A antiga ministra dos Assuntos Parlamentares entende que obrigar alguém a ter um visto de trabalho pode contribuir para este problema. Por outro lado, vê com bons olhos a manutenção da AIMA, mas pede um maior reforço humano e tecnológico dos consulados.
Com o Dia da Europa, esta quinta-feira, e as eleições europeias a avizinharem-se, Ana Catarina Mendes considera que é “absolutamente essencial que a União Europeia volte a afirmar-se como uma força geopolítica muito relevante”. A antiga ministra é o terceiro nome do PS na lista para as europeias e promete ser “sempre uma feroz defensora da democracia e das melhores condições de vida para os portugueses”.
Em reação à auditoria do TdC à Jornada Mundial da Juventude 2023, o executivo ainda em funções reitera que "não se verificaram desvios aos gastos orçamentados".
Dirigente socialista defendeu que o PS deve fazer “uma oposição firme” e encara com preocupação crescimento do Chega. “Os socialistas devem estar vigilantes”, disse.
De acordo com Ana Catarina Mendes, nos lados da AD, entrou-se “em delírio” e “a perplexidade é maior quando se ouve Paulo Portas, o ministro da demissão irrevogável” no executivo de Pedro Passos Coelho, “falar sobre demissões”.
Na rede social Facebook, a ministra deixou bem evidente a sua posição relativamente às investigações do Ministério Público que, quer no Continente quer na Madeira, tiveram como desfecho a queda de ambos os governos.
"O Governo não cai pelas escolhas políticas que fez ao longo destes oito anos. O Governo não cai pelos resultados económicos e sociais que garantiu ao país que hoje como aqui já foi dito neste plenário que os portugueses vivam melhor", sublinhou a governante.
Segundo a ministra "desde 2015 até hoje o SNS viu um crescimento de 72% de investimento público do orçamento do estado, opção e prioridade deste Governo".
PSD falou de empobrecimento, Chega dos problemas judiciais associados ao Governo, IL sobre o "eleitoralismo" do PS. À esquerda, o PCP referiu que o Orçamento está longe do milagre anunciado e o BE fala em Orçamento dos "tubarões", em referência à música 422 da Garota Não.
"Este é mesmo o Governo que com este orçamento garante que já no dia 1 de janeiro o aumento do salário mínimo em 60 euros por mês. Passou para 820 euros", recordou a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares no dia em que se inicia a votação do documento na especialidade.
"Ao contrário do PCP, estou absolutamente convencida que a separação policial da dimensão administrativa", disse Ana Catarina Mendes em resposta à deputada Alma Rivera do PCP.
Segundo a ministra existem "cinco dimensões fazem parte do que eu costumo chamar de degraus de uma escada imensa, que é a escada da integração e do acolhimento de migrantes".
O número, que como o antigo líder da oposição recorda representa quase 6% da população portuguesa, coloca enormes reservas a Rui Rio, sendo que este economista deixa quatro questões: "Com que critério? Com que objetivo? Com que necessidade? Com que capacidade de os acolher decentemente?".
O que “nós pretendemos é que a nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo tenha um novo paradigma que aposte naquilo que deve ser a digitalização, maior eficiência e mais recursos humanos”, acrescentou a ministra Ana Catarina Mendes.
Ana Catarina Mendes, ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares revela, este domingo, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, a disponibilidade do Governo e lembra que o ano passado para o Orçamento de 2023 foram aprovadas 57 propostas apresentadas pela oposição.
Agência para as Migrações e Asilo entra em funcionamento este domingo, 29 de outubro. Ministra Ana Catarina Mendes assegura, desde já, um reforço dos recursos humanos e a digitalização dos serviços porque, explica, o parque tecnológico, "aquilo que herda é obsoleto para os dias de hoje".
“Posso tranquilizar que estará tudo pronto e, nos próximos dias, evidentemente teremos publicados os estatutos e estarão as coisas a funcionar", disse Ana Catarina Mendes.
"Em 2004 com o Euro tivemos o mesmo número de pessoas, espalhado durante um mês por todo o território, dá, por isso. para percebemos bem a dimensão do evento que vamos receber", disse Ana Catarina Mendes aos jornalistas.
Conta o "Expresso" que o gabinete de Ana Catarina Mendes confirma a reunião com Mário Costa, ex-dirigente da Liga de Clubes, mas que a ministra "não agilizou qualquer processamento de emissão de vistos de atletas estrangeiros".