O maior mérito de Montenegro e Miranda Sarmento está em não abandonarem o caminho do equilíbrio. O desafio que enfrentam é mais exigente: transformar a estabilidade conquistada em crescimento e prosperidade.
Superadas crises atrás de crises, seria justo as reais preocupações passarem pela melhoria coletiva das condições de vida das pessoas, com alívio fiscal e esperança.
Não é de negligenciar a possibilidade de um foco maior em questões sociais, incluindo gestão de capital humano, direitos humanos e diversidade e inclusão, durante o próximo ano. Sem esquecer que a China, provavelmente, estará de volta ao caminho do crescimento.
Neste Natal, o presente para os portugueses deveria incluir medidas orçamentais que consigam contemplar uma economia mais robusta, competitiva e preparada para o futuro, capaz de acomodar um verdadeiro crescimento.
Segundo a Síntese de Conjuntura divulgada esta sexta-feira, caso se verifique um crescimento em 6,7%, “o PIB de 2022 terá recuperado o nível pré-pandemia e situar-se-á cerca de 3,2% acima do registado em 2019”.
Como corolário das recentes observações de atividade no âmbito internacional, no controlo sobre a sociedade chinesa no geral e na evolução da atividade económica, não parece existir o enquadramento para uma súbita recuperação económica.
No contexto atual, é fundamental valorizarmos mais a colaboração, a inovação e o alinhamento entre as áreas de negócio, operações e TI, de forma a gerar resultados transformacionais.
No conjunto da Administração Publica, e até pelos problemas estruturais cujo agravamento se antevê em diversos sectores, torna-se urgente uma redefinição estratégica do seu âmbito, fins e modos de gestão.
Baixar a dívida pública não é uma medida de esquerda ou direita. É uma medida de boa gestão orçamental, que permite gastar menos em juros e serviço da dívida pública. Todos saem a ganhar.