Alojamento Local. Petição com mais de 21 mil assinaturas entregue na Assembleia da República

A petição deu entrada oficialmente no Parlamento em 14 de junho e tem como objetivo alertar para "as ameaças" da proposta de lei do pacote 'Mais Habitação' que têm "o potencial de afetar negativamente' o sector do Alojamento Local.

Alojamento Local. Petição com mais de 21 mil assinaturas entregue na Assembleia da República
Cristina Bernardo

O sector do Alojamento Local (AL) entregou uma petição na Assembleia da República que conta com mais de 21 mil assinaturas, com o intuito de alertar o Governo e os grupos parlamentares para as ameaças” da proposta de lei do pacote ‘Mais Habitação’.

Em comunicado, os representantes deste sector defendem que as medidas propostas pelo Executivo “têm o potencial de afetar negativamente o sector do alojamento local e as atividades relacionadas, bem como a economia local”.

Com esta petição entregue o sector pretende apresentar alternativas para tornar o decreto-lei “mais equilibrado e justo”, sem que com isso seja comprometido o futuro do Alojamento Local e do turismo nacional.

Entre as propostas apresentadas pelo sector do Alojamento Local encontram-se:

– A nova Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (CEAL), que para os profissionais do setor, levará as “famílias à ruína”, pois considera uma dupla tributação, considerada abusiva e que tornará inviável a manutenção do negócio em todas as zonas, conduzindo ao encerramento, ou até mesmo à falência, de muitos operadores. Uma medida que afetará perto de 70.000 ALs de norte a sul do país e ilhas.

– A medida para os condomínios, que prevê que, nos casos em que a atividade de AL seja exercida numa fração autónoma de edifício, a assembleia geral de condóminos possa pedir o encerramento da atividade de AL na referida fração, por deliberação tomada por mais de metade da permilagem do edifício. Bastará que a assembleia de condóminos dê conhecimento da sua deliberação ao Presidente da Câmara Municipal, para que este determine o cancelamento do registo e a cessação imediata da exploração do estabelecimento.

– O novo regime de intransmissibilidade da titularidade dos registos de estabelecimentos de AL, que se passa a aplicar à generalidade do território nacional do continente e a todas as modalidades de estabelecimentos de AL, sendo que se o registo de AL for detido por empresas, qualquer alteração do seu capital social determinará a caducidade dos registos.

– A suspensão de novos registos de AL, sem qualquer limite temporal, em quase todo o litoral do Continente, onde se situa uma parte significativa da oferta de alojamento local no país.

– A criação de um prazo de validade de 5 anos para os novos registos de AL que forem efetuados após a entrada em vigor desta lei.

– A Reapreciação dos registos dos estabelecimentos de alojamento local já existentes em 2030 sem que tenham sido definidos ainda os requisitos que vão condicionar essa reapreciação dos registos, e que facilmente se poderá transformar no cancelamento desses registos a prazo.

No documento, o sector do AL deixa ainda o aviso de que terminar com esta atividade é acabar com os locais onde muitos portugueses passam as suas férias.

Esta petição foi entregue na Assembleia da República no dia 6 de junho, tendo sido oficialmente aprovada, e entrou no Parlamento no dia 14 de junho.

Relacionado

“Vamos manter o alojamento local e ao mesmo tempo apoiar os casais jovens”. Veja a entrevista a Pedro Calado

“Vamos manter o alojamento local e ao mesmo tempo apoiar os casais jovens”. Veja a entrevista a Pedro Calado

O Fórum Internacional Económico e de Promoção Empresarial realiza-se já nos dias 22, 23 e 24 de junho na cidade do Funchal, uma organização do Instituto do Mundo Lusófono e que define o Funchal como tendo potencial para atrair empresas nacionais e estrangeiras. Como está o Funchal e a Madeira a trabalhar a diversificação da sua economia? Veja a entrevista a Pedro Calado, presidente da Câmara Municipal do Funchal.
Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Respondendo a perguntas da líder parlamentar do PCP Paula Santos sobre a operação, Hugo Espírito Santo lembrou que “existe o compromisso de que o comprador irá arcar com os remédios regulatórios diretamente”, mas rejeitou especular sobre as condições e obrigações que o executivo comunitário possa vir a decidir enquanto guardião dos tratados europeus em matéria de concorrência.