Um Orçamento não se mede só pelo que põe no bolso das pessoas. Mede-se também pelo que as ajuda a fazer com esse dinheiro. E é aí que a proposta Orçamento do Estado para 2027 fica aquém.
Criado pela ONU, o Dia do Voluntário assinala-se esta segunda-feira, 5 de dezembro, com um cerimónia de entrega de prémios aos projetos de voluntariado, associativismo jovem e igualdade de género, que se destacaram em 2022.
A amplitude que os jovens têm em chegar a todo o lado está a torná-los demasiado expostos e a superconfiança que percecionam ter faz com que não tomem as básicas medidas de proteção no contexto digital, tornando-os mais vulneráveis a burlas.
Nas aulas, é evidente a enorme preocupação dos jovens com o seu futuro, que é também o futuro do país, algum descrédito sobre o andamento da economia e a intervenção do Estado, e até da teoria económica que embeleza os manuais.
Nenhum governante pode ser culpado por fatores externos que escapam ao seu controlo, mas pode ser responsabilizado por não saber dar as respostas certas em alturas cruciais.
Ninguém pensa como é que os jovens terão acesso a habitação a preços compatíveis com salários baixos, ou como é que a reindustrialização pode criar empregos melhor remunerados.
Os países onde os jovens adquirem a sua independência mais cedo adotaram, há décadas, abordagens, políticas e instrumentos de resposta à falta de ‘habitação acessível’.
Pode o país ignorar que a diversidade da origem da nossa população, nomeadamente dos jovens, deve merecer uma actuação no sentido de todos partilharmos os mesmos valores fundamentais?
O congelamento das rendas vem desde 2012. Este é mais um ónus do lado dos senhorios que apenas serve para criar uma desconfiança jurídica total. O país precisa de, e não tem, um decisor que pense numa solução global.
A compra de casa para quem não tem pais com alguma folga financeira é uma iniciativa absolutamente titânica. Ou não estivessem os preços da habitação a aumentar devido a uma inflação galopante.