O líder de uma empresa de tecnologia diz-me que a velocidade a que o setor está a mudar é incompatível com prazos de decisão de dois, três ou cinco anos. É demasiado tempo.
Mesmo com mais e melhor informação, os decisores continuarão a ser influenciados por enviesamentos cognitivos que limitam a capacidade de tomada de decisão.
É importante referir que ter mais dados não significa, necessariamente, uma melhor tomada de decisão, já que a qualidade dos dados é mais importante do que a quantidade.
Conduzir com sucesso as organizações no atual ambiente volátil e exigente, requer dos seus líderes visão e atenção às evoluções, bem como ao desenvolvimento de aptidões relacionadas com a empatia, transparência, comunicação e resiliência.
A “contabilidade financeira” é de aplicação obrigatória, enquanto as “finanças empresariais” e a procura da eficiência na tomada de decisão é, pelo menos aparentemente, facultativa.
Urge assumir políticas para gerações, a começar na educação, com exigência, apoiando quem maiores dificuldades tem, mas exigindo responsabilidades, e os deveres de pensar, discutir e decidir.
Na UE, o número de mulheres na liderança das empresas tem vindo a aumentar gradualmente, mas os lugares de administração continuam a ser amplamente ocupados por homens. Daí que o acordo político alcançado seja da maior importância.