A nova leitura indica que o PMI dos serviços se fixou em 47,9 pontos, para mínimos de fevereiro de 2021. Isto significa que, ao fim de sete meses em crescimento, o sector dos serviços contraiu.
A perda de confiança e deterioração do sentimento económico no bloco da moeda única não é novidade, com os dados da Comissão a darem continuidade à tendência verificada até agora, mas a subida de expectativas de preços nos consumidores é uma inflexão em relação ao último ano e agrava a situação.
A confiança continua a deteriorar-se na Alemanha e o fenómeno atinge todos os sectores, pesando nas perspetivas do país e do bloco da moeda única. Indústria é a grande preocupação, mas expectativas na construção continuam a piorar e os serviços, a boia de salvação até agora, dão sinais de fraqueza.
Depois de largos meses como a boia de salvação da economia europeia, o sector dos serviços entrou em terreno de contração, levantando novamente as preocupações quanto a uma recessão este ano. Reino Unido fica em posição ainda mais frágil, enquanto EUA continuam em expansão, mas a mais lenta do último meio ano.
“A quase estagnação da atividade económica em agosto cria dúvidas quanto à força da economia americana no terceiro trimestre”, reconhece Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global, com os serviços a perderem fulgor e a indústria a deteriorar-se ainda mais. Inflação dá sinais de abrandar, mas pressões do lado dos custos voltaram a agravar-se, sobretudo nos salários.
Os inquéritos privados à economia britânica mostram um abrandamento considerável da atividade, registando um mínimo de 31 meses à medida que a indústria se deteriora ainda mais e os serviços perdem fulgor.
Um balde de água fria. É assim que os economistas veem a contração do sector dos serviços alemão, uma vez que era o único que sustentava a maior potência europeia num momento em que se afastou da recessão técnica.
O índice de Gestores de Compras (PMI) mostrou uma leitura preliminar de 50,7 em julho, um valor que fica abaixo do registado em junho, de 52,8, registando, assim, a maior queda mensal em 11 meses.
O indicador avançado mostra indústrias em queda na China, EUA e zona euro, com o cenário mais preocupante nesta última. Ainda assim, serviços serão salva-vidas em 2023.
A indústria voltou a pesar nas perspectivas de curto prazo da zona euro, embora também nos serviços o cenário não seja muito animador. A boa notícia vem do lado dos preços, com abrandamentos das pressões no lado dos produtores e dos consumidores.
O índice de confiança da Comissão Europeia subiu marginalmente, ficando abaixo das projeções do mercado. Perspectivas de emprego pioraram na indústria e serviços, embora expectativas de preços tenham acalmado novamente.
O PMI é um dos indicadores que permitir medir a temperatura da economia mostrando se a mesma está em crescimento ou em contração. O sector dos serviços tem tido um aumento da procura que compensa as quebras no sector da produção.
Embora tenha evitado cair de novo na zona de contração, onde se situou por seis meses consecutivos e até janeiro, os dados do PMI agora divulgados estão bem abaixo das previsões dos analistas, que apontavam para uma aceleração ainda maior, para os 51,7 pontos.