“Não falhámos. Entregámos a melhor Jornada de sempre. Tenho a certeza de que a Fundação JMJ saberá também reconhecer esta entrega”, frisou Carlos Moedas.
De vez em quando “somos um bocado infiéis”, mas “quando o Papa é uma festa, todos ficam felizes, porque o catolicismo é uma via de chegar ao misticismo com festa”, diz o politólogo João Adelino Maltez. Evento é “importantíssimo” para o país, diz.
Depois do último episódio noticiado sobre uma invasão a uma eucaristia direcionada à comunidade LGBTI+, na igreja da Ameixoeira, a Secretária de Estado da Igualdade e a JMJ apelam à "consciencialização social".
"Houve um cuidado de ter estruturas paralelas, algumas estruturas para a Jornada e algumas estruturas nacional para prevenir e responder àquilo que pode estar a ser ou vir a ser o aquecimento durante os próximos dias", salienta Marcelo.
Talvez muitas críticas não tenham como origem uma preocupação genuína com os 35 milhões de euros, mas a aversão ao evento, à Igreja Católica e, em sentido mais lato, à religião. Se é muito o dinheiro gasto, ainda não sabemos.
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A história da Igreja sempre foi de unidade na diversidade. Mas o que importa, no fim do dia, é que as pessoas, tendo fé ou não, acreditando em Jesus ou Maomé, Buda ou Krishna, se possam tornar melhores, mais compassivas para com o próximo e portadoras de luz e esperança.
Não deixa de ser curioso como, num tempo de indiferença e de culto da imagem e do efémero, milhões de jovens procuram e são atraídos pela exigência que lhes é feita pelas JMJ.
"É um testemunho de uma vitalidade notável desta geração na resposta ao apelo das mensagens universais que o santo padre tem expressado, pela paz, pela reconciliação com a natureza, no combate às desigualdades”, referiu.
Na conferência de imprensa diária sobre a operação de segurança da JMJ, o diretor do departamento de operações da Polícia de Segurança Pública, Pedro Moura, precisou que, dos 147.450 jovens, 40.000 participaram no Encontro Episcopal de Itália, em Algés, 30.300 no Festival da Juventude, na Praça do Comércio, e 40.000 na Alameda.
No seu discurso perante centenas de milhares de jovens que preenchem o recinto e a Avenida da Liberdade, o cardeal-patriarca salientou que “não faltam obstáculos, mas também não falta a disposição de os remover e ultrapassar, com o entusiasmo e o compromisso de quem quer construir um futuro à altura das aspirações humanas e dos desejos de Deus”.
O balanço desta iniciativa, que decorreu em 27 de julho (pré-jornada), foi feito ao início da tarde de hoje, em conferência de imprensa, pelo coordenador dos voluntários da JMJ, Pedro Viana.
“Temos a expectativa que a adesão seja elevada, tendo em conta o nível de descontentamento. O resultado da última reunião [com o Ministério da Saúde] criou uma onda de descontentamento ainda maior”, adiantou à Lusa a presidente da Federação Nacional dos Médico (FNAM).
A greve tem a forma de “paralisação nacional a todos os procedimentos, atividades, colaborações, trabalhos” na JMJ 2023, com o objetivo de que todos os profissionais de educação “que venham a ser convocados pelos seus superiores hierárquicos a prestar serviço de apoio às JMJ possam, de forma totalmente legal, recusar-se a fazê-lo”.
Em comunicado, o Grupo explica que na parceria estão integradas o "KFC, Pans & Company, Pizza Hut, Taco Bell e unidades do segmento Travel e irá apoiar a capacidade dos serviços de apoio da JMJ Lisboa 2023.
Saiba quais são os principais números do encontro (e com ele relacionado) dos jovens de todo o mundo com o Papa Francisco que estará 128 horas em Lisboa.
"Estamos a dois dias deste grande evento, provavelmente vai ser acontecimento nacional do ano sobretudo porque nunca tivemos um evento com esta dimensão, um milhão ou mais de um milhão de pessoas durante estes dias em Portugal", disse Marques Mendes.
"Isto vai ficar para a Lisboa eu tenho tido já muito interesse para utilização deste palco, obviamente não é o momento de dizer ou de anunciar, mas há bastante interesse", disse Carlos Moedas.
O cardeal-patriarca de Lisboa confia que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que começa na terça-feira, vai deixar para o futuro a confirmação da disponibilidade dos jovens para “servir grandes causas”.