Ex-ministro vai liderar operação nacional de plataforma britânica que aposta na descarbonização do transporte rodoviário pesado de mercadorias em toda a Europa e no Reino Unido.
De visita à feira agropecuária Ovibeja, Paulo Raimundo recorreu ao provérbio “quando maio chegar quem não arou, vai ter que arar” ao ser questionado pelos jornalistas sobre a polémica em torno da reunião preparatória com a ex-CEO da TAP.
"Temos de olhar para a influência e a posição do primeiro-ministro em todo este processo, perante um governo que se desmorona à frente dos portugueses, que está a ser palco de guerras de sucessão entre o próprio primeiro-ministro e os ministros que poderiam suceder-lhes", disse Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, sobre os mais recentes desenvolvimentos sobre o caso que envolve João Galamba.
“Acabei de ouvir o senhor Presidente da República dizer que quer falar com o primeiro-ministro. Eu percebo que o senhor Presidente da República queira primeiro falar com o senhor primeiro-ministro. O que eu não percebo e é inexplicável é que o primeiro-ministro não fale ao país sobre todo este caso”, disse Catarina Martins, em conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa.
“A ação do Serviço de Informações de Segurança (SIS) tem que ser explicada. Porque é que ocorreu, em que contexto ocorreu e, sobretudo, qual o enquadramento legal”, afirmou André Ventura, numa conferência de imprensa realizada na sede do partido em Beja.
O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou este sábado em conferência de imprensa que “tem todas as condições” para continuar no Governo e que não há duas versões contraditórias. Há factos e testemunhas.
O ministro das Finanças admitiu, este sábado, em Estocolmo, que acontecimentos como os noticiados desacatos após exoneração do adjunto do ministro das Infraestruturas, "são significativos", mas afirma que não afeta o valor da empresa.
Na troca de mensagens a que o JE teve acesso, Frederico Pinheiro recorda o ministro de que tinha falado sobre as notas tiradas durante a reunião secreta dois meses antes. E defendeu que tinham de ser enviadas para o Parlamento.
Frederico Pinheiro acusa João Galamba de querer mentir à CPI sobre as notas que tirou durante a reunião secreta entre deputados do PS e a ex-CEO da TAP.
Troca de emails entregues na CPI revelam que só foi pedida ajuda ao centro jurídico do Estado após o anúncio das demissões da CEO e do chairman. E há alertas para “fragilidades” e “desorientação” do Estado.
O Governo anunciou esta quinta-feira o início do processo (que se irá efetivar antes do verão) a que se seguem avaliações independentes. Já existem interessados na aquisição da TAP, avançou o Executivo.
Em causa está a notícia avançada pela TVI, na segunda-feira, que Laura Abreu Cravo, mulher do atual ministro das Infraestruturas, João Galamba, coordena há um ano o departamento de Serviços Financeiros no Ministério das Finanças, liderado por Fernando Medina, embora a nomeação nunca tenha sido publicada em Diário da República (DR).
A comissão de inquérito à TAP revelou um manancial de leviandades, incompetências e falta de sentido de Estado que agravaram o clima de indignação e desconforto de qualquer português decente.
Chega quer perceber os fundamentos por detrás da atribuição do cargo de coordenadora do Departamento de Serviços Financeiros do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais à esposa de Galamba e pede, por isso, uma audição urgente de Medina e Vieira da Silva.
"É a primeira vez que me recordo que um político é criticado na praça pública por adversários, não por nomear alguém, mas por não nomear alguém", atirou Fernando Medina em resposta ao Chega durante a Comissão de Inquérito.
O antecessor da mulher de João Galamba viu a sua entrada e saída publicadas em Diário da República, enquanto a nomeação de Laura Abreu Cravo nunca deu entrada como funcionária do Ministério das Finanças. Tutela diz que Laura Cravo está no gabinete a abrigo de um Acordo de Cedência de Interesse Público mas o PSD pede explicações sobre este caso ainda hoje, quando Fernando Medina vai ao Parlamento.
Sublinhando que se trata de uma prática comum destinada “à partilha de comunicação”, o gabinete do ministro acrescentou que “o ministro das Infraestruturas não se opôs à participação da TAP na reunião, agendada pela Área Governativa dos Assuntos Parlamentares para o dia 17 de janeiro, tendo o seu Gabinete procedido em conformidade”.
Um email, reunião secreta, a mordaça à CEO e uma demissão nas televisões. Eis a cenografia e o arranjo de atores que quase daria uma produção cinematográfica.
O pedido do ex-secretário de Estado das Infraestruturas Hugo Santos Mendes foi alvo de questões na comissão parlamentar de inquérito onde foi hoje ouvida a CEO da companhia aérea. Christine Ourmières-Widener diz que o pedido não partiu da Presidência.