Em entrevista à Lusa cerca de uma semana depois de o BCE ter voltado a aumentar as taxas de juro, Joaquim Miranda Sarmento considerou ser “preciso atuar com cuidado porque esta é uma crise bastante diferente daquilo que aconteceu em 2022”, quando a inflação atingiu máximos na sequência da invasão russa da Ucrânia.
Os consumidores previram em agosto uma inflação na zona euro nos próximos doze meses de 3%, em comparação com os 2,9% da pesquisa anterior de julho, segundo a amostra que o Banco Central Europeu (BCE) fez em agosto e que foi hoje publicada.
Portugal chegou a agosto com uma inflação de 3,6%, acima dos 3,1% registados em julho e dos 2,5% de agosto de 2025. A taxa portuguesa ficou 0,4 pontos percentuais acima da média da zona euro e da União Europeia, ambas nos 3,2%, segundo os dados divulgados pelo Eurostat.
Os dados foram hoje divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e revelam que a taxa de inflação anual na área da moeda única passou de 2,0% em agosto de 2025 para 3,2% em agosto de 2026, tendo sido de 2,9% em julho deste ano.
O movimento de maior cautela foi impulsionado pela alta do petróleo Brent, referência global, que saltou 7,98%, para 109,29 dólares por barril, maior nível desde maio. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu em proporção semelhante, para 103,94 dólares por barril.
Segundo o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), a inflação em agosto de 2026 registou uma variação de 8,78% comparando com o período homólogo, o que representa uma desaceleração de 0,55 ponto percentual face ao mês anterior e 10,09 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.
Esta é taxa de inflação homóloga (subida de preços em comparação com o mesmo período do ano anterior) mais elevada em Espanha desde 2023, segundo os dados do INE.
Além disso, partindo de uma subida de 50% dos preços do petróleo e do gás, os investigadores “concluíram que esta poderia aumentar a inflação em até mais 1,8 pontos percentuais no ano seguinte – além dos níveis de inflação já existentes”.
O disparo nos combustíveis vai continuar com a subida imparável do petróleo perante a verdadeira batalha naval entre EUA e Irão no estreito de Ormuz que continua sem fim à vista ao fim de mais de seis meses.
"O conselho de diretores do Banco decidiu manter a taxa de referência em 14,00% ao ano. Em geral, a economia cresce a um ritmo moderado no terceiro trimestre de 2026. As pressões atuais sobre os preços intensificaram-se significativamente nos últimos meses", afirmou o regulador bancário russo no portal oficial.
Os dados divulgados esta quinta-feira pelo INE confirmam a subida da inflação para 3,3% em agosto. Uma subida que foi impulsionada pelo aumento do preço dos combustíveis.
A subida de 25 pontos base (pb) esta quinta-feira é praticamente certa, mas o mercado está a descontar mais uma subida até final do ano e outra até março de 2027, uma visão contrastante com a dos analistas, que consideram que os juros não deverão voltar a subir no futuro imediato.
Há uma grande agitação nos mercados da dívida de olhos postos numa Casa Branca belicista. O epicentro da pressão sobre a inflação e juros. Soam os alarmes: o mais provável é ter juros altos por muito tempo.
Se a inflação continuar a subir à medida que o inverno se aproxima, esse fator poderá influenciar as negociações salariais para 2027. Nesse cenário, os choques de oferta transformariam a inflação num problema mais estrutural.
Dados hoje publicados pelo gabinete estatístico da União Europeia (UE), o Eurostat, revelam que, em agosto de 2025, a inflação na zona euro se situava em 2,0%, tendo agora subido para 3,3%, um ano depois.
São mais 0,3 pontos percentuais face a julho. "A aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", diz o INE. "A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho)", acrescentou.
O Congressional Budget Office tem vindo a avisar repetidamente: a trajetória da dívida é insustentável. Se nada for feito ultrapassará os 60 biliões em menos de 10 anos.
Segundo os dados do serviço de estatística da União Europeia, na zona euro, o indicador voltou a subir em julho, depois de um ligeiro recuo em junho (2,8%), e situa-se acima dos 2% registados no mesmo mês de 2025.
A inflação core do Reino Unido, ou subjacente, que exclui energia, alimentação, álcool e tabaco, registou um aumento de 2,9% nos 12 meses até julho de 2026, face a 2,8% em junho.