Das moradias T3 e T4 em Cascais à procura por apartamentos com vista para o mar no Algarve, o relatório da mediadora Engel & Völkers faz o perfil geográfico das preferências dos compradores no mercado residencial português.
Este valor representa um aumento de 3,3% face ao período homólogo e coloca os preços na capital portuguesa acima de Madrid (11.700 euros por metro quadrado). Já as rendas subiram 7,6%, para 30 euros por metro quadrado.
Atualmente Portugal conta com 19 mil casas com preços superiores a um milhão de euros, com Lisboa a representar 40,6% do total nacional, seguida por Faro, com 26,5% e o Porto, com 12,9%.
No caso de Vila Nova de Foz Côa o preço aumentou para os 10.540 euros por metro quadrado, mais do que duplicando o valor registado em 2024 (mais 120,5%, para 4.780 euros por metro quadrado), algo que aconteceu também em Serpa (107,7%). em Odemira com uma subida de 89,7%, para 7.487 euros.
O preço médio de uma habitação premium com varanda subiu no último 2%, para 1,5 milhões de euros, face aos 1,3 milhões de uma casa do mesmo segmento sem varanda. Lisboa e Porto representam em conjunto 75% da oferta no mercado de casas com espaços exteriores.
Relatório da mediadora norte-americana Knight Frank indica que nos últimos cinco anos, o número de metros quadrados para adquirir um imóvel de luxo por este valor na capital portuguesa desceu 14%, passando dos 93 para os 80 metros quadrados.
Valor traduz-se num recorde de 169.812 transações, mas o desequilíbrio entre oferta e procura pressiona o setor. “Torna-se muito difícil construir abaixo de 4.500 euros”, diz o CEO da Porta da Frente.
Valor dos imóveis do mercado residencial de luxo subiu 4,4% em 2025, com um preço de transação médio de 1,2 milhões de euros e de 13.600 euros por metro quadrado. Relatório da Savills indica um crescimento para 2026 na capital portuguesa ao nível de Madrid e Tóquio, sendo apenas superada por Seul.
Apenas a Turquia (32,2%) e a Macedónia do Norte (25,1%) superam Portugal no aumento dos preços da habitaçãop prime no último trimestre de 2025, face ao período homólogo, segundo a consultora Knight Frank. Em termos reais (ajustados à inflação), Portugal registou um crescimento de 14,9%, contrastando com a média global, que permanece ligeiramente negativa (-0,1%), justificado com as pressões inflacionistas em vários mercados.
Capital portuguesa ocupa o 18º lugar do Prime Global Cities Index da mediadora Knight Frank, com o preço das casas a aumentar no terceiro trimestre, face ao período homólogo, acima dos valores de Berlim, Dublin, Paris.
Dados da Portugal Sotheby’s International Realty apontam para um aumento do valor médio dos imóveis vendidos de 22% face ao ano passado, com os portugueses a representarem 54% das transações, em relação ao período homologo. Lisboa concentra 53% da procura nacional, seguida do Algarve (21%), do Porto (12%) e da Madeira (11%).
Os dados da Quintela + Penalva colocam Portugal no terceiro lugar do ranking entre 55 países analisados, ficando apenas atrás da Turquia (32,2%) e Macedónia do Norte (22,6%). Em termos reais, a valorização foi de 14,8%, sendo que face ao trimestre anterior o aumento foi de 5,7%.
A Comporta tem-se tornado um destino procurado por portugueses e estrangeiros com elevado poder de compra e com isso impulsionado o preço médio das casas de luxo nas regiões envolventes, como é o caso de Grândola, que no segundo trimestre atingiu os 2,7 milhões de euros, num aumento homólogo de 11%.
Só entre abril e junho, foram contabilizadas mais de 14 mil moradias de luxo à venda junto ao mar, uma oferta 10% superior face à registada no mesmo período do ano passado.
Em Faro o interesse por estas casas é 79% superior face aos imóveis sem estes espaços exteriores. Setúbal, a ilha da Madeira, Porto e Lisboa também registaram esta tendência.
Este crescimento que se registou em maio (face ao período homólogo) faz com que as habitações no percentil 90 (os 10% dos imóveis à venda mais caros do mercado) comecem a ser vendidas por 995 mil euros.
Mercado residencial de luxo vai crescer 6% este ano em Portugal. Fim dos vistos gold não trava apetite pelo mercado de luxo nacional por parte de estrangeiros.
Os preços das casas sobem em todos os patamares, mas no luxo a aceleração ainda é maior. Em dez anos, Dubai, Miami e Lisboa, por esta ordem, são as cidades onde o dinheiro compra cada vez menos.