A ética é o conjunto de valores e princípios que orientam comportamentos. Ou devem orientar. A lei é o conjunto de normas que nos permitem que consigamos viver em sociedade. Não são a mesma coisa, nem sempre se alinham.
Seguro representa um projecto de reafirmação dos princípios fundamentais que definem os sistemas democráticos desde a Revolução Francesa. Ventura assume uma orientação securitária e autoritária, em conflito aberto com a ordem constitucional vigente. Foi essa diferença de valores que pesou no apoio dos demais candidatos a Seguro.
Com uma cultura forte assente em valores e ethos consolidados ao longo de gerações, uma empresa familiar será cada vez mais ambiciosa nos seus compromissos sociais, gerindo-os sob a orientação e o suporte ativo dos Acionistas e da Gestão de Topo.
É fundamental que as empresas familiares passem da consciência passiva do que é importante e tem de ser tratado e parem de se refugiar no que dizem ser urgente.
O crescimento da extrema-direita europeia é um recurso histórico-político que emerge sempre na ausência de um projecto político capaz de preservar o bem-estar europeu e recolocar a Europa no centro gravitacional do mundo.
Casas como a Hermès, a Chanel ou a Ferrari continuam a ser lideradas por descendentes das famílias fundadoras, preservando a herança de valores e visão empresarial, sem deixar de acompanhar os tempos, promovendo inovação e expansão global.
Invertemos a discussão de uma perspectiva em que tudo o que era diferente era virtuoso, para a inversa: o diferente é perigoso, e como tal condenável. Na realidade, quer-se impor a uniformidade cultural.
A comunhão de valores, a consciência da importância do negócio e a reputação aplicados pela Família com clientes, fornecedores ou entidades institucionais constituem atributos distintivos de enorme valor para o sucesso da empresa.
Nos seus fundamentos, a Hermés não é senão uma aplicação dos princípios de desenvolvimento virtuoso que qualquer empresa familiar e (como se diz hoje) família empresarial bem conhece e pode implementar.
Urge redesenhar novas linhas de ação e convergir em políticas públicas que verdadeiramente retirem as pessoas do modo de sobrevivência, mas sem nunca abdicar dos princípios e valores.
Uma maioria do povo americano não quer que o dinheiro dos seus impostos sirva para financiar estas iniciativas e os valores que representam. Mais do que democracia, estamos perante uma questão de moralidade.
Não são poucas as vozes, vindas dos mais diversos quadrantes, que consideram ter sido o Papa Francisco a grande (e praticamente única) referência ética e autoridade moral nos dias de hoje.
Não é coincidência a imigração de americanos para a UE: eles encontram aqui o contexto que estão a perder nos EUA – estes quatro anos de Trump vão demolir um pouco mais este extraordinário edifício capitalista.
Todo um esforço político norte-americano vai emergindo no sentido de fazer inclinar a balança num sentido de destruição interna dos pressupostos da UE. Nada disto teria sucedido, se tivesse sido outra, mais clara, a forma da Europa se posicionar.
Muitas vezes, a vitória da extrema-direita não está em chegar ao poder, mas em transformar de tal maneira a agenda e o debate público que acaba por ver aprovado o que sempre quis.
Quem controla a agenda e a opinião pública, controla o destino da nação. Que destino nos espera se não nos sentirmos autorizados a discutir o tema da imigração?
Creio que a resposta, a existir, dependerá daquilo que cada um de nós quer para a sua vida e do significado, que é sempre relativo, que atribuímos à palavra felicidade.
Perpetuam-se alguns mitos que incentivam a guerra entre sexos e que denigrem a vida familiar, transformando-a em terreno de sindicalismo e de agitação revolucionária.