Identificar novas oportunidades de negócio nos setores dos equipamentos para hotelaria e restauração e das tecnologias de processamento alimentar é a estratégia subjacente à missão.
A instabilidade no Golfo Pérsico está também a afetar mercados de metais e gases industriais considerados críticos para setores como a indústria automóvel, a construção, a eletrónica e a saúde.
A guerra no Irão ainda não está a afetar o mercado de fusões e aquisições. Haverá maior prudência, claro, mas ainda é cedo para sentir impactos, que serão indiretos, por causa dos preços da energia ou das taxas de juro. Os agentes do mercado estão otimistas, mas tudo depende de quanto tempo durar o conflito.
O aumento a curto prazo dos preços da energia atrasará o crescimento económico em cerca de 0,2 pontos percentuais este ano em comparação com as estimativas pré-guerra. O novo cenário aponta um crescimento de 0,8% este ano e de 1,2% em 2027.
Será que Paul Krugman tem razão quando diz, face à guerra no Golfo, que o maior problema pode até ser uma grave crise financeira global e, menos, uma crise energética, porque, hoje, o Golfo mudou e é muito mais um centro financeiro, de viagens e turismo...?
“Em tempos de polarização e fragmentação no mundo, a visão global da Europa é um verdadeiro trunfo estratégico”, disse, falando na conferência anual de embaixadores da UE.
De acordo com o porta-voz da instituição para a área da Economia, Balazs Ujvari, a Comissão Europeia “publicará a sua avaliação no pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026”, que deverá ser divulgado a 3 de junho, após a atualização das previsões macroeconómicas ser publicada a 21 de maio.
Às 08:15 de hoje (07:15 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, uma referência na Europa, caiu 15,16% para 47,8 euros por megawatt-hora (MWh).
"O foco foi a situação em torno do conflito com o Irão e as negociações bilaterais em curso, com a participação de representantes dos Estados Unidos, para a resolução da questão ucraniana", relatou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin, citado pelas agências de notícias russas.
“Caso a situação se prolongue - tanto com interrupções no Estreito de Ormuz como com ataques a infraestruturas energéticas na região do Golfo -, isso poderá naturalmente ter implicações mais profundas e de longo prazo”, disse o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.
O Brent, referência internacional, ultrapassou esta segunda-feira os 100 dólares por barril pela primeira vez em quase quatro anos, encarecendo os combustíveis para os consumidores nas bombas de gasolina.
Qatar, Iraque e Kuwait já cortaram na produção. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita devem cortar em breve porque já não têm espaço para armazenar petróleo. Os países do G7 reúnem-se hoje para debater a injeção de reservas de petróleo no mercado, uma ideia já apoiada pelos EUA.
Guerra no Médio Oriente provoca recordes na subida do gasóleo. Governo aprovou desconto de 3,5 cêntimos para uma subida de 23,5 cêntimos. Famílias e empresas veem custos a disparar.
Ao longo desta semana, os mercados acionistas reagiram ao conflito no Médio Oriente, mas também a uma reavaliação do risco no setor tecnológico, sobretudo no segmento de software, que tinha sido fortemente penalizado nos últimos meses.
A Tourism Economics estima que as chegadas ao Médio Oriente possam diminuir entre 11% e 27% em relação a 2025 devido à escalada da guerra dos EUA e Israel com o Irão.
Ação militar dos EUA-Israel contra a teocracia iraniana levou a guerra a 12 países. Quatro países europeus movimentaram tropas para o Chipre e Emmanuel Macron anunciou uma nova visão sobre as ‘suas’ armas nucleares - tendo dito que oito países europeus estão interessados na sua proposta.
Vladimir Putin diz que há "novos mercados" que pagam mais pelo gás russo do que a Europa. E prevê que fornecedores americanos deixem o mercado europeu, quando estes "compradores premium" surgirem, a pagar mais do que a Europa.
"A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, pretende enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos a falar claramente de defesa, defesa aérea, não apenas porque são países amigos, mas também porque dezenas de milhares de italianos vivem na região, além de aproximadamente dois mil militares que precisamos proteger", declarou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, à rádio RTL 102.5.
"As cadeias de valor serão pressionadas e muito dificilmente, dada a sua interdependência, não veremos subidas dos bens energéticos e de outras matérias-primas, que impactam, naturalmente, outros itens da cadeia de valor. E isto é válido para todo o tipo de bens: alimentares e não alimentares”, diz .Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED.
Já prevendo o conflito no Médio Oriente, Pequim acelerou compras a Moscovo. Já Nova Deli vai ter muito crude russo à porta: mais de 9 milhões de barris chegam a águas indianas nas próximas semanas.