Para o bem e para o mal, o Ocidente tem de se habituar à “dura” ideia de não poder mais definir unilateralmente, e nos seus próprios termos e interesses, a agenda global, como o fez ao longo de séculos.
A votação na Assembleia Geral da ONU relativamente à condenação da Federação Russa pela guerra na Ucrânia leva-nos a crer que reflete a vontade de [ alguns países] desalinharem pela neutralidade, receando o regresso da bipolaridade na Ordem Internacional.
Percebemos que o sentimento de alienação relativamente ao poder político e à construção comunitária e societal não é algo que apenas assola os países jovens. Acabou, também, por se tornar um problema de toda a Europa que viu no nacionalismo uma forma de resposta ao seu envelhecimento.
A divisão no seio da União Europeia, provocada pela colisão de interesses internos, aumentará a sua dependência política, económica e militar dos EUA, tornando irrelevante qualquer projeto de autonomia estratégica europeia.