Ex-ministro vai liderar operação nacional de plataforma britânica que aposta na descarbonização do transporte rodoviário pesado de mercadorias em toda a Europa e no Reino Unido.
Em declarações ao JE, Miguel Pinto Luz diz que “é inaceitável” o ministro das Infraestruturas ter dito no Parlamento que “não impediu” CEO de apresentar resultados. Mas orientação expressa veio por email.
“Essas questões têm prazos legais e procedimentos legais que têm de ser cumpridos. Terminou ontem [terça-feira] o prazo de pronúncia da ainda CEO [presidente executiva] da TAP e, como já foi dito, findo este processo, entrará o novo CEO, que deverá ser no início de abril, primeira semana de abril”, especificou o ministro das Infraestruturas, João Galamba.
Empresa suíça, que está na fase final do concurso de 819 milhões para o fornecimento de 117 comboios à CP - competindo com Alstom e CAF - está a estudar a instalação de unidade fabril em Portugal.
Questionado sobre o tema, Galamba referiu que o relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) é "público" e "claro", e "identifica a violação de normas e leis", bem como o Estatuto do Gestor Público "também não oferece grandes dúvidas".
De acordo com o ministro da tutela, a TAP “é a última companhia aérea na Europa que ainda não participou ou não está integrada num grande grupo de aviação”.
Para João Galamba, a ferrovia “é uma maneira de industrializar o país”, defendendo a criação de iniciativas que se “traduzam em investimento”, desde que em articulação com as unidades existentes.
Lembrando que “o Governo está a preparar a abertura de capital da empresa”, João Galamba garantiu que o executivo “não vai abdicar da salvaguarda do valor estratégico da companhia e da manutenção do ‘hub’ de Lisboa”.
Por força das circunstâncias, o Governo tem frequentemente dito hoje uma coisa e amanhã outra, comprovando que neste tema [TAP] tão sensível, a realidade política consegue ser perigosamente dinâmica.
Espanhóis da Solaria são os campeões de inverno na corrida das centrais dos leilões: já concluíram todas as suas centrais. Iberdrola também está a fazer o seu caminho.
A TAP comunicou esta quinta-feira à CMVM que Christine Ourmières-Widener e Manuel Beja mantêm-se em funções e que "não dispõe de procedimentos" para concretizar a destituição. O ministro das Infraestruturas garantiu que a ideia passa por afastar a CEO da TAP "o mais rapidamente possível".
As sociedades modernas exigem transparência e zelo na gestão da coisa pública e a TAP, por muito que os seus administradores não o compreendam, não é uma vaca sagrada.
Uma espécie de receita do 'Chef' que opta por escolhas erradas que minam a autoridade e prestígio do Executivo, numa lógica taticista que não cuida do futuro.
Pedro Nuno Santos irá para o parlamento dentro de um mês, onde deverá ser incómodo, sobretudo para o atual ministro das Finanças, Fernando Medina, o arquirrival e concorrente pela liderança do PS.