No último ano, 42% dos portugueses destinam atualmente mais de 30% do seu orçamento mensal apenas à alimentação, indica o estudo elaborado pelo grupo Edenred.
Alguns milhares de pessoas juntaram-se esta tarde – em Lisboa no Largo do Intendente – em diversas manifestações, num protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.
No debate de urgência sobre o custo de vida, o PS levou ao Parlamento o agravamento das despesas das famílias e das empresas e recuperou uma posição assumida pelo atual ministro das Finanças quando estava na oposição sobre a redução do IVA dos combustíveis, eletricidade e gás.
Uma das consequências inevitáveis de todo o aumento do custo de vida será o endividamento das famílias, segundo a Intrum, como forma de fazerem face às suas despesas, sobretudo as inesperadas, como emergências de saúde, e assim aliviar a pressão financeira.
Os dados mostram ainda que 33% do volume de reclamações foi feito por pessoas com menos de 34 anos, indicando que este grupo etário tem sido particularmente afetado pelo aumento do custo de vida.
A Numbeo, plataforma especializada em fornecer informações sobre cidades, analisou o custo de vida em 337 cidades de todo o mundo. Lisboa ficou colocada na 135ª posição, o que faz dela uma das cidades mais caras da Europa.
O fim do IVA Zero coincidiu com o início do novo ano, ou seja, com o aumento de muitos outros produtos e serviços, agravando ainda mais o custo de vida das famílias.
Mariana Vieira da Silva falava em declarações aos jornalistas no Ministério da Presidência, após reuniões com três estruturas sindicais da administração pública sobre a negociação salarial anual e Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).
A CDU referiu que as políticas dos Governos da Madeira e da República "favorecem os grandes grupos económicos que estão a fazer fortuna enquanto o povo agoniza".
O regulador britânico vai baixar o limite máximo na faturação da eletricidade e gás, pelo que as famílias britânicas vão sentir uma redução na ordem de 17%. A medida tem por objetivo fazer face à subida do custo de vida, depois de a inflação no Reino Unido ter subido em abril 8,7% face aos números observados um ano antes.
O pacote orçamental inclui medidas de apoio a cerca de cinco milhões de famílias e um milhão de pequenas empresas, para fazer face às faturas de energia, que, segundo estimativas oficiais divulgadas em outubro, vão aumentar 56% até ao primeiro trimestre de 2024.
A Europa precisa de uma transformação do sistema tradicional, uma que permita melhorar também as aspirações de médio prazo das famílias. Mas a produção de reformas exige tempo e não está isenta de custos.
O que pode a geração mais jovem fazer para, no fundo, maximizar as suas hipóteses e reduzir a chance de sofrer sérios problemas económicos face ao contexto que se apresenta?