Primeiro o Silicon Valley Bank, dias depois o Signature Bank. 72 horas após o medo se instalar nas bolsas europeias, o maior investidor do Credit Suisse anuncia que não vai colocar mais dinheiro na entidade e leva os mercados a um frenesim. O que está a acontecer?
O colapso do Silicon Valley Bank continua a agitar os mercados, com a cotação do WTI, negociado em Nova Iorque, a cair abaixo dos 70 dólares por barril pela primeira vez desde o final de 2021.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública realiza dois leilões de Bilhetes do Tesouro com maturidades de seis meses e um ano e montante indicativo até 750 milhões de euros. O Eurostat apresenta o índice de produção industrial em janeiro.
No sector energético, o desempenho é misto. A EDP Renováveis ganha 0,40% para 20,23 euros e a EDP sobe 0,28% para 4,73 euros, enquanto a Galp cai 0,38% para 10,36 euros e a Greenvolt perde 0,14% para 7,04 euros.
O colapso do Silicon Valley Bank está a incendiar as bolsas europeias, e o índice português não fica de fora. O BCP continua a ser a cotada que perde mais terreno, estando, no meio da sessão, a perder mais de 7%, influenciada pela falência do mercado financeiro norte-americano.
A instituição financeira passou de referência no mundo das startups tecnológicas a uma empresa falida e encerrada em pouco mais de 48 horas, após perder somas avultadas com a subida dos juros. Contágio é foco de preocupações.
O BCP está a ser afetado pelo colapso do Silicon Valley Bank, sendo a cotada que mais recua na abertura da sessão. A Europa está mergulhada num mar 'vermelho'.
O Presidente garantiu que “o povo norte-americano e as empresas norte-americanas podem ter a certeza de que os seus depósitos bancários estarão lá quando precisarem”.
A secretária de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, garantiu que não haverá resgate de bancos e por isso os contribuintes não serão envolvidos. Mas está a trabalhar em soluções para garantir os depósitos, mesmos os que não estão cobertos pelo FDIC.
A Assembleia Popular Nacional da China arovou também a continuação de Liu Kun como ministro das Finanças e Wang Wentao como ministro de Comércio, quando o Governo chinês procura revitalizar a economia do país, cujo crescimento no ano passado foi apenas de 3%.
O alarme nos mercados soou depois do SVB Financial, que controla um banco especializado em “start ups” de Silicon Valley, ter anunciado um aumento de capital para cobrir perdas e tombado mais de 60% na bolsa. Banca está em forte queda na Europa.
O índice industrial Dow Jones avança 0,24% para 32.876,83 pontos, o empresarial S&P 500 ganha 0,14% para 3.996,87 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe ligeiramente 0,04% para 11.581,28 pontos.
Empresa do grupo EDP prevê EBITDA de 3 mil milhões de euros até 2026, com um resultado líquido recorrente de 900 milhões de euros, o que será um crescimento médio anual de 9% neste período. A empresa promete manter um "balanço sólido", com um rácio de dívida líquida sobre o EBITDA de 3,2 vezes em 2026 e uma nova política de dividendos, com um payout de entre 30% a 50%.
Operação vai decorrer no "momento apropriado tendo em conta as condições de mercado". Acionistas chineses, fundo soberano do Abu Dhabi e fundo Lisson Grove vão subscrever até 60% do aumento de capital. A subsidiária EDP Renováveis também vai realizar aumento de capital de mil milhões de euros para financiar o seu plano de investimentos.
Há luz ao fundo do túnel. O mercado prevê que os juros na Zona Euro possam baixar 0,75% entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2024, estabilizando em 2,5%.
Felizmente, o anonimato na blockchain, apesar de possível e desejado por muitos, não é uma fatalidade, pois há várias formas de adicionar essa informação aos 'token'.
Neste momento, apenas a banca está representada em bolsa, mas há a possibilidade de outros sectores se juntarem em breve, como a seguradora ENSA e empresas do sector petrolífero.
Os juros já subiram muito em 2022 e um movimento da mesma magnitude no próximo ano é bastante improvável, mas é natural a apreensão dos agentes económicos. Provável é que os juros continuem a subir.