Qualquer acontecimento inesperado pode desencadear uma crise ou crash bolsista, sobretudo em tempos complexos e de incerteza e tacticismo como os nossos.
O retorno de Trump não apenas simboliza uma guinada na política americana, mas também se torna um catalisador para reconfigurações profundas em sistemas financeiros, alianças estratégicas e paradigmas de governança.
Trump anunciou deportações em massa e aumentos de tarifas até 30%, que só podem provocar inflação, pondo em causa novas reduções da taxa de juro pela Fed.
A Europa há muito não é uma zona prioritária para os EUA e para Trump nunca foi. Essa é a Ásia. E ainda a Nato. Trump sempre achou que a Europa paga pouco. Mais um problema a acrescentar.
Economista-chefe da Allianz GI alerta para os riscos da chegada de um presidente populista à Casa Branca e os impactos negativos na economia, derivados das medidas que Trump pretende tomar. Já na Alemanha, o alívio do travão da dívida é o grande tema para os próximos tempos.
A vitória eleitoral da hiperplutocracia nos EUA choca. É nela que Trump, Musk se mostram do mesmo lado que Putin e os seus, apesar de todas as diferenças que os separam.
Musk não é um Rockefeller. Se fosse, para quê abrir o mundo à concorrência? Musk é o rosto de uma nova forma de pensar a economia e a política. Justamente, o fim dos tios patinhas.
Musk e a tribo digital, só uma parte dela, vão tentar vigiar-nos mais e explorar-nos mais. O capitalismo não é isto, a economia de mercado não é esta gente. Isto é uma caricatura do pior que nós, pessoas, podemos e conseguimos ser.
As notícias más e péssimas vão começar a avolumar-se a partir de janeiro do próximo ano. O que pode ser feito? Antes de mais, importa proteger a nossa saúde mental.
Em tempos de regresso de batuques reinterpretados e de novas esperanças de cowboys que vencem índios, a literatura ajuda-nos a viajar no tempo e no espaço e a reconstituir a construção de identidades, mesmo em tempos que só a economia parece mandar.
Para ser um 'grande actor' na nova ordem mundial, a Europa terá de ultrapassar o modelo da Europa das Nações, substituindo-o por um modelo federal. Difícil, sim, mas inevitável.
O cenário otimista nos EUA contrasta com o desânimo europeu. Os políticos europeus ainda estão à espera de milagres e ajudas externas, teimam em não reconhecer a mudança nas prioridades da população.
Apesar de não deverem chegar aos 10% prometidos e se concentrarem no sector automóvel (além da retaliação europeia na mesma moeda), as barreiras prometidas por Trump à entrada de bens devem causar efeitos negativos na zona euro, que também verá uma pressão para subir gastos militares.
Depois de ser conhecida a sua vitória nas presidenciais norte-americanas, os líderes mundiais já se pronunciaram e, para além das felicitações, não deixaram de alertar para questões que consideram importantes.
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou o estado da Florida e a maioria dos primeiros estados, indicaram projeções realizadas pelos media norte-americanos.
Estamos à beira de um confronto entre duas visões da América, o qual se prevê pouco pacífico. O mesmo se aplica à política externa, à guerra e ao papel que os EUA devem assumir no mundo.
Enfrentamos um radicalismo desavergonhado, com um projeto de desmantelamento das instituições democráticas e do poder judicial, que está à vista de todos.