O líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, anunciou hoje a demissão na sequência dos resultados das eleições autárquicas, nas quais perdeu uma das três presidências de câmaras municipais que detinha.
O líder parlamentar do PS, Paulo Cafôfo, salientou que no requerimento entregue pelo PS à presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, é dito que o Parlamento regional "não pode ficar indiferente", a este episódio, "sob pena de se tornar cúmplice por omissão, normalizar o insulto, o abuso de linguagem e o ataque pessoal" no debate político.
O dirigente socialista referiu que a sua manutenção na liderança serve para "garantir estabilidade" e também para dar "todo o apoio" às estruturas concelhias na preparação para as eleições autárquicas.
“Com toda a humildade, aceitamos a decisão do eleitorado”, afirmou o líder socialista após a divulgação dos resultados das eleições antecipadas nas quais a AD - coligação PSD/CDS manteve os três eleitos e o PS perdeu um deputado, ficando reduzido a um representante.
O líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, considerou, em declarações à comunicação social, na audiência com o Representante da República, Ireneu Barreto, que se realizou esta sexta-feira, que o Governo Regional, que vai resultar do acordo de governo alcançado esta semana, entre PSD e CDS-PP, tem "todas as condições" para exercer a sua ação governativa.
"Assumo a derrota por este resultado. É da minha responsabilidade. Fiz-me o melhor que sabia. Entreguei-me a estas eleições com toda a garra e todo o querer. O resultado não foi o que eu queria", disse Cafôfo.
Depois de Cafôfo surge Marta Freitas. A terceira posição é ocupada pelo atual presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Emanuel Câmara, que atinge o limite máximo de mandatos autárquicos em 2025.
As eleições surgem depois do antigo presidente do PS Madeira, Carlos Pereira, ter defendido a realização de primárias, de modo a definir quem lideraria o partido a caminho das eleições regionais antecipadas, marcadas para 23 de março.
O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, considerou que Marcelo Rebelo de Sousa "tem de dizer aos madeirenses porque razão deixou a publicação da nova Lei Eleitoral em Diário da República e a consequente entrada em vigor para depois do decreto que dissolve o Parlamento regional, inviabilizando que possa aplicar-se nas eleições de 23 de março".
O PS Madeira vai a eleições a 31 de janeiro e o congresso realiza-se entre 22 e 23 de fevereiro. A Região Autónoma vai a eleições regionais antecipadas a 23 de março.
O grupo parlamentar do PS reuniu-se com o conselho de administração do Serviço Regional de Saúde, referindo que esta reunião trouxe a "prova do algodão", ao mostrar que o atual executivo regional "não tem soluções e admite o agravamento" da situação na Saúde.
Com novas eleições regionais no horizonte, a necessidade de uma clarificação interna, que parecia limitada ao PSD Madeira, atinge agora o PS local. Antigo líder socialista na região defende eleições internas mas Paulo Cafôfo recusa essa pretensão e diz que o opositor quer prejudicar o partido.
O PS referiu que transmitiu ao Presidente da República que, face ao atual quadro parlamentar, não é possível encontrar uma solução governativa, pelo que se deve "dissolver o Parlamento, e marcar eleições o mais rápido possível", embora não tenha indicada uma data para a realização do ato eleitoral.
Para o PS Madeira o atual presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, está a "preparar-se para travar propositadamente" o desenvolvimento da Região Autónoma com o objetivo de retirar "dividendos eleitorais" algo que os socialistas consideram que o eleitorado "não pode mais tolerar".
Em entrevista ao Económico Madeira, o presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, para além das autárquicas, aborda o ano político madeirense, a possibilidade de eleições regionais antecipadas, a sua tentativa, que acabou rejeitada, de formar uma coligação pré-eleitoral. O líder socialista considera que o PSD e Miguel Albuquerque têm sido causa de instabilidade na Madeira e que o PS é o único partido que quer mudança na Região.
O PS Madeira disse que esta situação "resulta de má gestão e mau planeamento" por parte do Governo Regional, e coloca "em causa os tratamentos de que muitas pessoas necessitam, inclusive para doenças do foro oncológico".
"É inadmissível que [o presidente do Governo da Madeira] Miguel Albuquerque anuncie que a obra do novo hospital vai ficar parada e que utilize o chumbo do Orçamento Regional como desculpa para paralisar a Região. Trata-se de uma decisão que em muito prejudica a Região, e que vem contrariar o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, que afirmou recentemente que o concurso para a terceira fase da obra do hospital seria lançado até ao final do ano", disse Paulo Cafôfo.
O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, na audiência com o Representante da República da Madeira, Ireneu Barreto, que se realizou esta quinta-feira, considerou "que não há qualquer solução" para a Região que não passe pela realização de eleições antecipadas, depois do executivo ter caído na terça-feira devido à aprovação de uma moção de censura pelo Parlamento da Madeira.
"Não é necessário só ganhar eleições. É preciso ter dignidade para ocupar a cadeia", disse o presidente do PS, Paulo Cafôfo, ao presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, durante o debate da moção de censura, apresentado pelo Chega, ao Governo Regional.
O presidente do PS Madeira considerou que o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, é "um empecilho para a Madeira" e que a Região está "bloqueada e mergulhada numa crise apenas por culpa do PSD e do seu presidente".