Segundo a “BBC”, o governador afirmou que o BoE está a acompanhar os volumes de recursos que estão a ser investidos em IA, sendo que nem todos “saem a ganhar”.
A inflação continua elevada no Reino Unido, que tem mesmo o indicador de preços mais alto nos G7, mas a tão temida recessão tem sido evitada até agora, dando margem de manobra ao banco central para colocar os juros em máximos de 15 anos.
Na base deste cenário estão os aumentos das taxas de juro que levaram por consequência a um crescimento das taxas de hipoteca acima de 6%. Face ao mês de junho registou-se uma diminuição no preço das casas de 3,5%.
Esta estratégia, segundo economistas e decisores de política monetária consultados pelo "Financial Times", permitirá reforçar o combate à inflação, ao mesmo tempo que abre espaço para uma nova onda de compra de ativos na próxima crise.
Os ordenados no Reino Unido aumentaram 7,3% entre março e maio, em termos homólogos, o que corresponde a um valor superior ao que os economistas esperavam (7,1%).
"O mercado sugere que este aumento vai matar o crescimento e reduzir a inflação, e acredito que o mercado está certo", considerou Mike Riddell, diretor de Macro Inconstrained da Allianz Global.
A autoridade monetária britânica optou por uma subida mais agressiva do que os 25 pontos base esperados pelo mercado, dada a mais recente leitura da inflação, que se manteve inalterada em 8,7% em maio. Mais preocupante, o indicador subjacente está em máximos de 1992, pressionando o banco central.
Analistas consultados na semana passada pela Reuters perspectivaram de forma unânime que o Banco de Inglaterra deverá colocar as taxas de juro em 4,75%, o valor mais alto desde 2008. No entanto, os dados da inflação de maio podem levar a entidade a endurecer este aumento.
Esta será a sua 13ª subida consecutiva das taxas, enquanto luta contra uma inflação inesperadamente rígida que corre o risco de se tornar um caso isolado a nível mundial.
A pressionar o Banco de Inglaterra, note-se que o crescimento salarial regular do sector privado aumento de forma brusca de 7,1% para 7,6% numa base trimestral, o que baralhou por completo as previsões do regulador que esperava uma queda abaixo de 7%.
Willem Buiter, Andrew Sentance e DeAnne Julius, todos ex-elementos do comité de política monetária do Banco de Inglaterra, afirmam que o banco central britânico terá de continuar a subir as taxas de juro.
O Banco de Inglaterra poderá ter de aumentar as taxas para 5% este Verão, antevê o Goldman Sachs, segundo uma notícia do jornal britânico The Guardian.
O Reino Unido viu a taxa de inflação subir de 10,1% para os 10,4%, em fevereiro, um dos motivos para o Banco de Inglaterra subir as taxas de juro em 0,25%, para os 4,25%, na passada quinta-feira.
Apesar de, em novembro, a instituição ter subido a taxa em 75 pontos base, que foi reduzida para 50 pontos base no mês seguinte devido a receios de uma recessão prolongada, o Comité de Política Monetária redobra esforços para enfrentar as pressões inflacionistas que não dão sinais de quebra, segundo o "El Economista".
Na semana em que se vai conhecer a orientação da política monetária da Fed, BCE e Banco de Inglaterra, saiba o que se pode esperar dos decisores e ainda como irá evoluir o preço do petróleo. Estes e outros temas serão analisados com a ajuda de Miguel Gomes da Silva, head of treasury and trading do Montepio.
Na semana em que se vai conhecer a orientação da política monetária da Fed, BCE e Banco de Inglaterra, saiba o que se pode esperar dos decisores e ainda como irá evoluir o preço do petróleo. Estes e outros temas serão analisados com a ajuda de Miguel Gomes da Silva, head of treasury and trading do Montepio.
A Reserva Federal norte-americana e Banco de Inglaterra voltam a subir as taxas de juro. O que reservam os próximos meses em termos de política monetária? Veja a análise do economista Luís Tavares Bravo na última edição do programa da JE TV, "Mercados em Ação".
No “Mercados em Ação”, podcast do JE, vai poder contar com a análise de especialistas em temas como ações e obrigações; investimento e poupança; BCE e FED; resultados e empresas; análises e gráficos.
A política monetária parece limitada à subida das taxas de juro com Fed e Banco de Inglaterra a prosseguir esta tendência. Até onde podem subir e que efeitos podem ter? Este será um dos temas em análise neste programa da plataforma multimédia JE TV. O economista Luís Tavares Bravo é o convidado desta edição.