O deslocamento forçado é uma das grandes questões do nosso tempo. A questão já não é se estas crises continuarão a acontecer, mas antes como iremos responder-lhes.
É preciso construir um novo normal, um em que a riqueza das 'Áfricas' sirva primeiro às 'Áfricas' que continuam a ser as fornecedoras de recursos que outros transformam.
Pensar a longo prazo não significa decidir devagar. Significa decidir com profundidade, aceitar que nem tudo o que produz retorno imediato gera valor duradouro e compreender que a velocidade só constitui uma vantagem quando existe rumo.
Em tempos de exigências sociais, geopolíticas e económicas crescentes, as preocupações ESG passaram do plano doutrinário para o centro das decisões empresariais.
Os receios em torno da guerra afastaram os investidores mais cautelosos, mas os de longo prazo estão a colher os rendimentos da sua paciência e estratégia.
A primeira assembleia sem Buffett a comandar confirmou o que muitos suspeitavam: a Berkshire entrou numa nova era, mais técnica e menos folclórica, e isso é racional para uma holding que gere quase mil biliões de dólares em ativos.
A decisão recente de grandes fundos de pensões holandeses de retirarem investimentos da BlackRock, ainda que simbolicamente modesta, revela uma divergência crescente entre a abordagem europeia e a norte‑americana à governação corporativa e ao investimento responsável.
A boa governação das empresas exige mais do que relatórios bem escritos, exige coragem. Coragem para dizer não ao acionista quando a decisão compromete o longo prazo.
A lei já impõe que os gestores não decidam em função dos resultados financeiros do exercício, mas atendendo aos interesses de longo prazo dos sócios e dos stakeholders relevantes para a sustentabilidade da empresa.
Como tornar a democracia mais pragmática e eficaz sem abdicar dos seus princípios fundamentais? É urgente agir. Precisamos de rasgos de criatividade, visão e coragem política que nos coloquem rapidamente no caminho certo, porque o tempo está a esgotar-se.
A ideia é perseguir estratégias baseadas em inovação que transcendem os padrões de crescimento económico e da produtividade mais convencionais e levem a um desenvolvimento de maior qualidade.
Para que a ação da UE corresponda ao nível de ambição, é fundamental que seja dotada de recursos financeiros adequados, abandonando o “dogma do 1% do RNB” da UE, como limite do orçamento.
Desde 1974, vive-se na espuma dos dias sem qualquer visão estratégica... sintoma disto é a evolução e o contributo do stock de capital para o PIB que tem apresentado valores cada vez mais baixos e até negativos nos últimos anos.
Um projeto de futuro não pode estar dependente de um ciclo político de curto prazo. Implica, obrigatoriamente, um consenso entre as diferentes forças políticas angolanas, com representação política e social em todo o território nacional e sem uma centralização.
A colaboração entre os setores público e privado, aliada a políticas claras e estáveis, será fundamental para moldar um ambiente propício ao crescimento e à melhoria habitacional em Portugal.
Gostaria de sublinhar o diálogo e defesa do interesse público quando, muitas vezes, esses momentos de intenso e profícuo trabalho se revestem de menos interesse mediático que qualquer debate rasteiro.
Não há uma grande ideia discutida, consensualizada, agregadora de esforços e produtora de eficiência económica sobre o que Portugal quer ser, qual a posição que Portugal pode ocupar na competitividade entre as nações.
Para a TAP, o interesse num aeroporto 'low cost' é marginal. Historicamente, a operação em dois aeroportos numa mesma cidade não foi uma experiência bem-sucedida e não é praticada por outras companhias aéreas já que vai contra o conceito de operação de um hub, i.e. conectar o maior número de passageiros entre voos diferentes, o mais rapidamente possível.