Relatório da Knight Frank demonstra uma mudança no investimento imobiliário focado nas branded residences e lifestyle, com a região algarvia a apresentar valores do metro quadrado superiores a Lisboa.
Estudo da Knight Frank coloca a capital portuguesa na 7.ª posição global, impulsionada pela procura internacional, qualidade de vida e oferta limitada. O mercado residencial prime da capital portuguesa continua a dar provas de elevada consolidação e resiliência. De acordo com o relatório Global Residential Signals (julho de 2026), os preços das habitações do segmento de luxo em Lisboa deverão crescer 4,5% em 2026.
Segundo a Knight Frank, a evolução do mercado português surge numa altura em que o mercado residencial global está a desacelerar. O crescimento médio mundial dos preços da habitação abrandou para 1,4%, face aos 2,3% registados no trimestre anterior, embora 91% dos 55 mercados analisados continuem a apresentar aumentos anuais dos preços.
The Wealth Report 2026 assinala a 20.ª edição com dados sobre criação de riqueza, mobilidade de capital e mercados imobiliários de luxo. A edição deste ano do The Wealth Report revela como o capital privado está a adaptar-se a um panorama geopolítico fragmentado, procurando agilidade, visando oportunidades de valorização acrescentada (value-add) e respondendo a mudanças significativas nos mercados imobiliários. Portugal tem mais 725 multimilionários face a 2021.
Segundo o Diário de Notícias desta quinta-feira, 3 de abril, os preços das casas de luxo na cidade Invicta cresceram em 2024, acima de Madrid e de Zurique:
Em 2024 foram contabilizadas 2.341.378 pessoas com património superior a 10 milhões de dólares (ou 9,2 milhões de euros), face aos 2.243.300 do ano passado.
Lisboa continua a atrair investimento estrangeiro no segmento de luxo. Os preços da habitação na capital portuguesa subiram 5,6%, e estão à frente de capitais como Madrid, Seul, Dublin, Zurique, Sidney, Mónaco ou Genebra. Os dados são do último relatório da imobiliária Knight Frank e mostram ainda que a cidade continua a atrair investimento estrangeiro no segmento de luxo.
A Knight Frank entrevistou mais de 700 pessoas de elevado património (HNWIs) em 11 países para determinar para onde e por que razão as pessoas planeiam mudar-se. O estudo da Knight Frank diz que Paris está no topo da lista de cidades, seguida por Berlim, Barcelona, Viena e Madrid, cada uma oferecendo benefícios culturais, económicos e de estilo de vida únicos que atraem os viajantes abastados.
O Global House Price Index divulgado, recentemente, pela Knight Frank, revela que os preços estão a subir a um ritmo mais acelerado desde o final de 2022. O relatório indica também um crescimento médio anual de 3,9% tendo em conta os principais mercados analisados.
Entre as conclusões está também que um milhão de euros dá apenas para comprar 67 m2 na Quinta do Lago, enquanto com o mesmo valor é possível adquirir 110 m2 em Barcelona ou 90 m2 no Lago de Como, em Itália.
A capital ocupa a décima posição em relatório internacional e apresenta uma previsão de crescimento de 2,5% no mercado de imobiliário de luxo para 2024. No entanto, o mesmo estudo alerta que as eleições antecipadas são risco potencial para este mercado.
Alex Koch, partner da consultora imobiliária de luxo Knight Frank destaca a região do Algarve como o principal ponto de atração dos investidores e revela em entrevista ao Jornal Económico que este ano um português comprou uma residência na Quinta do Lago por valores entre os 20 e os 25 milhões de euros.
João Cabaça defende que o valor do m2 que se pratica em Portugal "é barato" face a outras capitais de países no estrangeiro. Esta ideia é também partilhada por Gonçalo Ahrens Teixeira, senior manager da Mondego Capital Partners. "10 mil euros\m2 não é considerado luxo em outros mercados", refere.