Quando os partidos moderados tratam o descontentamento como extremismo, entregam eleitorado a quem promete soluções simples. A resposta tem de ser a oposta.
Com o bloqueio do estreito de Ormuz, Portugal é o segundo país da UE onde encher um depósito de gasolina mais pesa nos rendimentos das famílias face ao disparo dos combustíveis. A inflação subiu para 3,3%, o valor mais elevado em quase dois anos.
A reabilitação urbana bem feita melhora a coesão social, cria emprego local e preserva a identidade das cidades. Acaba também por ser uma resposta prática à escassez de oferta, sobretudo para a classe média, e para arrendamento qualificado.
A classe média portuguesa não tem capacidade financeira para adquirir carros novos ou elétricos, cada vez mais caros e desajustados ao quotidiano real das famílias.
A crise da habitação não aperta o cerco apenas à classe média, mas afeta sobretudo os mais vulneráveis. Em que altura nos tornámos completamente reféns do mercado imobiliário?
Filipe Charters de Azevedo, presidente da Associação Portuguesa de Contribuintes (APC), falou com o JE sobre a Segurança Social, um tema que será "talvez o mais importante da nossa geração".
Musk e a tribo digital, só uma parte dela, vão tentar vigiar-nos mais e explorar-nos mais. O capitalismo não é isto, a economia de mercado não é esta gente. Isto é uma caricatura do pior que nós, pessoas, podemos e conseguimos ser.
É relevante o facto de a Agência Internacional de Energia considerar que, para uma transição na mobilidade elétrica efetiva, a Europa não é autossuficiente na produção de carros elétricos, precisando de importar veículos, nomeadamente, da China.
Um governo manda uma empresa pública pagar um dividendo extraordinário, para poder fazer um brilharete com os números da dívida, mas o presidente resiste às ordens da tutela. A solução? Prometer à gestão da empresa que no ano seguinte será realizado um aumento de capital no mesmo valor. Cosmética financeira? Não, estúpido, são as "contas certas"!
À medida que os cortes de impostos eram implementados, a classe média percebia que pouco ou nada mudava na sua vida. As prometidas melhorias económicas pareciam distantes.
Urge estabelecer um Pacto Social para o Crescimento que contribua para inverter a tendência de mais longo prazo que se vem afirmando na economia portuguesa para a estagnação e para a especialização de baixo valor acrescentado.
É preciso convencer uma parte importante dos eleitores que há políticos portugueses com as qualidades e experiência para praticar as medidas que assegurem um presente e um futuro melhor a velhos e novos.
O Orçamento tem um “plano B” porque, apesar de abandonar as cativações, dá-lhe outro nome – Reserva Orçamental. É bom ter graus de liberdade no Orçamento, mas não é transparente.
Receio que os banqueiros centrais não tenham em consideração a disparidade dos diversos sectores da economia e, ao olharem para os valores agregados, estejam a perder a noção do que é a classe média e a base da democracia.
Não são os cidadãos com mais posses que mais contratam seguros de saúde. As classes média e baixa têm 72% das apólices, mesmo que 60% estejam isentos de taxas.
O discurso de Luís Montenegro no Fórum para a Competitividade deu-me alento: revelou que tem uma estratégia económica, medidas concretas para arrancar Portugal e os portugueses do pântano 2.0, e uma política social.
Na atualidade social, em que tanto, e bem, se defende o equilíbrio da vida pessoal com a profissional, os espaços temporais para a formação deveriam ser repensados.
Nos últimos quatro anos, o défice na saúde, atingiu os 2,3 mil milhões de euros. Sem reformas, o SNS tornar-se-á insustentável e, mais triste, inoperacional.