O presidente francês aproveitou a ida à assembleia-geral anual das Nações Unidas para dar um saltinho a Wall Street.
Objetivo: seduzir investidores para França, apesar do turbulento momento político vivido no hexágono.
Emmanuel Macron reuniu-se na terça-feira com os presidente executivos de alguns dos maiores nomes de Wall Street: Steve Schwarzman da Blackstone, Brian Moynihan do Bank of America e John Zito da Apollo Global Management. Outros presentes foram Adebayo Ogunlesi da BlackRock Global Infrastructure Partners, John Dugan do Citigroup e Mary Erdoes do PMorgan Chase & Co. asset and wealth management.
O ‘pitch’ de venda foi as reformas que têm sido realizadas em França desde que Macron assumiu o poder em 2017, incluindo nas reformas e desemprego, tendo destacado também as sólidas instituições francesas, segundo a “Bloomberg”.
Fora da reunião ficou o reconhecimento da Palestina pela França esta semana.
As empresas franceses vivem dias de incerteza perante uma crise política prolongada que começou com a decisão de Emmanuel Macron em ir a eleições legislativas antecipadas em 2024, que culminou numa Assembleia Nacional muito dividida e com dois primeiros-ministros a baterem com a porta em menos de um ano.
Um dos temas da reunião foi a taxa sobre os mais ricos que França quer impor, a taxa Zucman, em honra do economista francês Gabriel Zucman.
Macron garantiu que a prioridade em França era reduzir a despesa pública e não criar novos impostos.
O novo primeiro-ministro Sebastien Lecornu tem a tarefa de negociar um novo orçamento para o próximo ano, com o Partido socialista francês a ganhar destaque perante a vontade de Marine Le Pen de demitir o novo PM.
Macron vendeu França como um país seguro para investir em energia, transportes, habitação e tecnologia. Destacou também a ambição da empresa francesa de inteligência artificial, a Mistral.
Por outro lado, defendeu que França e Alemanha mantêm boas relações e que têm vontade de reduzir burocracia e fomentar o investimento como defendido no Plano Draghi.