Apelidando a economista como "a Senhora Finanças Públicas", a associação lamenta a morte daquela que foi a primeira Presidente do Conselho das Finanças Públicas.
“Creio que existem desafios, não dou por garantido o controlo já da inflação. Há vários fatores que podem levar a que a situação volte a agonizar-se e não é certo que a inflação esteja já controlada”, disse Nazaré da Costa Cabral, em entrevista à agência Lusa.
Em entrevista à agência Lusa, Nazaré da Costa Cabral admite preocupação com a TAP e com o ressarcimento do capital injetado, até porque as receitas das privatizações ou reprivatizações têm impacto nas finanças públicas.
Nazaré Costa Cabral considera que o país e o Estado "não estão devidamente cientes do esforço de transformação" necessário para melhor potenciar os fundos europeus, lamentando a falta de "quantificação e calendário" que acabam por tornar políticas públicas em "planos sem ação".
Entre as razões para a diferença, a publicação aponta a súbita subida de preço como responsável desta diminuição, uma vez que influenciou a receita fiscal e ajudou a atrasar lesões no emprego e a subida do desemprego.
A instituição liderada por Nazaré Costa Cabral vê o produto a desacelerar fortemente com a pressão nos preços e incerteza internacionais, o que leva a mais desemprego no curto prazo. Expectativas para inflação no longo prazo permanecem, ainda assim, ancoradas nos 2%.
O Conselho de Finanças Públicas, referindo-se aos dados provisórios de 2021, diz que a recuperação económica nas Regiões Autónomas "não foi suficiente" para sustentar uma melhoria da sua posição orçamental.