O presidente do Chega mostrou-se disponível para voltar a candidatar-se a Presidente da República, apesar de não considerar a solução ideal, e indicou que o objetivo é apoiar um candidato que dispute a segunda volta. A decisão sobre a eventual candidatura a Belém foi adiada para o início da próxima semana.
O presidente do Chega mostrou-se disponível para voltar a candidatar-se a Presidente da República, apesar de não considerar a solução ideal, e indicou que o objetivo é apoiar um candidato que dispute a segunda volta.
O militante do Chega, mandatário na campanha do partido em Vendas Novas, foi detido na madrugada desta quinta-feira por alegadamente ter ateado fogos à beira da estrada, apesar de ter expressado elogios aos bombeiros pelo combate aos incêndios deste verão e ter elogiado a posição do partido no apoio a esta força profissional.
Numa mensagem vídeo enviada às redações, em reação a uma série de medidas anunciadas hoje pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, o líder do Chega pediu investimento “de habitação pública para a classe média que está com dificuldades” e o aumento das deduções fiscais das despesas com habitação.
O líder do Chega pediu a Luís Montenegro que assuma que o Governo e Maria Lúcia Amaral falharam no combate aos incêndios e que dê garantias ao país que "nada desta incompetência" se vai repetir no próximo ano.
"Serão chamados aqueles que tiverem de ser chamados, tenham sido governantes, tenham sido dirigentes dos ministérios da Administração Interna, Proteção Civil, todos os que tenham responsabilidade”, afirmou André Ventura.
Sem nunca mencionar diretamente o nome do líder do partido Chega, Paulo Rangel fez esta crítica na Universidade de Verão do PSD, uma iniciativa de formação de jovens quadros, num painel intitulado “Um Mundo com mais radicalismos?”.
Numa passagem rápida por Leiria, antes de seguir para Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, onde deflagraram este sábado dois incêndios, André Ventura considerou que é altura de avançar para a “investigação dos fogos em Portugal, do negócio em torno dos fogos e da falta de prevenção”.
“Não passamos cheques em branco, iremos propor várias medidas (para o OE2026), ver a proposta do Governo e tomaremos uma decisão", garantiu o líder da segunda maior força política do Parlamento.
O pedido do Chega surge depois de o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, ter recusado uma proposta idêntica do deputado único do JPP, alegando que só os grupos parlamentares podem requerer este tipo de discussões.
O Tribunal Constitucional (TC) anunciou hoje o chumbo de cinco normas do decreto do parlamento que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.
Os ataques de André Ventura, embora nem todos, são agora um pouco mais calibrados e têm uma via de fuga argumentativa que lhe permite insinuar o que, com tantos votos e ambição, agora já não pode dizer.
Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura disse que ainda não foi informado pelo Ministério Público da abertura do inquérito, por ter divulgado, na Assembleia da República, nomes de crianças imigrantes matriculadas numa escola de Lisboa, mas manifestou “respeito pela justiça portuguesa”.
"Não se trata de um pormenor. Temos de implementar medidas de controlo e fazê-lo com urgência. O Presidente da República não está a garantir a entrada rápida da lei", sublinhou o líder do Chega.
"A ministra atacou o direito à amamentação e o Chega não vai compactuar com isso. Num país com sérios problemas de natalidade, não devemos penalizar ainda mais as mães e as famílias", frisou o partido liderado por André Ventura.
Um apelo feito depois de Luís Montenegro ter deixado no ar a possibilidade de reconduzir Mário Centeno como governador, reconhecendo que o ex-ministro das Finanças reúne "todos os requisitos".