O hidrogénio verde e os combustíveis sintéticos de origem não biológica assumem-se, cada vez mais, como alternativas, sobretudo em setores como o transporte marítimo e aéreo e a indústria, que não podem ser diretamente eletrificados.
A ministra do Ambiente alemã, Steffi Lemke, disse numa conferência de imprensa após a assinatura do documento da reunião que “não é segredo que os diferentes países do G7 têm pontos de vista diferentes sobre a energia nuclear”.
O RePowerEU está a mostrar que é possível caminhar no sentido de garantir a independência energética, no que à produção de energia verde diz respeito. O mesmo princípio se deve aplicar à produção dos equipamentos necessários a essa mesma transição.
Não podemos continuar a aceitar políticas de 'greenwashing', que, em nome da “transição verde”, consomem recursos financeiros de eficácia duvidosa, onerando as presentes e futuras gerações e sacrificando os valores naturais que a todos pertencem.
O potencial surgimento de um entendimento regional mais profundo, o abrandamento do cenário de hostilização dos EUA à Venezuela e, sobretudo, a necessidade de as potências globais negociarem com outros países a sua influência, deixam caminhos abertos à América Latina.
As expectativas face ao que possa sair da COP27 podem não ser as mais altas, mas ao ver a mobilização dos jovens só posso sentir esperança num futuro em que, mais cedo do que tarde, os responsáveis políticos vão ter de os ouvir.
A ausência de uma estratégia europeia para a energia, que é o problema de fundo, vai manter-se por muitos anos, devido a divergências profundas entre França e Alemanha que ninguém tenta desbloquear.
Os países europeus não tinham alinhado com os EUA. Agora, desorientados com a escassez de gás natural mas sobretudo temerosos da avalanche de contestação social, os políticos europeus fazem marcha atrás.
Na COP27, em novembro, no Egito, nenhum país terá razões para deixar de ser ambicioso do ponto de vista energético, já que esta é a opção económica, ambiental e geopolítica mais vantajosa.
Hoje, os maus alunos são aqueles países do Norte que não souberam reduzir a dependência do gás russo e que hoje querem obrigar o resto da UE a aceitar um corte de gás que terá consequências profundamente negativas para as indústrias europeias.
Muito por pressão do atual ambiente geopolítico, ou tirando dele proveito, o Parlamento Europeu vem pôr em causa os objetivos climáticos europeus ao aprovar uma proposta que configura um verdadeiro retrocesso.