Uma década depois, o país chega a uma encruzilhada: há avanços nas contas públicas e na energia, mas persistem bloqueios na produtividade, investimento e na criação de valor.
A AIMMAP diz que as novas tarifas vão contra a própria prioridade definida pela União Europeia: ao invés de induzirem a reindustrialização, vão promover o colapso do setor e destruir milhares de postos de trabalho.
Especialista em Inteligência Artificial (IA), Mesquita Nunes explicou, enquanto speaker da convenção anual da AIMMAP, de que forma a IA pode influenciar positivamente o mundo das empresas. E explicou como pode ser um tremendo desastre.
A descarbonização é um dos temas que está na linha da frente das preocupações da indústria, destacou Vítor Neves na conferência anual da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), que decorreu no Porto e da qual o Jornal Económico foi media partner.
Especialista em Inteligência Artificial, Mesquita Nunes explicou a uma assistência insistentemente atenta de que forma o sistema pode influenciar positivamente o mundo empresarial. E também explicou como pode ser um tremendo desastre.
Num painel que se dedicava à capacidade multiplicadora da economia, estiveram em foco as virtudes, mas também as dificuldades. As mudanças estão a caminho e essa parece ser a melhor notícia para as empresas.
O tema da conferência é a descarbonização, mas Vítor Neves, presidente da AIMMAP, não pôde deixar de afirmar que os investimentos processados deviam estar a ser bem mais produtivos. E reprodutivos.
As empresas portuguesas não são alheias ao setor da Defesa, que ficou repentinamente ‘na moda’, com certeza não pelas melhores razões. Mas a montante há muito a fazer.
É unânime a convergência de todos os participantes na ‘Future Summit’ – uma organização conjunta da AEP, AIMMAP e CEiA – em que o investimento “essencial para a Europa na Defesa” é uma oportunidade para a indústria portuguesa e para a reindustrialização europeia.
Não há alternativa: a União Europeia – ou talvez a Europa – tem de focar-se nas suas empresas, na inovação que se faz no seu interior e na criação de cadeias de valor pluriparticipadas e que envolvam todos os stakeholders.
O socialista foi o ‘key speaker’ da Future Summit. Numa intervenção que evidenciou o lado negro da geopolítica que temos à porta, Sousa Pinto acredita que a Europa tem todas as condições para responder aos desafios que a Rússia introduziu ‘a força’. “É preciso restaurar as condições de dissuasão”.
Para enfrentar os novos riscos e os novos contextos, “muito voláteis e imprevisíveis”, a única opção sensata é aumentar o ‘poder de fogo’ do bloco dos 27. A inovação mas também a indústria nacional têm uma palavra a dizer sobre o tema. Vítor Neves e Isabel Furtado apoiam.
Tendo por base um inquérito realizado junto dos seus associados, a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) considera que os resultados obtidos são “um sinal de esperança para o ano de 2025, não só para o setor metalúrgico e metalomecânico, mas para a economia nacional que tanto depende deste setor.”
Armindo Monteiro, 'presidente dos patrões', considera que as empresas portuguesas mais afetadas pelas eventuais novas tarifas norte-americanas serão aquelas que se destacam pelo preço. O mau momento para o comércio mundial pode ser usado para reverter essa lógica, que agora se percebe perversa.
O Vice-Presidente Executivo da AIMMAP, Rafael Campos Pereira, no comunicado deixa alguns recados ao Governo, porque diz que, “as exportações são a única variável que continua a alimentar o crescimento do PIB" e "por isso, é fundamental que o Governo reconheça a importância do Metal Portugal para o país, assim como da indústria transformadora em geral".