Foi a primeira leitura em terreno de crescimento da atividade nos últimos quatro meses e a melhoria foi transversal a serviços e indústria, reforçando a ideia que o BCE deverá mesmo subir juros novamente em setembro.
O PMI composto caiu de 50,7 pontos em março para 48,6 em abril, pressionado sobretudo pelo sector dos serviços, que recuou para mínimos de cinco anos à medida que o choque energético se fez sentir em pleno no bloco europeu.
A reforma do travão constitucional alemão está a dar algum ânimo às empresas europeias, apesar da ameaça de tarifas norte-americanas, projetando-se um primeiro trimestre acima da estagnação com que a economia da moeda única fechou o ano passado.
O PMI composto para a zona euro manteve-se acima de 50 pontos, mas não cresceu tanto como se esperava. A indústria voltou a uma situação de expansão após mais de dois anos em recessão, dando um impulso à atividade no espaço da moeda única.
"O aumento do indicador foi influenciado por um menor decréscimo nas novas encomendas, que tiveram a menor queda em quase três anos", realçou a Standard & Poor's.
O indicador do setor da manufatura da Alemanha, em janeiro, fixou-se em 45 (valores abaixo de 50 indicam contração), uma melhoria face aos 42,5 do mês passado.
De acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global, o indicador caiu para 50,4 em dezembro, uma queda significativa em relação aos 52,3 registados em novembro. Este é o nível mais baixo do ano, igualando o resultado de agosto.
O PMI composto para a zona euro até melhorou em dezembro, embora de forma insuficiente para regressar a valores de expansão da atividade, e o emprego ajustou em baixa com o abrandamento da procura.
A S&P Global destacou que o downturn na indústria da manufatura da zona Euro teve continuidade no quatro trimestre, à medida que os "volumes de produção diminuíram em outubro pelo 19º mês consecutivo".
Em setembro, o PMI composto da zona euro ficou nos 49,6, um valor acima do esperado, mas abaixo dos 50 pontos, o que significa que está em território de contração da atividade. Estes resultados reforçam "a narrativa de novos cortes por parte do Banco Central Europeu, pressionando o euro", segundo o analista da FlowCommunity, Ruben Ferreira.
Apenas Espanha registou uma subida do seu PMI em setembro, sendo claramente o motor do crescimento europeu nesta altura, perante as crises industriais em França e na Alemanha e o arrefecimento da atividade em Itália.
"Os menores volumes de produção foram uma resposta ao ambiente de procura prevalecente, que se deteriorou ainda mais durante o mês de setembro”, refere o relatório do Hamburg Commercial Bank. Espanha destacou-se pela positiva, mas é "apenas" a quarta maior economia da zona euro.
O sector industrial espanhol cresceu em setembro à boleia dos "sólidos aumentos na produção e nos novos pedidos". O crescimento deste sector em Espanha fugiu à previsão dos analistas e também à estagnação.
Apesar de nova deterioração na confiança dos empresários, as expectativas de preços de venda e custos mantiveram-se relativamente contidas, deixando antever nova descida da inflação até final do ano, sobretudo do lado dos serviços.
Os dados dos PMI de setembro não são animadores para a economia europeia e podem mesmo ser o fator decisivo a assegurar novo corte de juros pelo BCE já em outubro, escrevem os analistas, dadas as preocupações com a falta de vitalidade na moeda única.
A indústria alemã continua a desiludir os analistas e agora há mais um sinal de que os próximos tempos não serão melhores: o ritmo de despedimentos desde o Covid.
O PMI referente aos serviços fixou-se em 51,9 em julho, face aos 52,8 do mês anterior. O índice para novos negócios atingiu os 49 em julho, face aos 49,4 do mês passado.
O motor económico e industrial europeu continua a desiludir, com o índice Ifo a mostrar uma deterioração da confiança, tanto relativa às expectativas, como à situação atual.