A ministra da Defesa Nacional afirmou hoje que navio ‘Mondego’, da Marinha portuguesa, que teve uma avaria em março, já está operacional e fez uma missão na Madeira.
Este foi o navio em que 13 militares se recusaram embarcar, a 11 de março, alegando falta de segurança. Em causa estava uma missão de acompanhamento de um navio russo que se encontrava no Porto Santo.
Na proposta de lei que estabelece o investimento público na manutenção, equipamento e armamento das Forças Armadas, prevêm-se gastos nos próximos 11 anos de cerca de 1,2 mil milhões de euros quer para o Exército, quer para a Força Aérea e ainda 288 milhões para o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
“A Marinha refuta cabalmente que tenha apagado qualquer prova”, lê-se num comunicado divulgado pelo ramo. No texto é referido que “a inspeção realizada confirma as avarias em questão que, contudo, não eram impeditivas do cumprimento da missão em segurança”.
Os advogados dos 13 militares do navio Mondego que serão ouvidos na segunda-feira pela Polícia Judiciária Militar, em Lisboa, alegam que "há indícios de prova que foram apagados" pela Marinha e vão pedir diligências de prova.
Os partidos concordaram hoje com a importância do investimento nas Forças Armadas mas a oposição pediu mais ao Governo, alertando que a recente polémica na Marinha é o reflexo de falta de condições dos militares.
"Eu não disse que não perdoava, eu disse que não esquecia e que este ato vai ficar registado na nossa história. Porque um ato de insubordinação nas forças armadas é um ato com uma gravidade muito grande", disse o Almirante Gouveia e Melo depois de se ter reunido com os militares.
Mas mais importante do que conhecer a pessoa, i.e., Gouveia e Melo, é saber o que pensa sobre Portugal, o nosso papel no mundo, a sua visão sobre diversos pilares do Estado, sobre a Justiça, entre outras questões relevantes. Ora, sobre tudo isto, a informação é zero.
O secretário regional da Economia disse que o sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários, e Engenheiros da Marinha Mercante mostrou-se sensível à dependência do abastecimento, por via marítima, das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
O sindicato dos capitães, oficiais pilotos, comissários, e engenheiros da marinha mercante entregou um pré-aviso de greve para 29 e 30 de novembro e 6 e 7 de dezembro.