O líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, anunciou hoje a demissão na sequência dos resultados das eleições autárquicas, nas quais perdeu uma das três presidências de câmaras municipais que detinha.
O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, convidou JPP, IL, PAN, e BE para uma reunião esta quinta-feira com o objetivo de discutir a possibilidade de uma coligação pré-eleitoral num cenário de eleições regionais antecipadas.
O PS Madeira defendeu que cabe aos partidos que viabilizaram o Governo Regional, presidido por Miguel Albuquerque, viabilizar a proposta de Orçamento Regional para 2025.
"Se o Governo Regional agora está aflito, tem de se entender com os partidos com os quais fez acordos. Esses partidos é que têm de aprovar o Orçamento. O PS não confia em Miguel Albuquerque e no PSD", disse o presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo.
O PS critica o Chega, por se ter juntado ao PSD, e votado contra a proposta do PS que previa a realização de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) à gestão dos Governos de Miguel Albuquerque, desde 2015 até ao presente.
"Os partidos que seguraram Miguel Albuquerque, viabilizando o Programa de Governo no passado mês de julho, é que têm agora a responsabilidade de aprovar o Orçamento Regional para 2025", disse o presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo. "Foram o CDS-PP, o Chega, o PAN e a Iniciativa Liberal que viabilizaram este Governo, fazendo acordos com o PSD e negociando a inclusão de medidas suas no programa, para serem executadas nos Orçamentos", acrescentou o socialista.
O Chega apresentou uma moção de censura ao Governo Regional da Madeira. PS diz que o Chega viabilizou o Governo presidido por Miguel Albuquerque quando na campanha eleitoral tinha dito que com Albuquerque não. "O Chega é cúmplice ético e moral das evidentes más práticas instaladas na governação madeirense", diz o PS.
O PS referiu que "não vai desistir" e que vai apresentar propostas de alteração em áreas que considera prioritárias, onde se inclui a Habitação, a Saúde, o aumento dos rendimentos e o corte das gorduras do Governo.
Paulo Cafôfo considerou que este "bombom" do Governo da República "apenas quer fazer esquecer a garantia dada" pelo PSD Madeira de que os madeirenses "apenas iriam passar a pagar" à cabeça os 86 euros atualmente em vigor, sem terem de adiantar a totalidade do valor do bilhete, que "por vezes chega até a ultrapassar" o teto máximo de 400 euros que está definido.
O líder do PS Madeira considerou que existe "falta de transparência e burocracia excessiva" no programa Renda Reduzida. "O Governo Regional iria construir zero habitações" se não fossem essas verbas, sublinha Paulo Cafôfo.
O PS Madeira acusou o PSD Madeira e o PSD Açores de "usarem a Autonomia para servirem-se dela, para governar não para as pessoas, mas para o partido e para si próprios". Para o líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, a Madeira e os Açores "precisam de um sobressalto cívico", que tem que ser liderado pelo PS.
O PS considerou que a proposta social democrata é uma "golpada" do PSD que tem como propósito "garantir a sua sobrevivência" e facilitar o regresso às maiorias absolutas.
"E temos uma responsabilidade por termos na Venezuela uma comunidade portuguesa que não podemos abandonar. Essa comunidade tem de ser defendida com os valores do nosso país, da liberdade e da democracia", disse o líder do PS Madeira.
"É preciso olhar para a prevenção. A Madeira tem ao longo destes anos tido episódios de incêndio porque, em termos de ordenamento de território, minimização dos riscos, da defesa da floresta não tem sido feito o que devia ter sido feito", disse o líder do PS Madeira.
Apesar da abstenção do PS na generalidade o líder regional, Paulo Cafôfo, considerou que a proposta de Orçamento para 2024, apresentada pelo executivo regional, fica "aquém" do que deveria ser.
O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, criticou a "ineficiência" das políticas que têm sido seguidas pelos Governos Regionais da Madeira que no entender do socialista têm levado ao "crescente abandono" do sector primário e levado a que os agricultores madeirenses tenham dos mais baixos rendimentos do país.
O líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, reafirmou, esta quarta-feira, que não confia no Governo Regional da Madeira e no seu presidente, Miguel Albuquerque, que acusou de "mentir e de se vitimizar".
O PS considerou que o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, fez, na quarta-feira, uma "encenação" com a retirada do Programa de Governo, para iniciar uma ronda de negociações com os partidos, de modo a apresentar um novo Programa de Governo que possa ser viabilizado pelo parlamento regional.