,3% no mês anterior, e foi o maior contribuinte para o crescimento mensal do PIB em maio no Reino Unido.
A Madeira e as Canárias tiveram uma variação real do Produto Interno Bruto (PIB), em 2022, de 14,2% e 9,7%, ficando acima das taxas dos seus países Espanha (+5,8%) e Portugal (+6,8%). Isto é explicado, em parte, pelo peso das atividades relacionadas com o turismo na economia, que continuaram a recuperação em 2022 dos efeitos provocados pela pandemia da Covid-19.
Estudo da Nova SBE revela que a Sonae contribui com 8,9 mil milhões de euros para o PIB e é responsável por 4,8% dos empregos no sector privado nacional. Gera ainda receitas fiscais de 1,6 mil milhões por ano.