A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em janeiro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em queda de 7,63%, para os 104,77 dólares.
O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, JD Vance, e o presidente Donald Trump manifestaram otimismo quanto a um possível acordo negociado para encerrar o conflito armado com o Irão, destacando avanços em conversas indiretas mediadas por terceiros. Trump associou o progresso diplomático a uma queda expressiva de quase 10 dólares no preço do barril de petróleo bruto, impulsionada pelo recuo nas expectativas de uma guerra.
A análise incidiu sobre 47 PPR com custos conhecidos. Destes, 12 apresentam encargos anuais iguais ou superiores a 2%, enquanto 41 cobram pelo menos 1,1% por ano. Já o custo mediano situa-se em 1,59%, nível que, segundo o estudo, absorve cerca de 80% da vantagem fiscal proporcionada pelo produto.
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a EDP Renováveis que valoriza 1,52% para os 12,04 euros, seguida pela Galp Energia que avança 1,26% para os 22,48 euros, e a Ibersol que sobe 1,19% para os 10,24 euros.
Às 05:00 TMG (06:00 em Lisboa), o Brent, petróleo de referência na Europa, era cotado a 114,1 dólares no mercado futuro de Londres, após uma subida de 0,73% em relação ao encerramento de quinta-feira. Durante a madrugada, chegou a atingir os 114,7 dólares.
Wall Street caiu na quinta-feira, após os investidores analisarem os resultados das grandes empresas de tecnologia como Meta e Tesla, ao mesmo tempo em que se registou uma forte alta nos preços do petróleo, tensões no mercado de dívida e crescentes dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial (IA).
Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.
No total, havia 45.391 milhões de euros investidos em certificados de aforro (CA) no final de setembro, o valor mais alto desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representante de uma aceleração face ao crescimento homólogo de 15,7% registado em agosto.
Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro "Wall Street arranca em baixa, como setor tecnológico a ser o mais pressionado, em dia de reações a contas de grandes nomes, como Tesla, Meta Platforms, Lam Research, Texas Instruments e IBM, com todas elas em queda".
Os investimentos alternativos possuem as duas classes de ativos que melhores retornos gerariam nos próximos 10-15 anos, de acordo com as projeções do JP Morgan Asset Management.
O Grupo de Economistas da Schroders identificou cinco cenários de risco cruciais para os investidores nos próximos meses, centrados na perda de credibilidade da Fed, no controlo da taxa de juro nos EUA e na escalada de tensões no Médio Oriente. O impacto da Inteligência Artificial também domina as atenções, oscilando entre uma expansão com profundas consequências sociais e o risco de rebentamento da respetiva bolha financeira. Pode consultar mais informações em Schroders.
Os principais índices europeus seguem no 'vermelho' a meio da sessão, com os índices a serem pressionados pela instabilidade política e social sentida por toda a Europa. Por cá, o BCP lidera as quedas.
Segundo Maria Luís Albuquerque, a revisão das regras da securitização pretende aumentar a capacidade dos bancos para financiarem famílias e empresas, em particular as pequenas e médias empresas (PME), ao mesmo tempo que canaliza mais investimento para a economia real europeia.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 3,019%, menos 0,011 pontos percentuais que na quarta-feira.
E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,56% para os 1,10 euros, seguida pela Mota-Engil que desvaloriza 1,20% para os 4,62 euros, e a Teixeira Duarte que desce 0,79% para os 0,44 euros.
Tem hoje lugar o congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) sob o tema: A Arte do Conhecimento - Onde a intuição encontra o algoritmo. O encontro realiza-se no Centro de Congressos de Lagoa, no Algarve.
A combinação entre resultados empresariais, evolução das yields e riscos geopolíticos deverá determinar a direção dos mercados na quinta-feira, com os investidores a avaliarem se o impulso das tecnológicas será suficiente para compensar as preocupações com a energia e a estabilidade económica.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 0,03 dólares acima dos 108,79 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.
Wall Street encerrou em alta, nesta quarta-feira, com o Nasdaq a liderar os ganhos, graças à SpaceX, cujas ações dispararam após a divulgação dos resultados. A Netflix, por outro lado, regista queda após apresentar resultados decepcionantes nas previsões de receita e publicidade.