Patrocinada pela SpaceX, a competição Hyperloop Pod pretende desenvolver as cápsulas que viajarão dentro dos tubos de vácuo do sistema Hyperloop idealizado por Elon Musk. Na sua segunda edição, que decorreu no passado domingo, a WARR Hyperloop – uma equipa composta por trinta estudantes da Universidade de Munique, na Alemanha – sagrou-se vencedora, alcançando 324 km/h de velocidade máxima nos 1,3 km que tem o tubo de testes da empresa, superando o anterior máximo de 321 km/h.
A equipa alemã que venceu a edição deste ano utilizou um motor de 50 kW e 40 Nm de binário, bem como uma estrutura de fibra de carbono com reforços em alumínio, pesando apenas 20 kg, o que facilitou a aceleração e travagem dentro do tubo de testes.
Utilizando a rede social Twitter, foi o próprio conselheiro-delegado da SpaceX (e autor do conceito Hyperloop), Elon Musk, que felicitou a equipa ganhadora. Ao mesmo tempo, Musk aproveitou para lançar a terceira edição do evento, com o intuito de observar o desenvolvimento deste conceito de hardware open source. “Se calhar será possível ultrapassar a velocidade do som no nosso tubo de testes, ainda que tenha apenas 1,3 km. Muita aceleração e travagem…”, disse Musk num tweet.
Em trajetos maiores não seria necessário uma aceleração tão repentina, uma vez que a cápsula poderia acelerar ao longo de mais quilómetros, “para que os passageiros não entornem as bebidas”, disse o CEO da Tesla noutro tweet.
Hyperloop pod run by team WARR pic.twitter.com/ntaMsoxkZE
— Elon Musk (@elonmusk) August 28, 2017
Recorde-se que o Hyperloop é um projeto que pretende agilizar o transporte de passageiros de longo curso, recorrendo a cápsulas pressurizadas que viajam levitando em tubos de vácuo a grandes velocidades, recorrendo a motores de indução linear e a compressores de ar. O conceito liberalizou-se como open source (livre de direitos) e a SpaceX convida tanto empresas como particulares a contribuir, melhorando as ideias existentes ou desenvolvendo novas.
Para atingir as prometidas velocidades de mais de 1200 km/h, o sistema beneficia do vácuo no tubo onde viajam as cápsulas, o que reduz a resistência aerodinâmica e, ao mesmo tempo, o consumo energético. O sistema será imune a vento, água, gelo e neve, de acordo com as previsões de Musk e da sua equipa. Os maiores gastos na implementação deste sistema são os tubos de vácuo.