O Governo afirmou, numa resposta a deputados do Chega, que só haverá mudanças no projeto da linha de alta velocidade em Gaia "se demonstrar vantagens para o interesse público".
"O que temos de ter noção é que, à medida que vamos avançando no tempo, vamos afinando o próprio traçado", afirmou ainda Miguel Curz, em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1.
O primeiro troço da linha de comboio de Alta Velocidade, entre Porto e Oiã (Aveiro) é o mais complexo de todo o projeto. E por isso o mais caro por quilómetro. Custo cai a caminho de Lisboa.
Declarações do presidente da Câmara de Lisboa não têm sido bem recebidas por alguns autarcas nacionais. "Esta linha de Sines que está a ser construída, para mercadorias, também poderia ser para passageiros e depois ligar a Madrid. Perguntem ao presidente da Câmara de Elvas e ao presidente da Câmara de Beja se não é uma excelente ideia", sugeriu.
A linha de alta velocidade deverá ligar as duas principais cidades do país em cerca de uma hora e 15 minutos, com paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.
O secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas detalhou que cada troço posto a concurso rondará sempre os dois mil milhões de euros, dividindo-se em Porto-Oiã, Oiã-Soure, Soure-Carregado, Braga-Valença (incluindo ligação entre o Porto e o aeroporto Francisco Sá Carneiro) e, por último, aeroporto - Braga.
Empresas ou consórcios interessados em concorrer devem fazê-lo até às 17:00 de dia 13 de junho, e o procedimento tem um valor de 1,66 mil milhões de euros, a que se podem somar 480 milhões de euros de fundos europeus.
Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente mostra-se contra a construção da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto. "Não temos dimensão, população e estado económico que justifique ou que seja necessário ter uma alta velocidade", afirma o engenheiro Eduardo Zúquete.
No lançamento do projeto de alta velocidade Lisboa-Porto, o primeiro-ministro deixou palavras de agradecimento aos ministros das Infraestruturas que tiveram a pasta durante os oito anos de governação. Mas houve um que mereceu maior destaque de António Costa.
Precisamos de empresas fortes nesta área por isso preparem-se", destacou o primeiro-ministro na apresentação do projeto de alta velocidade Lisboa - Porto que decorreu esta sexta-feira.
Projeto visa ligar as duas maiores cidades portuguesas numa hora e 15 minutos mas há obstáculos que ainda se colocam. O JE explica que "pedras" ainda se podem encontrar no caminho do TGV português.
Hoje, na sua 25ª hora, António Costa faz a apresentação do lançamento do concurso para a Alta Velocidade. A mesma que anda a ser discutida há décadas e que agora é urgente lançar.
O mesmo Governo que degradou os nossos serviços públicos, anuncia em cima de eleições os transportes públicos para os jovens até aos 24 anos. Mas só por haver eleições, e só no Porto e Lisboa.
O Conselho de Ministros aprovou eletronicamente ao inicio da noite desta quinta-feira a autorização da despesa inerente à celebração do contrato de concessão, em regime de Parceria Público-Privada, do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade Porto – Lisboa, entre Porto (Campanhã) e Oiã (Aveiro).
O novo líder do PS salientou ainda que a "alta velocidade é um tabú". Tema que ninguém ousou abordar e que só foi assumido quando liderou a pasta das Infraestruturas.
Faltava apenas o consenso político para que Portugal pudesse aceder a 20% do financiamento da obra, verba que vem de Bruxelas. Conheça todos os aspetos ligados àquela que é considera a obra pública mais importante para o país a seguir ao novo aeroporto.
"A abertura deste concurso, na próxima semana, garante-nos que podemos aceder a 729 milhões de euros que estão reservados em Bruxelas exclusivamente para esta obra, poupando-nos a ter de concorrer, nos anos seguintes, com todos os outros países", garantiu o primeiro-ministro.
António Costa considerou esta semana ser “essencial a existência de condições políticas para avançar já este mês com o comboio de alta velocidade (TGV) e afirmou que nem países ricos desperdiçam um financiamento de 750 milhões de euros”.
O primeiro-ministro demissionário alertou sobre a possibilidade de não haver consenso político suficiente, nomeadamente com o PSD, para que o país tome decisões ainda este mês sobre a futura linha de comboio de alta velocidade.
O troço Porto-Aveiro da futura linha ferroviária de alta velocidade que deverá ligar Vigo a Lisboa custará 1,65 mil milhões de euros, dos quais 500 milhões financiados por fundos europeus.
Fala-se da guerra da Ucrânia outra vez para que as pessoas no Ocidente não se esqueçam, para manter vivo não sei bem que sentimento: patriotismo, de quem? Democracia, como?