O essencial é que a TAP saia da esfera do Estado em passo de corrida, apressada, e que tudo fique resolvido até ao final de 2028. Para não ser um engulho na campanha para as legislativas de 2029.
Luís Montenegro acrescentou que o “país se concentra pouco nisso e concentra-se mais, às vezes, em coisas” que “acabam, de alguma maneira, por desfocar o próprio país sobre aquilo que é o mais importante,” pedindo uma reflexão à comunicação social.
O chefe do executivo insistiu que quando há dúvidas elas devem ser desfeitas e é isso que o Governo está a fazer “com tranquilidade, serenidade e confiança”.
A companhia aérea alemã escolheu Santa Maria da Feira para construir a sua fábrica de manutenção de aeronaves. O primeiro-ministro esteve presente na inauguração, e considera que este investimento vai trazer mais investimento da empresa em Portugal.
Nem Reforma Laboral nem consenso político à direita e à esquerda, com a rejeição do pacote a afastar o Chega como parceiro preferencial do Governo. O mesmo aconteceu com a Prestação Social Única.
A dois dias da discussão da reforma laboral no Parlamento ainda não havia acordo entre o Chega e o Governo, com André Ventura a insistir na redução da idade de reforma, 15 dias de férias e no fim das subvenções vitalícias dos políticos. Montenegro afasta mexidas na idade de reforma, mas abre porta a mais férias, amamentação e regime para avós . Sem um entendimento, a lei laboral arrisca a ser chumbada nesta sexta-feira.
“Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de, não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos [europeus]} para podermos desenvolver-nos, para podermos financiar o nosso investimento”, afirmou Luis Montenegro.
“Não queremos chegar ao ponto de suspender procedimentos, mas se o tivermos de fazer, mormente em horas críticas, ao abrigo das regras que os nossos compromissos europeus também permitem, nós fá-lo-emos enquanto todo este mecanismo não tiver um funcionamento absolutamente normal”, afirmou Luís Montenegro, no debate quinzenal no Parlamento.
Esta súbita necessidade de afirmação política de Luís Montenegro denuncia uma penosa fragilidade: tanto lhe disseram que não é um reformista – as palavras de Cavaco Silva devem ter doído muito – que o primeiro-ministro tratou de encontrar forma de corrigir essa perceção com uma só bala e de uma só vez.
As maiores realizações do Governo têm sido nos domínios da legislação sobre emigração e nacionalidade, onde, paradoxalmente, se avançou para resolver um problema que na realidade não existia a não ser nas proclamações mais histriónicas do Chega.
O Governo apresentou esta terça-feira, dia 28 de abril o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O pilar Proteger abrange 61 reformas e tem um orçamento estimado de 15 milhões de euros distribuídos numa lógica de curto, médio e longo prazo
“Não devemos ignorar ou adiar respostas enquanto persistirem os efeitos da guerra [no Médio Oriente]”, alertou José Luís Carneiro. Luís Montenegro, indicou que não pondera reduzir o IVA no cabaz alimentar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal possa ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
No Parlamento, Luís Montenegrou anunciou desconto de 10 cêntimos no ISP e informou os partidos sobre a utilização da base das Lajes pelo exército norte-americano.
Passos Coelho criticou o governo de Montenegro. Não sabemos o que faria de diferente, porque recusou disputar a liderança no PSD e apresentar-se como candidato a primeiro-ministro, defendendo o que entende serem as reformas necessárias ao país.
Por muito que afaste o conflito de interesses, face ao seu passado enquanto líder da PJ, Luís Neves corre o risco de se levantarem dúvidas nos cidadãos sobre a existência de influências políticas neste organismo, que deve ser independente.
O resultado a que chegámos nesta busca de estabilidade é provavelmente o mais instável desde o início do século… Por isso, a tarefa de António José Seguro para criar a sua própria presidência não se afigura fácil.