dívida pública

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.
Maria Teixeira Alves4 Set
Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Yields disparam com obrigações soberanas sob pressão a nível global

No Japão, os títulos a dez anos bateram máximos de 30 anos ao ultrapassarem os 3%, enquanto nos EUA, Reino Unido, Alemanha e França as subidas foram mais contidas, mas suficientes para renovar máximos recentes. Também os títulos portugueses se veem envolvidos na tempestade global das bonds, com os títulos a 20 anos próximos de máximos de quase uma década.
João Barros1 Set
Yields disparam com obrigações soberanas sob pressão a nível global

Portugal espera a terceira maior queda da dívida na UE

Para já, os dados trimestrais colocam a dívida nos 91% do PIB, mas o ministro das Finanças admite que Portugal possa alcançar 85% ou 86%. Mesmo que estejam em causa os 87,5% comunicados dias antes a Bruxelas, o país poderá terminar o ano com a terceira maior redução na UE. Se assim for, ficará com a sétima maior dívida europeia, melhorando uma posição face a 2025.
Portugal espera a terceira maior queda da dívida na UE

Ministro espera que dívida caia ainda mais do que indicou há três dias a Bruxelas

Miranda Sarmento aponta agora para 85% ou 86% do PIB, depois de ter apontado para 87,5% no documento enviado à Comissão Europeia. O ministro afirmou ainda que o Governo vai “tomar as medidas necessárias” para pôr em marcha o novo imposto sobre os lucros das energéticas. E não descarta que o Governo tente ir mais longe nos descontos do ISP se a situação no Médio Oriente se agravar.
Ministro espera que dívida caia ainda mais do que indicou há três dias a Bruxelas