Oferecer aos seniores novas oportunidades para uma vida profissional estimulante reforça o seu bem-estar psicológico e é a arma mais eficaz para combater os efeitos negativos do envelhecimento da população a nível económico e social.
A medida faz parte de um decreto-lei, aprovado hoje em Conselho de Ministros, que altera a legislação de proteção de crianças e jovens em perigo, bem como o regime de execução do acolhimento residencial.
O Jornal Económico falou com Estela Bastos, CEO da Visual Thinking, e Manuel Dias, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Portugal, para perceber o desafio lançado pela Ordem dos Psicólogos e o que o PsIA permite. Pelo caminho, fomos apresentados às potencialidades da Inteligência Artificial na saúde, mais especificamente na mental.
Os estudos sérios e com rigor são dispendiosos e demorados e só na última década foi possível estabelecer uma correlação entre o consumo de redes sociais e da Internet e o impacto que têm na atenção e na saúde mental.
Hoje, enfrentamos um retrocesso civilizacional em que temos de lutar por manter direitos fundamentais e evitar ser esmagados pelas narrativas do movimento global da extrema-direita.
O projeto oferece sessão individuais de apoio psicológico, presenciais ou online pelo valor de 10 euros, sendo que as consultas serão realizadas por psicólogos em início de carreira e estagiários supervisionados.
As intervenções de saúde mental só serão eficazes quando as pessoas estiverem dispostas a utilizá-las. A promoção de estratégias de redução do estigma inerente ao apoio psicológico deve ser outra prioridade das instituições.
Ao olhar retrospectivamente, consciente do potencial viés do meu olhar, julgo termos contribuído para que as pessoas em Portugal tenham hoje mais e melhor acesso aos psicólogos do que há 10 ou 20 anos.
As notícias más e péssimas vão começar a avolumar-se a partir de janeiro do próximo ano. O que pode ser feito? Antes de mais, importa proteger a nossa saúde mental.
O manual é visto como uma ferramenta que pretende capacitar tantos os estudantes, como os docentes e restante comunidade académica, com as competências e os conhecimentos necessários para identificar uma crise e dar apoio inicial a alguém em situação de sofrimento.
O diretor-geral da Michael Page Portugal, Álvaro Fernández, diz ao JE que, mais do que bem-estar, os ambientes de trabalho saudáveis são uma questão de sustentabilidade das organizações. O impacto em termos de perda de produtividade pode chegar aos 4 a 6% do PIB, de acordo com estimativas globais, e Portugal não está imune a esta realidade, afirma.
As escolas, espaços fundamentais de formação, são o local ideal para iniciar esta mudança de paradigma, integrando a saúde mental no dia a dia e promovendo a ideia de que todos são agentes de bem-estar.
A ausência de efeitos secundários significativos, juntamente com os benefícios físicos, destaca a atratividade da atividade física como uma opção terapêutica para o tratamento das perturbações mentais.
Cada vez se tem falado mais de saúde mental. Na maioria das vezes, não pelos melhores motivos, mas é importante trazer este tema para cima da mesa e discuti-lo abertamente, como algo que pertence à sociedade e não como um ‘pária’.
Se por psicologização da sociedade entendermos mais acesso aos psicólogos, mais literacia em saúde e como os seus contributos podem ser utilizados para o desenvolvimento e coesão social, então ainda bem.
De uma forma global e transversal, o diagnóstico de depressões e ansiedade ultrapassa já os 30% da população portuguesa. E sabe-se que a depressão aumenta o risco de suicídio em 20 vezes.
A quantidade de informação em que mergulhamos diariamente e o seu crescimento ao longo dos anos é inversamente proporcional à dimensão da reflexão que as pessoas fazem sobre isso.
Atualmente, de pouco servem as definições de 'coaching'. Tornou-se banal a utilização do termo, com aplicação generalizada a coisas muitos diferentes. E certamente, grande parte delas, pouco ou nada científicas.