Uso de novas regras europeias e uma maior participação do Estado na Galp são as hipóteses que o Governo tem para garantir o interesse nacional na refinaria de Sines. Estado teria de investir 227 milhões para ter um representante no conselho de administração.
Galp tem-se queixado da falta de apoios para descarbonizar a refinaria de Sines e que Portugal apoia muito menos refinarias face ao apoio dado em Espanha.
Companhia petrolífera garante que negócio caiu por terra por operação não criar valor de longo prazo para os acionistas da Galp, rejeitando que tenha sido por qualquer tipo de entrave criado pelo Governo.
Executivo garante "total disponibilidade para criar condições que permitam à Galp continuar a investir" na refinaria de Sines. Galp já pediu ao Governo um "enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados".
Caiu por terra polémico negócio que envolvia a passagem da única refinaria nacional para as mãos de um empresa controlada por fundo dos Emirados Árabes Unidos.
Historicamente, a margem de refinação da Galp tem rondado os 5 dólares por barril, mas o efeito das guerras no Médio Oriente e no Leste da Europa provocaram um disparo para 34 dólares.
Mais de 50 anos depois do fim do Estado Novo, o teste é sempre o mesmo: perante uma posição de mercado adquirida, o Estado protege-a ou obriga-a a provar-se na concorrência?
Em comunicado, a aicep Global Parques revelou ter assinado com a empresa, no dia 15 de junho, um contrato de reserva de uma parcela de terreno na Zona 1 da ZILS, com uma área total de 131 mil metros quadrados, destinada à instalação da unidade industrial.
Projeto do Innovation District pode vir a gerar 65 mil postos de trabalho em Matosinhos e albergar 30 mil estudantes. Tem o potencial para ser uma das "maiores operações de regeneração urbana na Europa", segundo estudo.
Comissão de Trabalhadores da Galp volta a criticar negócio, considerando que o país vai perder soberania energética para uma sociedade controlada pelos espanhóis da Moeve que, por sua vez, são controlados por emiratis e por um fundo norte-americano.
"Ainda este ano, esperamos inaugurar a primeira refinaria de ouro de Angola, um marco na nossa estratégia para promover o benefício local e a criação de valor", disse o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante a abertura da Conferência de Investimento em Petróleo, Gás e Mineração de Angola, a decorrer hoje em Londres.
Tal como outras petrolíferas ibéricas, a Galp viu a sua operação ser afetada na refinaria de Sines e estuda a possibilidade de avançar para a justiça para exigir indemnizações.
Fusão de refinarias da Galp e da Moeve vai reforçar a "garantia de abastecimento", segundo a companhia. "Portugal e Espanha vão continuar a ter plataformas resilientes e duradouras, capazes de competir a nível europeu e mundial", defende a petrolífera nacional.
Trabalhadores da petrolífera recordam encerramento da refinaria do Porto e receiam perda de controlo maioritário, considerando que a decisão "acarreta riscos severos para a soberania e economia nacional".
“Não, senhora ministra. A Galp não vai ser muito maior do que é hoje, ao contrário, vai ser menor", disse a CT da petrolífera que acusa a ministra de "cumplicidade".
A refinaria de Sines abastece 90% dos combustíveis consumidores em Portugal, sendo crucial para a independência energética do país, sendo também a maior empresa exportadora a nível nacional.
AMG diz que Galp seria “interessante” como parceira. Alemães abriram a primeira refinaria de hidróxido de lítio na Europa. É o maior acionista da Savannah, com mina em Boticas.