Insisto que é necessário discutir que Estado temos e que Estado queremos. Só assim se pode conceber uma verdadeira reforma do Estado, que não é uma mera reorganização de serviços.
A consequência maior da liberalização acentuada da nossa lei da nacionalidade é esta: Portugal está a ir demasiado na direcção legal, a ligação à nação apenas através de um documento, e a afastar-se demasiado da direcção cultural.
A desigualdade representa um risco à democracia, uma vez que leva ao surgimento de forças extremistas que se apoiam no populismo, o que faz deste combate um imperativo económico e social.