Governo: Executivo entrega hoje programa na Assembleia da República

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, vai entregar o documento à primeira vice-presidente do parlamento, a social-democrata Teresa Morais, numa audiência que vai decorrer na sala de visitas do presidente da Assembleia, José Pedro Aguiar-Branco.

Governo: Executivo entrega hoje programa na Assembleia da República
Montenegro moção censura

O programa do XXV Governo Constitucional é entregue hoje na Assembleia da República, ao final da manhã, depois de ter sido aprovado pelo executivo na quinta-feira.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, vai entregar o documento à primeira vice-presidente do parlamento, a social-democrata Teresa Morais, numa audiência que vai decorrer na sala de visitas do presidente da Assembleia, José Pedro Aguiar-Branco.

A entrega está prevista para as 11h30 e o documento deverá ser conhecido na íntegra após esse momento.

O programa de Governo foi aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira e será discutido na Assembleia da República na terça e quarta-feira.

Na conferência de imprensa após a reunião do Governo, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou o documento como “um programa ambicioso para transformar o país”, e apresentou os seus dez eixos prioritários.

A primeira prioridade intitula-se “uma política de rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a justiça social”, a segunda passa pela reforma do Estado e a terceira visa “criar riqueza, acelerar a economia e aumentar o valor acrescentado”.

Na quinta-feira, o ministro assegurou que a reforma do Estado não vai implicar despedimentos de trabalhadores públicos nem corte de vencimentos e explicou que vai incidir “sobre a reforma da administração pública e do setor empresarial do Estado”.

Uma “imigração regulada e humanista” é a quarta prioridade, passando a quinta pelo funcionamento dos serviços públicos “com qualidade”, através de “uma complementaridade entre oferta pública, privada e social”.

A sexta prioridade é uma aposta numa “segurança mais próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção”, sendo a sétima centrada na habitação.

A construção de novas infraestruturas é o oitavo eixo prioritário, o projeto “a água que une” a nona prioridade e a décima um “plano de reforço estratégico de investimento de defesa”.

O PCP já anunciou que irá apresentar uma moção de rejeição do programa do Governo, mas a iniciativa dos comunistas tem chumbo certo, já que, além do PSD e CDS, também não terá o apoio do Chega e do PS.

O segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro tomou posse no final da semana passada e é composto 60 elementos (além do primeiro-ministro, 16 ministros e 43 secretários de Estado), um terço dos quais mulheres.

A coligação AD (PSD/CDS-PP) venceu as legislativas sem maioria absoluta, elegendo 91 deputados em 230, dos quais 89 são do PSD e dois do CDS-PP.

O Chega passou a ser a segunda maior força parlamentar, com 60 deputados, seguindo-se o PS, com 58, a IL, com nove, o Livre, com seis, o PCP, com três, e BE, PAN e JPP, com um cada.

Luís Montenegro é primeiro-ministro desde 02 de abril do ano passado, após um ciclo de oito anos de governação do PS.

Relacionado

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Respondendo a perguntas da líder parlamentar do PCP Paula Santos sobre a operação, Hugo Espírito Santo lembrou que “existe o compromisso de que o comprador irá arcar com os remédios regulatórios diretamente”, mas rejeitou especular sobre as condições e obrigações que o executivo comunitário possa vir a decidir enquanto guardião dos tratados europeus em matéria de concorrência.
Situação das freguesias com corte no financiamento deve ficar corrigida, afirma Ministro

Situação das freguesias com corte no financiamento deve ficar corrigida, afirma Ministro

"Viemos a verificar que, de acordo com os critérios legais, algumas freguesias iriam ter, em 2027, uma receita inferior à que tiveram em 2026. Eu sei que o grupo parlamentar do PSD já apresentou uma proposta para corrigir esse 'déficit' e garantir que nenhuma freguesia terá em 2027 menos orçamento do que em 2026", disse hoje Manuel Castro Almeida, durante uma audição no Parlamento, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de OE2027.