Passos governou num tempo excecional. A gravidade fazia parte das circunstâncias, admito. Mas será essa a única linguagem possível para governar Portugal? Queremos viver permanentemente sob um ralhete?
“Eu recomendo a quem está no Governo, a começar no chefe do Governo, que se concentre nessa missão e que se distraia pouco com o resto”, aconselhou o antigo chefe do Executivo à entrada para a 4ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).
Passos Coelho criticou o governo de Montenegro. Não sabemos o que faria de diferente, porque recusou disputar a liderança no PSD e apresentar-se como candidato a primeiro-ministro, defendendo o que entende serem as reformas necessárias ao país.
Questionado sobre a leitura económica de Passos Coelho - que apontou uma “previsão miserável” a partir de 2027 -, o social-democrata garantiu que o objetivo é superar todas as previsões.
Os tempos mudaram. O bipartidarismo deu lugar a uma outra coisa. E nessa outra coisa serão inevitáveis alianças. Que alianças é a única pergunta que conta.
Depois de acusações a Luís Montenegro, em que acusa o atual primeiro-ministro de se querer afastar da herança da troika, Passos Coelho olhou para Paulo Portas, revelando que as instituições que emprestaram dinheiro a Portugal não confiavam no então ministro dos Negócios Estrangeiros.
Uma “aldeia” povoada por irredutíveis portugueses ainda resiste à polarização que varre a Europa. Só em Portugal temos partidos extremistas pró-sistema.
O antigo primeiro-ministro fala numa "suspeita concreta" da justiça brasileira "de financiamento ilegal da campanha do PSD em 2015" por parte da empresa brasileira Odebrecht.
A investigação da Procuradoria-Geral da República abarca indiciações de crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais e recebimento indevido de vantagens e fraude fiscal relativamente à construção da barragem da EDP em Torre de Moncorvo.
"Não estamos a empobrecer, estamos a melhorar os rendimentos ao mesmo tempo que aumentamos o emprego", disse Costa no Parlamento em resposta ao PSD, que acusou o PS de empobrecer o país.